O AMADOR. Convém nunca perder de vista quem é responsável por toda esta mixórdia em torno do profissionalismo na política, uma questão menor (como lhe chamou, e bem, Marcelo Rebelo de Sousa) e infeliz (como lhe chamo, e bem, eu), e que já se assume como o primeiro ponto de fricção que vai separar as águas entre os apoiantes de cada candidato no universo dos comentaristas mediáticos. Afirmar que não se é profissional do metier a cujo cargo máximo nos apresentamos aos decisores, é mesmo coisa de amador.


É muito raro em mim, mas só me apetece comentar com um argumento bacoco: palavras para quê? é um artista português.
Também acho que isso é uma questão menor… No entanto, a afirmação de Cavaco só quer dizer que ele tem uma carreira profissional (académica, como poderia ser outra) ao contrário de outros cuja única profissão é mesmo só a política…
Todos sabemos que há especialistas em sobreviver polticamente desde a jota até à reforma, sem nunca terem feito outra coisa…
Não está em causa o que Cavaco quis dizer. Está em causa que é reponsável pelo que diz. Ou não é.