O livro “Salazar, a Imprensa e a Guerra Civil espanhola”, de Alberto Pena e publicado pelas Edições MinervaCoimbra, é apresentado pelo Prof. Doutor Fernando Rosas no próximo dia 31 de Maio de 2007, pelas 18h30, na Fnac-Chiado, em Lisboa.

A Guerra Civil de Espanha (1936-1939) foi um dos acontecimentos que maior influência teve na História Contemporânea de Espanha, mas também de Portugal.

O conflito foi interpretado por Oliveira Salazar como um assunto de carácter nacional que poderia condicionar decisivamente a sobrevivência e o futuro do Estado Novo. Desde os primeiros momentos da planificação da revolta contra o governo democrático da II República espanhola, a ditadura portuguesa apoiou o chamado Movimento Nacional, que pretendia estabelecer um regime autoritário no país vizinho. O Secretariado de Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, a diplomacia salazarista, muitos intelectuais e, nomeadamente, a imprensa portuguesa, controlada pelos Serviços de Censura, fizeram uma grande campanha internacional na defesa dos interesses de Franco.

Esta obra é um contributo para conhecer com detalhe qual foi a relação entre o franquismo e o salazarismo numa etapa histórica fundamental para os dois países peninsulares. Nesta investigação propõe-se uma viagem pela história dos combatentes portugueses na guerra espanhola (os “viriatos”) através das crónicas da imprensa portuguesa, que deslocou ao território espanhol dezenas de jornalistas, muitos dos quais se converteram em propagandistas da causa franquista, embora houvesse honrosas excepções, como o caso especial de Mário Neves, que revelou a verdade sobre a chacina do exército franquista em Badajoz.

Mas, sobretudo, este livro é um retrato da sociedade, da política e da comunicação social portuguesa numa época transcendental para a evolução de Portugal, Espanha e Europa.

O autor
Alberto Pena é Doutor Europeu em Ciências da Comunicação pela Universidade Complutense de Madrid e Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, função que já desempenhou entre 2000 e 2003. É autor de vários livros no âmbito das relações peninsulares, como El Gran Aliado de Franco (A Coruña, 1998), Galicia, Franco y Salazar, (Vigo, 1999), La propaganda franquista en Portugal y la Guerra Civil española (Santiago de Compostela, 2000), além de artigos en diversas revistas científicas e co-autor do livro coordenado pelo professor A. Pizarroso, Historia de la Prensa (Madrid, 1994; Lisboa, 1996). Também é co-autor do livro Como gañar ou perder unhas eleccións (Santiago, 2004), editor dos volumes A Comunicación Social Transfronteiriza (2000), Información política y gabinetes de comunicación (1998) e Periodismo de Investigación (1997), assim como coordenador das obras Comunicación y Guerra en la Historia (2004), La Publicidad en Pontevedra, 1930-1975 (2004), Relaciones Públicas y Protocolo (1998), La Publicidad en Televisión (1999) e Estudios de Comunicación y Derecho (2000).
Actualmente, é Vice-presidente da Asociación de Historiadores de la Comunicación de España e investigador principal do Grupo de Investigación CA1 da Universidade de Vigo. Fez parte também do Conselho Directivo da Sociedad Española de Periodística e é sócio-fundador do Foro Iberoamericano sobre Estratégias de Comunicação. Também foi professor ou investigador convidado de centros de investigação espanhóis e estrangeiros, entre os quais destaca em Portugal o Instituto de História e Teoria das Ideias da Universidade de Coimbra, ou membro do conselho editorial internacional da revista do CIMJ (Centro de Investigação Media e Jornalismo), Media & Jornalismo.
Como profissional da comunicação, trabalhou para vários meios em diferentes etapas: Televisión Española (TVE), Radio Nacional de España, Diario 16, El Correo Gallego e a revista Cambio 16. Fez diversos trabalhos jornalísticos sobre a realidade política e social portuguesa e participou na Missão de Paz a Timor Oriental (1992).
Neste momento é colaborador de vários meios de imprensa diária, da Televisión de Galicia e da Radio Galega. O seu trabalho académico ou jornalístico foi reconhecido com algumas distinções públicas e fez parte de vários júris de prémios de investigação e de comunicação.

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