Mais sobre a crise da imprensa
publicado 30 Julho 2006 em Geral.A procura de causas para a crise na deriva electrónica – e dentro desta nos conteúdos gerados pelo consumidor – explica em parte porque se dá a erosão ao centro do espectro: são as classes médias consumidoras de actualidade (informação e sobretudo opinião) quem está a trocar o papel, do qual já não retiram o que pretendem, pelo imediatismo da rede global. Já os consumidores de entretenimento continuam a adquirir a sua dose pela via normal dos produtos de espectáculos, show-off, jet-set e afins, e os leitores dos magazines especÃficos permanecem fiéis aos seus tÃtulos, da Maxmen à Economist passando pelo New Yorker e pela T3. Note-se que o New Yorker e The Economist subiram as tiragens nos últimos anos, bem como outras revistas temáticas.
Leia o resto da minha crónica no Expresso online, esta semana sob o tÃtulo crise da imprensa: uma lição.


A preferência pelo formato electrónico não surge apenas por uma necessidade de imediatismo, quer de notícia quer de opinião; talvez a informatização do posto de trabalho tenha acabado ainda antes das ferramentas mediáticas lá terem chegado mas foi uma vez existindo esse suporte de comunicação que se tornou rápida a substituição dos ocupações dos tempos mortos e dos espaços antigos de discussão (convívio entre colegas, a leitura das ‘gordas’ nas bancas depois do almoço, et c.) pelo consumo de jornais, blogues, enciclopédias e lojas virtuais.
Para além disso, o fulano goza de uma enorme vantagem pois, se estivesse a ler a edição em papel do seu diário durante as horas de expediente, iria certamente dar demasiado nas vistas.
Caro Dorean Paxorales, hum… excelente perspectiva. Temos geralmente tendência a menosprezar o papel do meio ambiente nas mudanças. A informatização do posto de trabalho tem concerteza o seu quinhão. DifÃcil de medir, embora, pois há a velha situação do ovo e da galinha. Mas antes assim que omitir a existência do ovo
Esqueci-me de acrescentar que a associação Maxmen/Economist que fez era uma evidência de que eu tenho raiva de não me ter lembrado antes!