Sobre a margem sul (a margem certa)
publicado 28 Maio 2007 em excitações.«Agora que um ministro de um governo que beneficiou de tantos votos de eleitores do “deserto” da margem sul se atreva a insultar a região e os seus habitantes ultrapassa esse âmbito privado e assume proporções de escândalo» (em Margem Sul)
A minha querida mulher tem um blogue pessoal muito discreto e bonito, onde publica sobretudo matérias de gosto. A minha querida Ana escreve muito bem (gostaria de submeter as minhas frases selvagens à disciplina que ela exerce sobre as dela) mas, infelizmente para todos nós, escreve poucos textos directos. Eu respeito-a — mas estou sempre à espera e quando aparece um post assim, é uma festa!
Eu, que nasci tão a Sul que emigrei para a capital e nela fui vivendo um pouco por todo o lado — sei muito bem do que fala a Ana quando descreve a “sobranceria” de algumas classes de quem se esperava não apenas educação, como formação, relativamente a viver na margem sul do Tejo. Eu sou menos polido que a Ana: não é tanto sobranceria, é acima de tudo ignorância. E haverá pior ignorante do que aquele que faz gala da sua ignorância?
A Ana, que em boa hora nasceu em Almada, embalou e dá uma lição dentro do estilo do Modus vivendi. Se calhar, é melhor avisar o ministro - o esforço de povoamento já foi feito na margem sul… vai para uns oitocentos anitos. Vejam também os outros posts.


A Margem Sul, é apenas a Margem Sul!
Se quiserem façam uma linda música disso, agora não inventem razões para parecer que o país está todo na Margem Sul…
Caro senhnor Conde da Vila, trata-se de ensinar aos ignorantes que existe (uma parte de) um país a Sul do Tejo, na margem Sul do Tejo. Não é o seu caso? Óptimo.