Arquivo de Janeiro, 2005
Tenho pouco tempo para escrever aqui, reduzo-me ao mínimo dos posts de historietas curtas — escritas à velocidade dos sentidos e espelhando-os com a necessária liberdade poética — e sigo com dificuldade a blogosfera. Aguardo que venham as duas máquinas para se poder relançar o weblog.com.pt, que vive dias de menos fulgor. Até lá… sorrio […]
Reconheço que há uma grande diferença entre informação e experiência. Prefiro sem dúvida alguma esta última.
( thanks to John Perry Barlow )
«Eu vivia no Pólo Norte e achava a temperatura quente. E depois aterrei no Equador» - disse-lhe ela buscando uma alegoria que notificasse a mudança a que nas coisas do amor fora sujeita. Ele sorriu. E tomaram a decisão: quando se mudassem iriam viver para o Trópico de Câncer.
Foi descoberta algures perto da catedral de Salamanca a exacta proporção crescente - uma medida de relação.
Redacção
O dia 26 de Novembro de 2004 era uma sexta-feira. Eu lembro-me bem porque esse dia mudou a minha vida. Acordei em Montemor e vim a Lisboa. Havia assim uma cena num hotel onde vinha o Loïc Le Meur, que é um francês que trabalha para a Movable Type. Lá vim eu para falar com […]
No início era a Água. O mar nos olhos verdes. Seguiu-se-lhe o Fogo. O vulcão, força telúrica à superfície da pele. Refrescaram-se com o Ar. A respiração comum, boca-a-boca. A Terra fechou-lhes o ciclo, inexorável, porto de abrigo, regresso, calmaria, segurança. Adubo.
Primeiro conversaram. Depois gargalharam forte, juntos e abraçados no sol poente. Como a areia que endurece quando repetidamente fustigada pela intempérie, com o assédio dos dias a relação encorpava-se, a caminho da indestrutibilidade.
Bocas vizinhas antes do beijo, respiravam-se sofregamente e o ar de pulmão para pulmão era forte. Tão forte que constituia alimento para o dia todo. Foi assim que descobriu, atónito, essa nova lei que contraria em absoluto o empirismo oriental expresso nos kamasutras de bolso. Entre eles a invenção do amor não se compadecia com […]
Vem rotulado de novo. É o GuiaDN. Novo. Folheio. Chego, naturalmente curioso, à secção Internet. O blogue do dia: Abrupto. Na Net: Google. Novo. Sim senhor. Gostei. Novo. Diria mesmo: radical. Pfff. Há coisas que nunca mudam.
[ Nota mental: não voltar a folhear o GuiaDN. ]
S�crates n�o � de modas. Anda meio mundo preocupado com os putativos erros da campanha socialista, como o discurso vago e de fuga ao compromisso do futuro primeiro-ministro. Outro meio mundo acha que ele devia ir a debate com o tal de senhor Lopes (n�o � o Lopes da tabacaria, aten��o). E outro meio ainda […]
O Barnabé e a blogosfera gostaram muito, e andam a trocar posts sobre isso. Ver a propósito Choque de titãs, por Rui Tavares. Que ficou muito emocionado por assistir. Para o Rui, estas duas figuras são, da actualidade, as únicas comparáveis a, pasmo, Mário Soares e Álvaro Cunhal e recordou a propósito o célebre debate […]
Amar (só) faz sentido quando se ama sem prazo, quando se ama a perder de vista, para a eternidade. Só sei amar de uma maneira: sem medida.
Cóf cof! É só cóf cóf um post rapidinho cóf para informar os leitores cóf cóf cóf ahhhhh de que estou cóf cheio de tosse há três dias cóf cóf cóf que não faço outra coisa excepto cóf tossir cóf. Puta de semana cóf nunca mais acaba cóf e cóf cóf a próxima […]
Sim, eu também vivia na ilusão de que José Sócrates e Pedro Santana Lopes eram duas faces da mesma moeda, sendo a moeda a nova geração de políticos e as faces os dois partidos do centro diferentes na nuance. Confesso que tal atitude foi em muito influenciada pelo repetido confronto televisivo entre ambos (onde de […]
«Para muitos eleitores a questão parece colocar-se assim: voto no PSD, que deu cabo de um governo, ou voto no PS, que deu cabo de um país?» (António Pinto Leite, Expresso, 14 Janeiro).
Quando leio merdas como esta primeiro dão-me vómitos. Depois vem a irritação contra a demagogia de alguns comentadeiros - que se torna maior […]
( para a Ana, depois de saído o comboio da primeira estação )
A paixão devora-se(-nos)? O amor sente-se, acaricia-se, alimenta-se. A paixão é um meio, está no meio (quando está, quando há) durante uma fracção de tempo de tamanho variável. O amor foi princípio e é presente e justifico-o também como um fim, finalidade existencial.
Vive “tudo em excesso. A moderação é para os padres” (Lazarus Long)
Em última análise, o amor não é um iogurte!
Ao longo da vida temos dúvidas. É necessário aprender a viver com elas. Sob pena de adquirir uma esquizofrenia impeditiva da fruição da felicidade.
Carpe diem. Cavalgar um dia depois do outro. Ya, é uma frase bonita, é uma atitude boa para as alturas de depressão. Ajuda-nos a ultrapassar crises emocionais, por exemplo. E a sobreviver […]
Acordaram dentro um do outro, praticamente. Apesar disso, ao pequeno almoço havia no ar uma tensão tensa, estranha neles. Uma manhã, vários sms, aulas e reboots depois, trocaram um olhar por e-mail. E fez-se luz - ou melhor, fez-se lusco-fusco: era a disposição comandatória do nevoeiro, os olhos reflectiam o céu cinzento.


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