A felicidade afinal existiria
publicado 22 Agosto 2006 em Geral.Quando eu era muito, mas mesmo muito novo, há uns 40 anos atrás, era tal e qual. Pronto, eu cedo: nem sempre o branco era tão puro, nem sempre mandavam caiar aquele muro traseiro do seminário. De resto, amor, era igual, igualzinho. Era a mesma coisa, até a luz, e vínhamos da ilha e a luz fazia coro com o meu estômago e em breve era jantar e depois a rua, o folguedo.
Era assim, igual. Mas eu não sabia que era assim tal e qual 40 anos depois, e espero que outros 40 passem sobre as mesmas pedras, que já lá estavam há mais 40 antes dos meus 40. Eu não sabia isso nem podia calcular que, afinal, a felicidade existiria.


E o corpo quente de salitre. O banco molhado da água do último mergulho.
E quando havia vento, tudo enrolado na toalha. Ainda húmida.
E quando o barco estava a rebentar pelas costuras e fazim desdobramento? E chegávamos já era quase quase noite e o n/P à nora.