Algures na Europa Central

Há uma igreja. Que já foi mesquita. Depois igreja, depois mesquita, agora igreja. Há um rio com as dimensões exactas que um rio deve ter. Separava três cidades, hoje uma. Os mantos religiosos, políticos, económicos e culturais vêm e vão, como as ondas do mar tapam e destapam os seixos na praia. Sentada na igreja, uma senhora muito antiga, povo deste povo, reza e balança o olhar. Já assistiu ao número suficiente de fluxos e refluxos, tem o olhar cansado de quem já não acredita em amanhãs que cantam. Mesmo os debruados a neon que agora enfeitiçam os seus netos. Neon algum substituirá a luz coada naqueles vitrais seculares. O sofrimento gasta a pedra. A Mitteleuropa gastou gerações. Em vão?
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  1. 1 Inês

    Bons dias!

  2. 2 Inês

    Este lado é Buda ou Peste? Faz-me lembrar o Mercado da Ribeira sem paredes.

  3. 3 Paulo

    As flores (e o fotógrafo) estão em Peste e ao fundo, depois do rio, é Buda. Beijos, irmã, obrigado.

  1. 1 Modus vivendi
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