[José] Sócrates vai para Angola com nutrida corte de empresários. Curioso, pensei que essa gente nada queria com o Estado, que o que queria era o Estado longe, diminuir o peso do Estado na economia, mas não, aí vão eles na companhia do Primeiro Ministro.
Sócrates devia fazer-se acompanhar por sindicalistas também, por exemplo. Essas são viagens para discutir negócios, dinheiro por cima e debaixo da mesa. Discutir direitos e o bem estar das pessoas não faz parte da agenda

Comentário off-topic tirado daqui, que vem ao encontro do que eu próprio senti ao saber do assunto. Afinal o Estado serve para alguma coisa aos negociantes… Se não for o Estado a propôr-lhes negócios, abri-lhes portas e apresentar-lhes clientes, quem será? Título e negritos meus.

  1. 1 Luís

    Ora aí está uma observação pertinente ao modo como a fronteira entre economia e política é fluida, volúvel e… humana.
    Ou seja, é curioso notar isso, mas acho que o fazemos a todos os níveis. Sempre.
    Não será uma coisa desculpável?

  2. 2 Zé Maria Brito, sj

    Boas tardes,
    Parece-me bastante acertado este comentário.
    Pessoalmente ando bastante incomodado com o “ambiente” à volta desta visita…
    se alguém quiser pode ler o que penso sobre isto aqui:
    http://hajaoqhouver.blogspot.com/2006/04/propsito-de-angola-modificado.html
    abraço

  3. 3 zeca da Nau

    Excelente, excelente.

    Um @bração do
    Zeca da Nau

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