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	<title>ComentÃ¡rios em: Bloguismo pago? Carta ao JosÃ© Pimentel Teixeira</title>
	<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira</link>
	<description>O amor Ã© uma vida dentro da vida.</description>
	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 04:31:14 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Marina Silva</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7602</link>
		<dc:creator>Marina Silva</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 May 2005 14:47:06 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7602</guid>
		<description>Se nÃ£o considerarem a minha pessoa uma inconveniÃªncia, cÃ¡ continuarei a depositar algumas frases e pensamentos.

A dimensÃ£o do mercado nos E.U.A., a capacidade financeira dos consumidores, o factor "milhÃµes" a falar a mesma lÃ­ngua num territÃ³rio com a dimensÃ£o de um continente, Ã© incomparÃ¡vel com o mercado LusÃ³fono. Se hÃ¡ modelos que lÃ¡ resultam, Ã© porque nascem das circunstÃ¢ncias que dispÃµem. 

NÃ³s nÃ£o temos as mesmas condiÃ§Ãµes, nem Portugal nem na Lusofonia inteira. Presumo, por isso, que o caminho nÃ£o seja continuar a tentar imitar os americanos. Ao fazÃª-lo, os projectos e tentativas de rÃ©plicas continuarÃ£o a falhar em Portugal.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se nÃ£o considerarem a minha pessoa uma inconveniÃªncia, cÃ¡ continuarei a depositar algumas frases e pensamentos.</p>
<p>A dimensÃ£o do mercado nos E.U.A., a capacidade financeira dos consumidores, o factor &#8220;milhÃµes&#8221; a falar a mesma lÃ­ngua num territÃ³rio com a dimensÃ£o de um continente, Ã© incomparÃ¡vel com o mercado LusÃ³fono. Se hÃ¡ modelos que lÃ¡ resultam, Ã© porque nascem das circunstÃ¢ncias que dispÃµem. </p>
<p>NÃ³s nÃ£o temos as mesmas condiÃ§Ãµes, nem Portugal nem na Lusofonia inteira. Presumo, por isso, que o caminho nÃ£o seja continuar a tentar imitar os americanos. Ao fazÃª-lo, os projectos e tentativas de rÃ©plicas continuarÃ£o a falhar em Portugal.</p>
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		<title>Por: pTd</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7601</link>
		<dc:creator>pTd</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2005 08:13:44 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7601</guid>
		<description>Caro jpt: nÃ£o considero mandar Ã  merda particularmente ofensivo. Estou habituado Ã  linguagem das sarjetas, como estou habituado Ã  linguagem dos salÃµes. Como jornalista atravessei e atravesso a sociedade verticalmente e habituei-me Ã s diferentes linguagens. NÃ£o passam de linguagens e, imho, nÃ£o definem o seu utilizador.

Se if nÃ£o gostar, tem bom remÃ©dio. VÃ¡rios remÃ©dios. Um deles Ã© dizer-me que nÃ£o gostou e... talvez eu pondere a hipÃ³tese de te apagar o "vernÃ¡culo".

Quanto Ã  vitela tÃ©pida: desculpar-me-Ã£o, jpt e EufigÃ©nio, mas estou com if: hÃ¡ muita coisa que pode ser comercializada neste espaÃ§o alternativo ao comÃ©rcio tradicional. A relaÃ§Ã£o directa entre produtor e consumidor Ã© uma coisa boa. HÃ¡ milhares de pessoas com talentos e com trabalhos que merecem o que nÃ£o tiveram antes: uma possibilidade de comercializarem alguma da sua produÃ§Ã£o.

HÃ¡ uma semelhanÃ§a entre o "shareware" e os conteÃºdos de pequeno preÃ§o, no modelo que preconizo. E, tal como acontece com o "shareware" hÃ¡ 20 e tal anos, a maioria das pessoas usam-no sem adquirir a licenÃ§a, o que Ã© absolutamente legÃ­timo, aliÃ¡s, Ã© mesmo o padrÃ£o do "shareware", e um punhado de gente quer a licenÃ§a porque precisa, ou apenas deseja, ter as funcionalidades acrescidas, ou a assistÃªncia tÃ©cnica, ou simplesmente recompensar o autor pelo programa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro jpt: nÃ£o considero mandar Ã  merda particularmente ofensivo. Estou habituado Ã  linguagem das sarjetas, como estou habituado Ã  linguagem dos salÃµes. Como jornalista atravessei e atravesso a sociedade verticalmente e habituei-me Ã s diferentes linguagens. NÃ£o passam de linguagens e, imho, nÃ£o definem o seu utilizador.</p>
<p>Se if nÃ£o gostar, tem bom remÃ©dio. VÃ¡rios remÃ©dios. Um deles Ã© dizer-me que nÃ£o gostou e&#8230; talvez eu pondere a hipÃ³tese de te apagar o &#8220;vernÃ¡culo&#8221;.</p>
<p>Quanto Ã  vitela tÃ©pida: desculpar-me-Ã£o, jpt e EufigÃ©nio, mas estou com if: hÃ¡ muita coisa que pode ser comercializada neste espaÃ§o alternativo ao comÃ©rcio tradicional. A relaÃ§Ã£o directa entre produtor e consumidor Ã© uma coisa boa. HÃ¡ milhares de pessoas com talentos e com trabalhos que merecem o que nÃ£o tiveram antes: uma possibilidade de comercializarem alguma da sua produÃ§Ã£o.</p>
<p>HÃ¡ uma semelhanÃ§a entre o &#8220;shareware&#8221; e os conteÃºdos de pequeno preÃ§o, no modelo que preconizo. E, tal como acontece com o &#8220;shareware&#8221; hÃ¡ 20 e tal anos, a maioria das pessoas usam-no sem adquirir a licenÃ§a, o que Ã© absolutamente legÃ­timo, aliÃ¡s, Ã© mesmo o padrÃ£o do &#8220;shareware&#8221;, e um punhado de gente quer a licenÃ§a porque precisa, ou apenas deseja, ter as funcionalidades acrescidas, ou a assistÃªncia tÃ©cnica, ou simplesmente recompensar o autor pelo programa.</p>
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	<item>
		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7600</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2005 00:57:58 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7600</guid>
		<description>Ok, raiva, nojo, coisas da ideologia de professor. PeÃ§o desculpa ao dono da casa - e que apague os comments se assim a higiene da casa o entender. [mas a ordinarice estÃ¡ mesmo no "espÃ­rito de iniciativa" avalizado por "se"]. De seguida saem os palavrÃµes todos que o leitor conhece, dedicados Ã  geneologia de tal hipÃ³tese ("se", claro estÃ¡)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, raiva, nojo, coisas da ideologia de professor. PeÃ§o desculpa ao dono da casa - e que apague os comments se assim a higiene da casa o entender. [mas a ordinarice estÃ¡ mesmo no &#8220;espÃ­rito de iniciativa&#8221; avalizado por &#8220;se&#8221;]. De seguida saem os palavrÃµes todos que o leitor conhece, dedicados Ã  geneologia de tal hipÃ³tese (&#8221;se&#8221;, claro estÃ¡)</p>
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	<item>
		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7599</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2005 00:53:50 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7599</guid>
		<description>"lÃ¡ de fora" significa, decerto, aqui. tenho tambÃ©m trabalhos escolares para a venda, dificilmente detectÃ¡veis "aÃ­" - tarefa que o "se" (kypling?) deve achar Ã³ptima. Como podem ver ("se" et al) mÃ©todos de trabalho e espÃ­rito de iniciativa (ah, ah, empresÃ¡rio schumpeteriano) nÃ£o me faltam

Ah, "se" com 9 milhÃµes de blogs Ã© sÃ³ juntar "espÃ­rito" [almas do outro mundo?] de iniciativa e ir vendendo plÃ¡gios que isto nÃ£o hÃ¡-de parar. 

PQ, serÃ¡ que se pode mandar Ã  merda alguÃ©m no teu blog? Um palhacinho a dar retÃ³rica positiva a quem vende trabalhos escolares. Foda-se, ele sai-me cada um. Cito-me em comentÃ¡rio enojadissimo, multi-enojadissimo, no muito elogiado (a puta da alter-complacÃªncia, ouviste Ã³ amigo eufigÃ©nio?) Neo-Normal "Ã³ boÃ§al, deram-te um brinquedo e achast-te muita piada". 

Desculpar-me-Ã¡, caro proprietÃ¡rio, mas encontar um gajo(a) "SE" a propagandear a venda de trabalhos escolares sÃ³ dÃ¡ para a fisiologia escatolÃ³gica. Lamento que em casa alheia</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;lÃ¡ de fora&#8221; significa, decerto, aqui. tenho tambÃ©m trabalhos escolares para a venda, dificilmente detectÃ¡veis &#8220;aÃ­&#8221; - tarefa que o &#8220;se&#8221; (kypling?) deve achar Ã³ptima. Como podem ver (&#8221;se&#8221; et al) mÃ©todos de trabalho e espÃ­rito de iniciativa (ah, ah, empresÃ¡rio schumpeteriano) nÃ£o me faltam</p>
<p>Ah, &#8220;se&#8221; com 9 milhÃµes de blogs Ã© sÃ³ juntar &#8220;espÃ­rito&#8221; [almas do outro mundo?] de iniciativa e ir vendendo plÃ¡gios que isto nÃ£o hÃ¡-de parar. </p>
<p>PQ, serÃ¡ que se pode mandar Ã  merda alguÃ©m no teu blog? Um palhacinho a dar retÃ³rica positiva a quem vende trabalhos escolares. Foda-se, ele sai-me cada um. Cito-me em comentÃ¡rio enojadissimo, multi-enojadissimo, no muito elogiado (a puta da alter-complacÃªncia, ouviste Ã³ amigo eufigÃ©nio?) Neo-Normal &#8220;Ã³ boÃ§al, deram-te um brinquedo e achast-te muita piada&#8221;. </p>
<p>Desculpar-me-Ã¡, caro proprietÃ¡rio, mas encontar um gajo(a) &#8220;SE&#8221; a propagandear a venda de trabalhos escolares sÃ³ dÃ¡ para a fisiologia escatolÃ³gica. Lamento que em casa alheia</p>
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	<item>
		<title>Por: if</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7598</link>
		<dc:creator>if</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2005 14:02:06 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7598</guid>
		<description>Os exemplos de que falas são cada vez mais frequentes nos blogs 'lá de fora'. Vendem-se cartoons, trabalhos escolares, jogos didácticos, tratamento de temas por encomenda, etc.

É um campo imenso e promissor. Basta ter espírito de iniciativa e métodos de trabalho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os exemplos de que falas são cada vez mais frequentes nos blogs &#8216;lá de fora&#8217;. Vendem-se cartoons, trabalhos escolares, jogos didácticos, tratamento de temas por encomenda, etc.</p>
<p>É um campo imenso e promissor. Basta ter espírito de iniciativa e métodos de trabalho.</p>
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	<item>
		<title>Por: Eufigénio</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7597</link>
		<dc:creator>Eufigénio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2005 09:25:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7597</guid>
		<description>PQ,

A seguir a conversa desde o seu início, cá, depois lá (maschamba), outra vez cá, e acho que assim me fico, a opinar aqui. Sobre conteúdos pagos nos blogs, não compro, ponto, assim como não compro qualquer outra matéria digital (bloqueios do restelo estes meus). Sobre quem os considerar, quem sou eu para criticar. Mas a questão não é essa, preocupa-me, isso já, o que vai sobrar da blogosfera, e digo bem, sobrar. Se se vende, há que tentar vender, certo? Vende-se o que é melhor, certo? Tenho então que a seguir esta ideia, as boas coisas que hoje por aqui leio, porque são boas, 'vendíveis' então, deixarei de as ler, que não as pagarei. Mas ok, fica o lado de fora, o lado gratuito e lúdico, o dos blogs diletantes e ingénuos (?). Mas fico com o quê, com o que sobrou do que não é 'vendível'. Então fico com menos, talvez até com o menos da parte melhor. Mas fico com alguma coisa, muito bem. Mas que 'coisa' essa? Quando num blogue passa a existir perspectivas de lucro, com parte dos seus conteúdos, que se passa com a parte pública, essa que passará a outdoor para quem chega? E temos que aquilo que não se paga, longe de ser já o instantaneo de alguns blogs, o diário mais ou menos intimo que se partilha, a disseminação do que se julga interessante, tudo isso (ainda que não se pague) passa a ter uma função, esta claramente comercial - visa atrair para os conteúdos pagos, que estes, não sejamos ingénuos, são agora a força motriz que move a caneta do autor.

E pronto, conteúdos pagos, não pago. Fico do lado de fora. Mas aqui a pensar se esse lado de fora, sonegado do que por qualidade pode ser vendido, e com o que lhe resta a gritar ao "comprem, comprem", fico aqui a (re)pensar sobre em que blogosfera irei então navegar. Sobre a que não tem qualidade para vender apenas? E da que vende, sobre o que por ser menor esta faz o favor de oferecer?

Só a pensar alto, espero que não abusivamente.

Saudações</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PQ,</p>
<p>A seguir a conversa desde o seu início, cá, depois lá (maschamba), outra vez cá, e acho que assim me fico, a opinar aqui. Sobre conteúdos pagos nos blogs, não compro, ponto, assim como não compro qualquer outra matéria digital (bloqueios do restelo estes meus). Sobre quem os considerar, quem sou eu para criticar. Mas a questão não é essa, preocupa-me, isso já, o que vai sobrar da blogosfera, e digo bem, sobrar. Se se vende, há que tentar vender, certo? Vende-se o que é melhor, certo? Tenho então que a seguir esta ideia, as boas coisas que hoje por aqui leio, porque são boas, &#8216;vendíveis&#8217; então, deixarei de as ler, que não as pagarei. Mas ok, fica o lado de fora, o lado gratuito e lúdico, o dos blogs diletantes e ingénuos (?). Mas fico com o quê, com o que sobrou do que não é &#8216;vendível&#8217;. Então fico com menos, talvez até com o menos da parte melhor. Mas fico com alguma coisa, muito bem. Mas que &#8216;coisa&#8217; essa? Quando num blogue passa a existir perspectivas de lucro, com parte dos seus conteúdos, que se passa com a parte pública, essa que passará a outdoor para quem chega? E temos que aquilo que não se paga, longe de ser já o instantaneo de alguns blogs, o diário mais ou menos intimo que se partilha, a disseminação do que se julga interessante, tudo isso (ainda que não se pague) passa a ter uma função, esta claramente comercial - visa atrair para os conteúdos pagos, que estes, não sejamos ingénuos, são agora a força motriz que move a caneta do autor.</p>
<p>E pronto, conteúdos pagos, não pago. Fico do lado de fora. Mas aqui a pensar se esse lado de fora, sonegado do que por qualidade pode ser vendido, e com o que lhe resta a gritar ao &#8220;comprem, comprem&#8221;, fico aqui a (re)pensar sobre em que blogosfera irei então navegar. Sobre a que não tem qualidade para vender apenas? E da que vende, sobre o que por ser menor esta faz o favor de oferecer?</p>
<p>Só a pensar alto, espero que não abusivamente.</p>
<p>Saudações</p>
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	<item>
		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7596</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2005 17:14:41 +0000</pubDate>
		<guid>http://pauloquerido.net/2005/04/bloguismo_pago_carta_ao_jose_pimentel_teixeira#comment-7596</guid>
		<description>meu caro, obrigado pela carta (julguei "apenas" comentÃ¡rio lÃ¡ no estaminÃ©). depois respondo com mais tempo, que estou de saÃ­da - mas lÃ¡ no dichote sÃ³ quis dizer que Ã© o futuro haver a possibilidade, nÃ£o quis dizer a universalidade. E, mais do que tudo, nÃ£o acho que desvirtue os bloguismos - isso Ã© que nÃ£o. Blogar tem a virtude da possibilidade de dizermos umas coisas, cada um Ã  sua. Ã‰ a Ãºnica, nÃ£o tem a "virtude" de qualquer essÃªncia (tipo a "comunidade" que alguns sonha(ra)m) ou qualquer outra caracterÃ­stica. Ou seja, se tem virtude deriva da tecnologia, nÃ£o de qualquer moral (econÃ³mica ou outra). Repito, cada um Ã  sua. Quem quer vender que venda (jÃ¡ agora se souberes de alguÃ©m disponÃ­vel para pagar bilhete para o Ma-schamba...)

Permito-me, na minha, nÃ£o achar a minha tralha ma-schambeira "trabalho". NÃ£o me importava de ganhar uns tacos, mas conhecendo-me se isto fosse a pagantes trancava-se-me o teclado num "ai, ai, e agora...". E desculpar-me-Ã¡s mas muito honestamente (e meti post sobre isto) acho que hÃ¡ uma legÃ­tima (qual Ã© o superlativo de legÃ­tima?) auto e colectiva complacÃªncia nisto tudo - desfazemo-nos em elogios e crÃ­ticas (forma elevada de elogio, transpirando atenÃ§Ã£o). A genialidade Ã© sempre rara, aqui tambÃ©m. Mas talvez em lado nenhum seja tÃ£o reconhecida, tÃ£o afirmada, navegamos num mar de simpatias mÃºtuas, explÃ­citas e implÃ­citas. E isso meu caro Ã© porreiro, talvez seja a menos agressiva das expressÃµes pÃºblicas. NÃ£o lhe vejo virtude, mas Ã© uma caracterÃ­stica do caraÃ§as. Vender bloguismos vai estragar? nÃ£o acho nada, vender bloguismos Ã© sÃ³ isso vender bloguismos - neutral

(vou gostar de ver quem se acha verdadeiramente genial, ou seja quem toma a nuvem da simpatia pelo Juno da verdade - mas isso jÃ¡ sÃ£o os maus fÃ­gados)

abraÃ§o</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>meu caro, obrigado pela carta (julguei &#8220;apenas&#8221; comentÃ¡rio lÃ¡ no estaminÃ©). depois respondo com mais tempo, que estou de saÃ­da - mas lÃ¡ no dichote sÃ³ quis dizer que Ã© o futuro haver a possibilidade, nÃ£o quis dizer a universalidade. E, mais do que tudo, nÃ£o acho que desvirtue os bloguismos - isso Ã© que nÃ£o. Blogar tem a virtude da possibilidade de dizermos umas coisas, cada um Ã  sua. Ã‰ a Ãºnica, nÃ£o tem a &#8220;virtude&#8221; de qualquer essÃªncia (tipo a &#8220;comunidade&#8221; que alguns sonha(ra)m) ou qualquer outra caracterÃ­stica. Ou seja, se tem virtude deriva da tecnologia, nÃ£o de qualquer moral (econÃ³mica ou outra). Repito, cada um Ã  sua. Quem quer vender que venda (jÃ¡ agora se souberes de alguÃ©m disponÃ­vel para pagar bilhete para o Ma-schamba&#8230;)</p>
<p>Permito-me, na minha, nÃ£o achar a minha tralha ma-schambeira &#8220;trabalho&#8221;. NÃ£o me importava de ganhar uns tacos, mas conhecendo-me se isto fosse a pagantes trancava-se-me o teclado num &#8220;ai, ai, e agora&#8230;&#8221;. E desculpar-me-Ã¡s mas muito honestamente (e meti post sobre isto) acho que hÃ¡ uma legÃ­tima (qual Ã© o superlativo de legÃ­tima?) auto e colectiva complacÃªncia nisto tudo - desfazemo-nos em elogios e crÃ­ticas (forma elevada de elogio, transpirando atenÃ§Ã£o). A genialidade Ã© sempre rara, aqui tambÃ©m. Mas talvez em lado nenhum seja tÃ£o reconhecida, tÃ£o afirmada, navegamos num mar de simpatias mÃºtuas, explÃ­citas e implÃ­citas. E isso meu caro Ã© porreiro, talvez seja a menos agressiva das expressÃµes pÃºblicas. NÃ£o lhe vejo virtude, mas Ã© uma caracterÃ­stica do caraÃ§as. Vender bloguismos vai estragar? nÃ£o acho nada, vender bloguismos Ã© sÃ³ isso vender bloguismos - neutral</p>
<p>(vou gostar de ver quem se acha verdadeiramente genial, ou seja quem toma a nuvem da simpatia pelo Juno da verdade - mas isso jÃ¡ sÃ£o os maus fÃ­gados)</p>
<p>abraÃ§o</p>
]]></content:encoded>
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