Ainda a revista Dia D

Da ficha técnica do número 41, inserto na edição do Público de 26.06.2006: Público Director José Manuel Fernandes DIA D Publisher Rui Borges Director João Cândido da Silva […] A revista Dia D resulta de uma parceria entre o Público e a Money Media
As comadres Os compadres que vagueiam entre os blogs e as páginas de opinião da “revista” escandalizaram-se por eu ter escrito isto, […]o Público faz distribuir um encarte panfletário neo-con disfarçado de revista editorial […], a propósito daquela “revista”. André Azevedo Alves vai ao ponto de reduzir tudo a «um ou dois artigos de opinião semanais» que, ainda a pena dele, «vão conta o situacionismo estatista». E Rodrigo Adão da Fonseca, armado em Grandioso Pensador, diz que eu denoto «uma forte dificuldade em compreender o âmbito das novas correntes de pensamento» e cego pela luta de classes não distingo liberais de neoconservadores.
Ainda não percebi o que é novo no Dia D ou nas correntes de “pensamento” (aspas minhas) a que julgo que RAF se refere, que são as propagandeadas numa certa blogosfera bem conhecida. Sou atrasado, claro, o liberalismo é mesmo a derradeira fronteira do pensamento humano.
Não rebaterei as afirmações de um e outro. Devo no entanto esclarecer as mentes incomodadas: não me referia directamernte às blogosféricas colunas nas ditas cujas páginas da parceria Público / Money Media, cujas irrelevância teórica, cinzentismo formal e ausência de ideias não captariam a minha atenção, quanto mais a de algum liberal ou neo-con (que se limitaria a bocejar de tédio perante o desfiar de frases tiradas das cartilhas) ou, quiçá, um outro leitor, mas sim ao objecto propriamente dito. Uma análise ao teor dos textos (”infomativos” e de opinião) deixa claro que o objectivo da D não é o jornalismo económico ou a análise desapaixonada — e isenção ou, no mínimo, pluralismo de discurso são desprezáveis. Nem tem de ser, nem eu pago para que seja. Não é o primeiro produto do género encarte nem será o último. Não vejo mal algum em o Público ganhar dinheiro por ser um canal com boa capacidade de distribuição. Não vejo tão-pouco onde está o problema em chamar a atenção dos meus leitores para estes factos.

  1. 1 Filipe Moura

    Até que enfim que alguém põe o dedo na ferida, Paulo.
    Epá tu já acabaste e recomeçaste com o blogue tantas vezes que eu nem sabia que ele estava em vigor neste endereço! Julgava que te tinhas afastado da blogosfera quando saíste do weblog. É um prazer reencontrar-te. Um abraço.

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