Arquivo de Dezembro, 2004

As mãos

As mãos. Uma na outra. Misturadas. (Con)fundidas. As mãos — face visível do casal. Primeira ponte física estabelecida entre dois corpos, as mãos. Por cima do rio da compreensão, a ponte para a plenitude.

(Foto: ©Missy)

Irresponsabilidade ilimitada

( Post roubado ao balanço )
- És uma mulher limitada… - bazofiou ele.
- Sou uma verdadeira sociedade por quotas! - retrucou ela.
Riram-se os dois e voltaram para a cama.

[ Post de fim de ano; este blogue encontra-se encerrado para balanço. Reabrimos em Janeiro. Dê lá por onde der. ]
So, so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail? A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they […]

Euromilhões

Naquele dia cumpriu as rotinas habituais do mail ao acordar, do post matinal, do café antes de almoço, do almoço. Foi depois, porque estava farta da pobreza de uma vida inteira decidiu mudar alguma coisa naquele instante: em vez de continuar rotineiramente pelo passeio cruzou a rua a direito em escolha aleatória e entrou na […]

O operário do amor

O amor é uma construção, pensou ele, até o mais perfeito dos desenhos arquitectados na prancheta do destino acaba por revelar as suas imperfeições no momento em que, juntos, empilhamos os tijolos erguendo as paredes em cima de alicerces embutidos na rocha do passado. Guardou o pensamento a sete chaves, jogou-as fora a perder […]

Quem perder a Exposição dos Coelhos Suicidas é rabeta. Como comentou a Catarina, «este post fica para a história da blogsfera». Alguém envie o link ao Andy Riley. João Pedro: o catálogo está garantido, foda-se!

Spam natalício

Devido às centenas de milhar de posts e e-mails a desejar bom natal que por estes dias entopem a blogosfera a a Internet, eu abstenho-me de tal trivialidade. Sou um gajo poupadinho. Sigam-me o exemplo e distraidamente DEIXEM CAIR os meus endereços de correio dos vossos actos de spam natalício.

Já vi este filme

P. da C. foi recebido pelo seu GRANDE amigo A.J.J. Discursos elogiosos, palmadinhas nas costas e muito, muito show off. O que para mim é revelador de que afinal a operação Apito Dourado é séria. Já vi antes este filme de um gajo poderoso à rasca com a Justiça à perna procurar protecção junto dos […]

Do êxtase

Deixou-a no Centro e caminhou extasiado sobre as nuvens no regresso a casa. E das nuvens não soube sair ainda, apesar do acentuado arrefecimento nocturno.

Mar

Só fica o mar por testemunha: os seus modos de vida mudaram naquelas horas de escuridão e de luz, horas imparáveis, horas refulgentes, horas roubadas ao Tempo, horas fundas, horas sôfregas, horas beijadas.

Da poupança

Eram poupados: tinham a lua de mel aos bocadinhos.

Da prudência

Amavam-se mas eram prudentes: dormiam com separação de roupas.

Da tesão.

Eram 23:45 e bebiam café após a exaustão dos corpos. Concluiram nesse instante que a tesão é um estado de alma.

Do orgasmo

(a luz e cor)
Eram intelectuais e amavam-se. Tiveram um orgasmo multimedia.

Deliciosa intersecção

Tudo o que tu me dizes é lei - disse ela. Ele acenou grave e tolamente com a cabeça para o vazio do telemóvel. Pois se era verdade! E pela milionésima vez naquela semana agradeceu ao destino a deliciosa intersecção das suas vidas.

Ocupado com a felicidade

Estava aqui a dizer à minha irmã que queria blogar mas não sabia o quê, tenho pressa de ir dormir, era só deixar uma palavrinha aos queridos, pacientes leitores. E ela: «então publica isso mesmo!». Vai daí, aqui fica. Desculpem tão pouca palavra, mas estou um bocado ocupado com a felicidade Pronto,bloguei, já posso […]

Olhar (outro)

Almada, Agosto de 1992 (um ciclo que se completa de forma surpreeendente, mais inesperada não podia).

Prémios

Prontes, vem o Natal e fim de ano desata tudo a dar prendas uns aos outros. Eu até que nem precisava: o “meu” pai Natal chegou a 26 de Novembro, estranhamente. Quer-se dizer, cheques, cash e honestas propostas de trabalho são bem vindas e não contam como prendas, mas isso são outros quinhentos, como […]

Olhar (3)

Em Sevilha, Janeiro de 2003.

Olhar (2)

Serra da Estrela, Fevereiro 2003.



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