Sempre a descer (ou então não)

A última crónica para o Expresso online, Sempre a descer (ou então não), já está em linha há alguns dias, mas só hoje, por andar em viagem, tive tempo de aqui colocar o link e a notificação. E um exerto:

Lágrimas derramadas por pessoas com as quais não temos laços dignos do nome, lágrimas derramadas por ícones sociais num trejeito de atavismo francamente dispensável por esta altura.

Desde sempre os jornais deram notícias irrelevantes sobre pessoas irrelevantes por razões irrelevantes como, no caso da monarquia portuguesa no final do século XIX, o estado de saúde de suas altezas noticiado na primeira página do Diário de Notícias. Durante um curto período de, na melhor das hipóteses, cinco anos que seguiu ao 25 de Abril de 1974 os media andaram demasiado ocupados a dar notícias revolucionárias e quase se perdia o hábito da imprensa do coração; desaparecera o nacional-cançonetismo e a meia dúzia de escandalosas actrizes revisteiras que alimentaram os antepassados da Ana, Telenovelas & Quejandas (escapou nalguns salões a Hola, mas essa sempre foi uma carta fora do baralho português).

  1. 1 Inês

    Pergunto-me até que ponto a TVI comercializou o ‘espectáculo’ da tragédia de que foi vítima o jovem actor.
    ‘Morangos com açucar’ agrada a crianças e jovens. A morte entrou inesperada na série. Com alguma habilidade seria possível encaixar no enredo a realidade da tragédia de forma pedagógica.
    Essa sim, a lição inteligente da novela da vida real.

  2. 2 Zeca da Nau

    25 Abril de 2006

    Um abração de solidariedade e fraternidade universal nesta data mamorável.

  3. 3 zaratrusta

    realise o sonho

  4. 4 Vanessa

    bom site! gostei!

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