É o mínimo que me ocorreu dizer, quando vi a polémica em que Cláudio Franco deixou envolver o seu blog. O autor tem toda a razão, o excesso de linguagem dos comentadores é compreensível face à indignação causada e uma pessoa como eu que veja o site em questão fica estarrecida a pensar: que dinheiro tão mal empregue.
A crítica inicial de Cláudio Franco devia ter merecido da empresa responsável uma rápida rectificação da sua metodologia e um agradecimento público (ou pelo menos por e-mail); ao invés, decidiram disparatar e sobre-reagir, sem vestígios de argumentação (para não falar em razão).
Além de assustarem Cláudio, que sabem ser jovem e impressionável, o mais que conseguiram foi irritar algumas pessoas e atrairem mau tráfego à empresa e sobretudo ao projecto.
Vendo o respectivo trabalho, apetece a citar muito justamente Pedro Araújo, da empresa responsável: como «a Internet já tem muito lixo», era escusado as autarquias, o Estado e a União pagarem a firmas como a MakeWise para produzirem mais.

  1. 1 Duarte

    Deviam mesmo ser fiscalizadas.

    Querem um exemplo? Porque será que as cidades digitais dividem-se em vários subportais (subdomínios), como juventude, empresas, ambiente…, quando podiam concentrar tudo num único portal de qualidade? Estupidamente, para conseguir artificialmente mais dinheiro dos fundos…

    Em alguns casos, escolheram tecnologias “rolls-royce” quando podiam fazer o mesmo com tecnologias de fonte aberta, por exemplo. Deviam, inclusivamente, abrir esse trabalho à comunidade que financia esses projectos.

  2. 2 Mario

    Excelente artigo Paulo.
    Não podia concordar mais contigo. Apesar da ideia do estado ser modernizar os municipios e autarquias, deveriam ter cuidado com quem escolhem para tomar conta desses projectos.

  3. 3 José Carlos

    Infelizmente, na maioria dos casos, as pessoas escolhidas para gerir estes projectos têm alguma relação com quem manda, quer seja familiar quer seja de amizade. Ora isto normalmente (há casos em que até corre bem) dá mau resultado para os bolsos públicos.

  4. 4 Marco Rodrigues

    Já agora podes ver também o http://www.ViseuDigital.pt, que ajudou recentemente a fazer o site: http://www.CM-Tondela.pt, que já me consegui crashar o Firefox.

    http://www.cm-tondela.pt/pls/portal/vdregptl.dhtml_contmenu_tree.render_javascript

  5. 5 _41

    Gostei dessa sugestão do Duarte em «concentrar tudo num único portal de qualidade», todos iam sair valorizados.

    Controlo, só se for o controlo remoto da tv.

  6. 6 Carlos Jorge Andrade

    Paulo,

    Não querendo ser advogado da MakeWise, mas objectivamente e citando factos concretos (relativos ao trabalho produzido pela MakeWise) em que se baseia para escrever o último parágrafo ?

    É que o Cláudio, relativamente às competências da MakeWise, fundamentava a sua conclusão na implementação da tag ‘href’ no site… o Paulo nem isso. ;-)

    Fundamentar as afirmações é o mínimo que se pode fazer quando se chama “lixo” ao trabalho dos outros.

  7. 7 humm..

    A unica coisa que vejo aqui, é falta de classe de uma empresa..Para alem de andar a responder em blogs…ainda ameaça com processos e afins disso..Tenham la vergonha ok?Por muito que falem, neste momento e apos os vossos comentarios, qq leitor ve a falta de formação natural e academica. De qq modo gostava de dizer que..em relação ao trabalho realizado no meu querido Oeste, ja fazia falta. Claudio, ouvi dizer que em Leiria há um determinado juiz com mto bons conhecimentos das novas tecnologias…E com isto me calo :D

  8. 8 Paulo Querido

    Caro Carlos, além dos erros já bastamente referidos, a maioria deles aceitáveis (enfim) num site amador ou num blog mas não aceitáveis num projecto dito e pago por profissional, fundamento-me nestes breves pontos (uma análise mais detalhada, sendo um projecto comercial e tendo em conta o cliente final, lamento mas só por pedido e paga):

    scroll lateral irrelevante e irritante;
    pop-ups por todo o lado e ilógica de lançamento de links em novas janelas;
    leitura difícil dos textos;
    esmagadora maioria dos links não funcionam (segundo percebi, todos os links internos não funcionam);

    Respondo tendo em conta que é você quem pergunta e porque tem razão quanto à fundamentação. Que, no caso, é já suficiente. Análise mais profunda (minha) custa dinheiro. Aliás, na minha modesta opinião a empresa devia era pagar a consultoria gratuita de que beneficiou graças à conversa proporcionada pelo Cláudio Franco.

  9. 9 Paulo Querido

    Adenda: se os links não funcionam por estarmos em versão de teste, das duas uma: ou se informa previamente o leitor disso mesmo, convidando-o a participar com apoio e sugestões (precisamente o contrário da atitude da empresa) ou então tem-se o site fechado até ao lançamento.

  10. 10 antonio

    A atitude dos responsaveis da empresa é tão estupida que se nao fosse a tipica falta de abertura a qq critica dos patroes e gestores ainda me convenciam tratar-se de link baiting :)

  11. 11 Paulo Neves

    ja experimentaram visitar o viseudigital.pt?

  12. 12 ncosta

    bem e interessante como se consegue fazer publicidade a uma empresa fazendo polemica dela… para mim foi positivo, pois nao percebo o que ta a contecer, a unica coisa que percebi foi conhecer a empresa makewise

    e so um aparte

  13. 13 Paulo Querido

    Caro ncosta, há quem defenda a teoria de que toda a publicidade é boa. “Não importa o que dizem de mim, desde que falem de mim”.
    Muitas vezes é verdade, até porque há sempre quem não perceba nada do assunto em questão, seja ele qual for, e se ligue apenas sentimentalmente ao caso.
    Para dar uma ideia: um leitor que não perceba nada disto mas tenha anti-corpos contra o Cláudio (ou contra mim) ficará automaticamente do lado da empresa porque isso fará parte da sua estratégia de moer o Cláudio (ou mim).
    Tudo bem: o mundo é isto.
    Mas não é verdade sempre.
    No meu caso, que não conhecia a empresa em questão, é facto que fiquei a conhecer e é também facto que conscientemente nunca usarei ou recomendarei o uso, bem pelo contrário, os serviços de “webdesign” (notar aspas) dela.
    Mas isto sou eu a falar: cada um fala por si. A conversa é isto mesmo.

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