Da traição
publicado 21 Janeiro 2005 em liberdade.O Barnabé e a blogosfera gostaram muito, e andam a trocar posts sobre isso. Ver a propósito Choque de titãs, por Rui Tavares. Que ficou muito emocionado por assistir. Para o Rui, estas duas figuras são, da actualidade, as únicas comparáveis a, pasmo, Mário Soares e Álvaro Cunhal e recordou a propósito o célebre debate Soares-Cunhal.
Não vi o debate. Francamente, acho fútil. Do meu ponto de vista nem Portas tem uma única ideia útil para o país nem Louçã consegue fugir dos lugares-comuns que ando a ouvir à “esquerda alternativa” desde há 25 anos. A sério, duas décadas e meia. O discurso-bloco só se tornou “bem” nos últimos dez anos mas andava eu de crachá contra a energia nuclear ao peito e já se desfiava este rosário.
E Portas (o Paulo, nada de confusões com o mano) vive para trair (como o PSD já sabia e voltou a saber por estes dias) e se não fosse a traição nem político tinha chegado a ser — era bom que a memória das pessoas funcionasse de vez em quando pelo menos.
Admito que a traição como princípio possa levar um político a ministro. Não admito que um político cujo principal princípio existencial é a traição possa ser elevado e quase dignificado, como fez o Rui.


Paulo Portas para se manter no poder é capaz de vender a própria mãe!
Oh Paulo, eu talvez não me tenha explicado ou por outra, até expliquei, mas devia ter sido mais enfático. Eu acho que Portas é perigoso e tinhoso, e confesso que Portas me assusta. O que eu digo é que ele é a figura mais importante da direita portuguesa desde há dez anos; é uma constatação, certamente discutível, mas que não se deve confundir com aprovação da minha parte.
Ó Rui, não era nada contra ti, bem pelo contrário, aproveitei-te para zurzir no mais sinistro político português da actualidade. Nesse sentido sim, ele é uma figura importante. Desculpa o meu infeliz período final.
É que, para ser antipática, para mim eles só passarão a “titãs” devido à frafilidade dos outros. Perante uma fraqueza tão absoluta, é claro que estes ficam valorizados. Só isso.
Por outro lado, o Portas mais novo, é mesmo a imagem de marca da traição. Imagino que já no berço devia esconder a chucha e dizer que o irmão lha tinha tirado. Mente como fala, apesar de dominar magistralmente a demagogia. O jornalismo foi uma boa escola.
O Louça, teve a enormíssima gaffe que já foi mais do que falada. Esse tiro no pé, bastou para estragar muita coisa.
Não. Não venham comparar seja com que políticos forem do passado.
“Alternativa” Paulo???? De alterne, digo eu!!!