Gabriel Estavao Monjane

Partilho convosco a minha indignação. O país tem contas a ajustar com o seu passado e não pode ignorar o contributo de Gabriel Estavao Monjane, o gigante de Manjacaze (também conhecido por o gigante de Moçambique, embora os camarões sejam mais populares), para o Século XX Português. Afinal, esse grande artista de circo levou bem alto no mundo a bandeira portuguesa! Antes de morrer em Janeiro de 1990, doente e na mais absoluta miséria, como milhares de compatriotas vítimas de outro Grande Vulto do Século XX Português, figurou no World Guinness of Records como o homem mais alto do mundo.
O Homem Mais Alto do Mundo nasceu português E NÃO ESTÁ NA LISTA dos Maiores Portugueses de sempre! É um desaforo!
Proponho a sua inclusão de imediato. Alguém avise a Dona Maria Elisa. Este grave esquecimento não pode ficar silenciado. Ou então a Dona Maria Elisa e a produção do programa que me expliquem o que têm Francis Obikwelu, Bárbara Guimarães, Cristiano Ronaldo e Henrique Mendes (entre outros, temo bem) que Gabriel Estavao Monjane não tenha também.

PS: tendo em conta os Graves Esquecimentos da produção do programa, sugiro — exorto! — os meus queridos leitores a ajudarem a elaborar uma lista dos Maiores Portugueses de Sempre Esquecidos Pelos Portugueses. Com votação do mais anónimo dos esquecidos de sempre. Encontra-se à vossa disposição um site para o efeito: o maior português de sempre esquecido pelos portugueses.

  1. 1 Rui MCB

    O contágio alastra :-) Para a troca convido-te a escolher o teu pior português de todos os tempos, e deixar nota dele aqui.

  2. 2 Jerónimo

    Bem, o país tem contas a ajustar com o passado. Já PQ passa a vida a ajustar contas com uma sombra, não se percebe se presente se passada, que lhe atormenta a vida e que agora, no blogue “o maior português de sempre esquecido pelos portugueses” surge com grande pujança.

    Já pensou em pedir ajuda especializada para esse problema?

  3. 3 Paulo Querido

    Caro Jerónimo, ficaríamos todos melhor informados se essa “minha” “sombra” tivesse um nome. Importa-se… ? Ah, não pode? Bem me parecia.

  4. 4 Jerónimo

    Eu diria que é uma sombra abrupta.

  5. 5 Paulo Querido

    Hum. E porque dirá o caro Jerónimo tal coisa? Espero que não esteja a insinuar que eu invejo o autor do Abrupto. Seria de muito mau gosto para o senhor em questão.

  6. 6 baltazar

    Penso que não se trata de nenhuma insinuação de inveja, caro Paulo.
    Nem insinuação, nem inveja.
    O que me parece que o Jerónimo registou nos exemplos que o Paulo Querido escolheu foi uma característica constante do seu blogue: alusões, directas ou indirectas, ao autor do Abrupto. E eu acrescentaria que surgem ao mais pequeno pretexto e mesmo sem pretexto, muito provavelmente de forma até irracional. Obsessão tipica, portanto.
    Inveja também me pareceria de mau gosto, para não dizer mais.

  7. 7 Paulo Querido

    Caro baltazar, tenho a certeza que uma leitura com outras lentes descobrirá no meu blog outras características constantes com alusões, directas e/ou indirectas, a outros autores e temas. Por exemplo, recentemente tenho mencionado amiúde o blog french kissin’. Por exemplo, durante anos falei imenso de futebol e há um ano que são raros os posts sobre futebol. Por exemplo, a leitura do meu blog com lentes desintoxicadas concluiria que tenho recorrentemente épocas de me pegar com João Miranda, do Blasfémias.
    E há mais alguns exemplos.
    Não sou eu quem faz do Abrupto o centro da blogosfera, são os leitores que tudo vêem e medem através dele, o que não é saudável para leitores e autor (digo eu: quem sabe JPP até gosta da permanente bajulação) mas isso são outros 500.
    Eu pelo meu lado há muito que desisti se interagir com o Abrupto. É claro que volta e meia o cito ou gozo — no que estou muito longe de ser o único.
    Recomendo a ambos, Jerónimo e Baltazar, que façam algum trabalho de prospecção; verão que fica largamente diminuída essa “tese” da obsessão — ou então terão de a estender a meia blogosfera.

  8. 8 Paulo Querido

    É curioso esta atoarda surgir logo neste post. Ultimamente, cada vez que lanço alguma ideia / serviço / entusiasmo, há um padrão recorrente nos comentários. Dei-me ao gozo supremo de fazer o teste e é certinho: se eu escrever “vou faze isto” aparecem 2 ou 3 observadores vindos do nada a lançar bombas de fumo. É curioso e divertido. Saber com o que se conta é sempre uma vantagem.

  9. 9 Rui MCB

    Também já tinha reparado Paulo. Entretanto como alterei o timestamp do post do Adufe onde referencio este teu, surgiu aqui um link repetido. Sorry!

  10. 10 baltazar

    Bem, Paulo Querido, eu diria que não precisa que ninguém lance bombas de fumo sobre as suas ideias pois na verdade elas esfumam-se todas de moto próprio.

    Ainda não vi nenhuma ideia sua que sobrevivesse ao entusiasmo inicial, justiça lhe seja feita, com que as lança.

    O que lhe sugeria, pois custa-me ver tanta energia desperdiçada, era que se concentrasse mais numa ideia, de preferência boa e original, coisa que não lhe abunda.

    Copiar os frescos ou a wikipédia, tal como fazer um link para o Diário da República, não chega.

  11. 11 Paulo Querido

    Caro baltazar, obrigado por mais um bonito exemplo dos meus queridos fãs. Eu poderia dizer que ao menos as minhas ideias nascem, vivem e morrem - mas das suas não sabemos nada pela simples razão que não tem nenhuma. Mas não direi, deixe lá.

  12. 12 Paulo Querido

    O padrão repete-se: o(s) comentadeiro(s) denegridor(es) não apenas não têm nome próprio, usando os que calham, como não têm um endereço de correio, como não têm nada — excepto a irreprimivel vontade de denegrir o autor dê por onde der e custe o que custar.
    Não é este latir cachorrento que me fará desistir de continuar a defender o anonimato enquanto direito; as “críticas” tem o valor que têm. Sem sustento não passam de atoardas. No caso, de provocações. Uma lisonja, ainda assim.

  13. 13 JOão Pedro Santos

    OS MAIORES PORTUGUESES DE TODOS OS TEMPOS
    Para ser o Maior Português de Todos os Tempos, é necessário ter feito algo de muito importante e único por PORTUGAL. Há uma 1ª classe de personalidades que foram protagonistas de momentos cruciais da independência da Nação, sem estes indivíduos não estávamos aqui a debater o tema. Depois há os outros também importantes mas não imprescindíveis e que pertencem à 2ª. Classe. E depois o cidadão anónimo que também ajuda mas não é vital. Por fim os que não interessam, espanholados, afrancesados, soviéticos, etc.
    Na 1ª. Classe e por ordem, Afonso Henriques o fundador, guerreiro, contra o invasor, D. João I e Nuno Álvares Pereira, que tiveram de defender o País da cobiça dos Castelhanos e combater na pátria contra os espanholados. D. João IV, que teve de enfrentar de novo a independência e os grandes generais que se seguiram nas batalhas do Montijo, Linhas de Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e Montes Claros. O Infante D. Henrique que iniciou a época do único período de grandeza de Portugal. D. Manuel I que mandou que se efectivasse a descoberta do Caminho Marítimo para a Índia e a posse das Terras do Brasil, que se tornou numa das maiores Nações da Terra. Na 2ª. Classe vêm conforme os gostos, Militares, Poetas, Escritores, Pintores, Cientistas, etc.
    Na 3ª classe o cidadão cumpridor amigo do seu país e que ajudou na construção e como soldado.
    Finalmente os inimigos que as mães deveriam ter abortado se soubessem o que eles seriam.

  1. 1 Adufe 3.0 :: Os piores portugueses de sempre (act. II) :: October :: 2006
  2. 2 Adufe 3.0 :: Os piores portugueses de sempre (act. III) :: October :: 2006
  3. 3 Adufe 3.0 :: Os piores portugueses de sempre (act. IV) :: October :: 2006
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