Belmiro de Azevedo acaba de dar uma enorme marretada nas aspirações da oposição (falo da política, não da blogosférica) ao actual governo. Chamou CEO a José Sócrates e elogiou as suas capacidades de liderança afirmando que o país precisa de homens assim e que os políticos deviam rever-se nele. Falou ainda de um momento único referindo-se à garantia de estabilidade política dada pelo “par de gémeos” Cavaco-Sócrates, uma razão, disse, para avançar para o negócio da compra da PT. Estabilidade fundamental para os agentes económicos, como toda a gente menos os “liberais” dos costume sabe.
Ouviu-se aqui o suspiro de desânimo na fila dos candidatos à sucessão do abnegado Marques Mendes.
2009 está no papo do PS, basta deixar correr o marfim e não cometer erros. Mas Belmiro espera mais de Sócrates do que simplesmente deixar o palco para os primeiros planos. E essa pressão, junta com a de Belém, acaba por representar o tipo de força que antigamente vinha da oposição.
[ E a entrevista? Eh, mas esperavam o quê deste homem? Marcou as suas posições e marcou-as com a determinação que é a sua imagem de marca. Belmiro de Azevedo é um valor seguro: sabe-se com o que se pode contar. ]

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