Francis Obikwelu, Bárbara Guimarães, Cristiano Ronaldo e Henrique Mendes
publicado 16 Outubro 2006 em Geral.Ontem Maria Elisa abriu as hostilidades e confirmou o tom do programa “Grandes Portugueses”, que vai escolher “o maior português de sempre”(*). Trata-se de um programa de variedades mascarado de sério, com um tema capaz de “mexer” com a populaça e enquanto tal rivalizar, nas sondagens como no coração das audiências, com chuvas de estrelas e similares.
Algumas das escolhas apresentadas como sérias (ou teriam sido piamente cortadas na montagem) indiciam mais que o pior, indiciam que o caso é muito mais grave do que eu supunha. Sentem-se para ler o que eu ouvi: Francis Obikwelu, Bárbara Guimarães, Cristiano Ronaldo e, imagine-se!, Henrique Mendes! Há gente que pensa — mais!, que o afirma sem vergonha perante uma câmara! — que estes “grandes portugueses” merecem, escutem!, não só figurar na lista (o que já revela a insanidade mental dos proponentes) como até vencer a votação!
Bem, a RTP conseguiu o que queria: 25 anos depois, vou voltar a acompanhar um “programa cultural”. Fascinado me confesso. Vou anotar as sugestões de estarrecer (*) dos meus queridos concidadãos.
Entretanto: Obikwelu, Guimarães, Ronaldo e Mendes, em nome do país, aceitem as nossas solenes desculpas. Eles não sabem o que fazem.
[ (*) explicações num post que deixei para publicação esta tarde ]
- 1 Pingback on Dez 27th, 2006 at 19:41


Só falta o Quim Barreiros e o pequeno Saúl
O que é curioso é que, por exemplo, no caso do Henrique Mendes, a pessoa que o referiu o fez de forma aparentemente convicta… e com uma justificação “inatacável” (a do seu papel no reencontro de pessoas que não se viam há dezenas de anos).
A meu ver, o “bug” não está necessariamente no programa, que me parece poder vir a ser interessante, mas sim no ‘atraso’ cultural/informativo de uma larga percentagem dos portugueses.
Caro Rui, cheira-me que não terás de esperar muito!
Caro Leonel, sim, convicção inabalável! E de acordo, o formato do programa tem algum potencial (já o disse: 25 anos depois volto a seguir um programa deste género). E… sim, o atraso cultural e/ou informativo. Até nem digo ao nível de saber escolher (a senhora tem uma dívida de gratidão com o H. Mendes, é legítimo) mas de saber interpretar a finalidade do programa.