Sempre a descer (ou então não)
publicado 24 Abril 2006 em Geral.A última crónica para o Expresso online, Sempre a descer (ou então não), já está em linha há alguns dias, mas só hoje, por andar em viagem, tive tempo de aqui colocar o link e a notificação. E um exerto:
Lágrimas derramadas por pessoas com as quais não temos laços dignos do nome, lágrimas derramadas por Ãcones sociais num trejeito de atavismo francamente dispensável por esta altura.
Desde sempre os jornais deram notÃcias irrelevantes sobre pessoas irrelevantes por razões irrelevantes como, no caso da monarquia portuguesa no final do século XIX, o estado de saúde de suas altezas noticiado na primeira página do Diário de NotÃcias. Durante um curto perÃodo de, na melhor das hipóteses, cinco anos que seguiu ao 25 de Abril de 1974 os media andaram demasiado ocupados a dar notÃcias revolucionárias e quase se perdia o hábito da imprensa do coração; desaparecera o nacional-cançonetismo e a meia dúzia de escandalosas actrizes revisteiras que alimentaram os antepassados da Ana, Telenovelas & Quejandas (escapou nalguns salões a Hola, mas essa sempre foi uma carta fora do baralho português).


Pergunto-me até que ponto a TVI comercializou o ‘espectáculo’ da tragédia de que foi vítima o jovem actor.
‘Morangos com açucar’ agrada a crianças e jovens. A morte entrou inesperada na série. Com alguma habilidade seria possível encaixar no enredo a realidade da tragédia de forma pedagógica.
Essa sim, a lição inteligente da novela da vida real.
25 Abril de 2006
Um abração de solidariedade e fraternidade universal nesta data mamorável.
realise o sonho
bom site! gostei!