O caminho da irrelevância

Eis, finalmente, a explicação da pergunta que já antes aqui tinha feito acerca da Novell (Vamos lá ver). Chama-se O caminho da irrelevância e é a crónica da semana para o Expresso online. Nela conto a vida da Novell, que há apenas uma década detinha o monopólio de facto das redes e era uma das três mais poderosas empresas do mundo e hoje debate-se com uma existência vegetativa, como parábola do que estamos ver acontecer à Microsoft.

Excerto:

O meu ponto é este: mesmo tendo um monopólio que desfruta de uma belíssima imprensa e dos olhos fechados de vários governos ocidentais, de que o português é o exemplo de maior sabujice, a Microsoft é hoje uma empresa a caminho da irrelevância.

A história indica-o inequivocamente. Aliás, basta hoje ler algum dossier sobre os caminhos das indústrias associadas à informática e telecomunicações, como o publicado na semana passada pela Economist, para perceber isto: o nome da Microsoft desapareceu do futuro.

Comecemos então pelo princípio. 

  1. 1 andré

    o dossier a que se refere foi publicado em que número da Economist?

  2. 2 Paulo

    Edição de 22 de Abril. Título de capa: taking on Bush.

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    herm, e o resto, para o pobre emigrante que na~o pode suportar a chulice da mise’ria online que e’ o expresso (que ja’ na~o e’ grande coisa em papel)?

  4. 4 Paulo

    Pedro, é a edição online de acesso livre, man.

  5. 5 Zezinho

    Quanto é que o Governo vai gastar com os acordos feitos com a Microsoft? O PCP fez um requerimento (http://tek.sapo.pt/4L0/652738.html). Onde estão as respostas?
    Dois meses depois, não se sabe nada, não se vê nada, não se responde a nada. Depois da photo opportunity e da propaganda, o que resta? Resta Mariano Gago, a maior desilusão do Governo. Destruiu a equipa do Plano Tecnológico (não descansou enquanto nao afastou Jose Tavares), destruiu a UMIC, destruiu a vinda do MIT para Portugal (cf artigo de Pedro Ferreira na penultima Vusão), congelou concursos para as comunicações na administração pública (PT agradeçe), ofereceu o program das Compras Electronicas a um dos principais clientes da AP, a Portugal Telecom (quem manda neste projecto é Alves Machado, da PT Compras) e entregou o software da AP a uma única empresa, do seu amigo Gates. Brilhante.

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    ah, expresso online e na~o expresso (online) :)

    ja’ li, e gostei, embora na~o me parece que sejam favas contadas como a novell.

  7. 7 Paulo

    Hum? O caminho da irrelevância é isso mesmo, um caminho. Uma direcção. Quanto tempo leva a percorrer, depende de imensos factores.

    Nota que a Novell continua a fazer dinheiro em barda. O que não faz é aumentar o negócio. Vai ratando onde pode e, Pedro, ainda há muito banco e multinacional a pagar licenças e a usar Netware… Ainda têm para uns anitos.

    A Microsoft tem mais experiência do que a Novell apresentava na altura do seu fork. Mas… Ballmer não é Gates. Recordo que este conseguiu um golpe de rins fabuloso com o caso Netscape. A Microsoft pagou cara a sobrevivência (ainda há casos em tribunal), mas o facto é que se Gates não tivesse feito as jogadas com o IE e os negócios com os OEM o mundo hoje era outro.

    O caminho da irrelevância é só isso: um caminho. Queres dizer que a Novell o percorreu muito mais depressa do que a Microsoft? Acredito. Mais: acho isso mesmo.

  8. 8 Gonçalo Silva

    Viva,

    O artigo está muito bem conseguido pela sua veracidade e simplicidade de ideias. Apenas existe uma afirmação que não ficou devidamente fundamentada e sobre a qual tenho dúvidas..

    “Que o pacote Office tem os dias contados..”

    Pessoalmente penso que o problema da Microsoft é estar muito gorda ao querer abranger todo o tipo de mercados, ele é Sistemas Operativos, é plataformas de Jogos, é motor de pesquisa, é mapas, é blogs, é Offices, mails, etc.. portanto vejo o futuro (longínquo diga-se) da empresa pelo abdicar de muitas destas direcções e a concentrar-se naquelas onde vinga por mérito, e o Office é uma delas.

  9. 9 Paulo

    Caro Gonçalo, obrigado. Concordo consigo na parte em que a MS está a dispersar-se demasiado. Basicamente, trata-se de os managers a mostrarem ao pagode, isto é, aos accionistas, que fazem alguma coisa com os Gigabytes de dólares. Depois do Word e do XP MS não deu ao mundo mais nada - e já lá vão uns anitos.

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