Jornais: a moda para 2006
publicado 31 Dezembro 2005 em Geral.JORNAIS: A MODA PARA 2006. O Expresso vai mudar no próximo sábado. A saÃda de parte da Direcção e alguns editores dará lugar a uma renovação que é talvez mais esperada fora do jornal que dentro. Não se esperem mudanças radicais, até porque Henrique Monteiro (que entrou para a Redacção do Expresso na mesma leva que eu e cerca de uma vintena de outros jornalistas, na sequência do lançamento do Público que “esvaziou” a Duque de Palmela) não é propriamente um revolucionário. Esperem-se mudanças graduais e (o que mais me interessa) de qualidade; Saraiva aligeirou o pesado jornal, estratégia que permitiu ultrapassar sem mácula de maior a difÃcil década de 90, que era um desafio ao Expresso, mas nos últimos cinco anos o light passou a estar a mais; conto que Monteiro devolva ao jornal mais jornalismo, por assim dizer, e menos frivolidade. Pelo que li esta semana, parece que o caminho é mesmo esse. Óptimo.
O Diário de NotÃcias do nóvel barão low profile dos media, Joaquim Oliveira, vai mudar em breve. Extintos a Grande Reportagem e o DNa, haverá lugar para uma nova revista. Está a ser negociada por dentro, na fase das escolhas dos cronistas e emblemas, pouco mais sei. Um diário mais ligeiro e modernizado, espera-se que desta vez sem cair no populismo gráfico que, na minha humilde opinião, foi um dos principais contras dos últimos anos. A equipa da Direcção tem o que me parece um segredo de longevidade: equilÃbrio. A ver vamos.
O projecto de um “concorrente do Expresso”, de que se vem falando há meses, desde A Entrevista Do Ano Dada Por JAS Ao Seu Próprio Jornal (foi nela que li a primeira menção assumida ao projecto), parece que afinal não arranca como se esperava (um novo tÃtulo) mas com a compra de um antigo: é a Cofina o grupo (claro) e prepara a aquisição do Independente. Uma decisão acertada e, suponho, assente em estudos sobre estudos de mercado. É mais fácil recuperar um tÃtulo (que já teve muito prestÃgio) do que levantar um a partir do nada. A equipa que transita é pequena e pobre, mas isso é o que menos conta: o grupo de Paulo Fernandes tem vindo a acumular paulatinamente massa cinzenta da mais expedita que há em Portugal em matéria de encher páginas ao gosto que for preciso. Profissionalismo quanto baste não falta à Cofina para revitalizar seja que tÃtulo for; fico na expectativa do estilo a adoptar, mas certamente só será afinado depois de se ver para onde vai o Expresso com HM.
[ Como me dizia há dias Joaquim Vieira a propósito do Independente, prova-se de novo que é muito difÃcil “matar” um jornal, mais difÃcil do que criá-lo, certamente. Veja-se o caso de O Dia, que agonizou durante décadas. ]
Espera-se a continuação deste post pela blogosfera fora. Porque 2006 é um ano crÃtico para a imprensa de papel.


Aparoveito para saudar a eventual mudança, pois, nomeadamente na revista do expresso, o ambiente e a qualidade tendiam para excesso de leveza, nos artigos p.ex.
Fora do contexto, queria dizer ao paulo que deixei comentário na entrada das famosas “Esmolas”…o paulo não se chateie comigo…não me é possível dar-lhe a referência dos meus célebres 90%…e peço escusa do facto, mas…em busca através do google encontrei…Gates: ‘The need to engage’
Gates and his wife, Melinda, have created a $24 billion fund …http://archives.cnn.com/2002/TECH/industry/02/02/gates.bono.africa/…perdoe-me o artesanato informatico…mas 24 biliões de dóllares não me parece pouco…sem querer estar a chatear mais aqui deixo toda a minha consideração e um abraço de
boas entradas para si e seus
Morfeu
BOM 2006
ficou muito bom mas eu quero deixar este comentario para dizer que to muito afim de virar um super modelo este e meu maior sonho espero que voces me ajudem nao tenho muitas condiçoes pois todas as agencias que eu vou tem que pagar alguma coisa espero retorno um abraço