O engenheiro da (segunda) maioria absoluta
publicado 23 Março 2007 em cócegas.Se o F.C. do Porto teve o seu “engenheiro do Penta”, porque não há-de o P.S. ter o seu “engenheiro da maioria absoluta”?
A julgar pela matéria que por estes dias (a meio do mandato deste governo, recordo) vai encaracolando pretensos oposicionistas — se Sócrates foi ou não correcto no alegado uso do título de engenheiro, um crime de lesa-pátria to say the least — cheira-me que vai ser o “engenheiro da SEGUNDA maioria absoluta”.
Não estou certo que isso seja benéfico para o país — mas a responsabilidade da oposição é, neste particular, bem maior que a do Primeiro Ministro.
(E a OTA aqui tão perto… Mas, azar, a OTA é um “projecto” comprado ao bloco central: não tem valor como trunfo político para o outro partido, só para a gritaria dos sparring-partners da democracia).


O “Eng” é obviamente irrelevante. A questão é outra.
Acho que foi você que escreveu um texto a negar a suposta primacia da esquerda na comunicação social. Diga-me você, de forma sincera, o que seria desta história se fosse com alguém da direita ? Se fosse sobre Santana Lopes por exemplo ? O que não diriam há meses não só jornais, como televisões e lideres de variados partidos ? O que já não teriam dito e escrito sobre o assunto os diversos “guerilheiros/as” do BE por exemplo ? E do PCP ?
Caro MN, se fosse com alguém de direita 1) não teria tido o relevo que teve na blogosfera, 2) não teria, sequer, chegado aos jornais, 3) se chegasse teria sido a mesma bimbalhice (a bimbalhice é transversal, nao é exclusiva) que foi, com os ridículos a que se expôs o Público e 4) não faço a mínima ideia do que dizem as pessoas que cita, do BE e do PCP, nem sou capaz de calcular o que diriam se fosse Santana Lopes. Talvez gozassem com o assunto? Sabe: presta-se ao gozo. E…?
Só há dois sítios no mundo onde se acha natural que alguém se intitule engenheiro mesmo que não faça engenharia (os doutores davam pano para mais mangas): Portugal e Itália. Com um paralelo político tão edificante que interessa saber o homem acabou ou não o bacharelato (ou lá o que se faz no ISEL)?
»1) não teria tido o relevo que teve na blogosfera, 2) não teria, sequer, chegado aos jornais»
Hahahaha. Não pode estar a falar a sério, de contrário cairia umas centenas de milhas rumo ao abismo na credibilidade que eu pessoalmente lhe dou.
Por muito menos veriamos o Louçã em plena assembleia, um Coelho qualquer na TV, uns editoriais nos jornais de referência, a falar do titulo não do 1º ministro, nem dum ministro, nem dum secretário de estado, mas até do titulo da filha dum obscuro deputado qualquer. E por favor não me obrigue a recordar-lhe algumas das “trapalhadas” dos tempos do Santana…
Neste caso, nem a imprensa tabloide pegou no assunto ! O que diz muito do estado que que chegámos na comunicação social.
Caro Luis Sap: correndo o risco de cair umas centenas de milhas rumo ao abismo na credibilidade que pessoalmente me dá, sim, estou a falar a sério.
Eu não costumo comentar este tipo de posts. Mas neste caso sou obrigado:
Paulo Querido não vale a pena responderes, o teu post é mais que suficiente para dizer tudo. Relativamente ao “Senhor Engenheiro”, creio que o melhor é começarem a tratar por “Senhor Engenheiro Técnico” pois parece que a parte do senhor PM ter terminado o Bacharelato não deixa dúvidas, ou deixa?
Não se deve levar este assunto a serio pois como é habito o Socrates habituou-se a que lhe chamassem engenheiro quando ia ao restaurante,quando engraxava os sapatos tambem quando cortava o cabelo e isto tem que se lhe diga.
As pessoas habituam-se e depois para largar um titulo é dificil….
temos que lhe perdoar pois se ele governa mal o país tambem o podemos desculpar por mais um pequeno defeito.Somos portugueses pois então…
Aguentemos mais um pouco