«Agora que um ministro de um governo que beneficiou de tantos votos de eleitores do “deserto” da margem sul se atreva a insultar a região e os seus habitantes ultrapassa esse âmbito privado e assume proporções de escândalo» (em Margem Sul)
A minha querida mulher tem um blogue pessoal muito discreto e bonito, onde publica sobretudo matérias de gosto. A minha querida Ana escreve muito bem (gostaria de submeter as minhas frases selvagens à disciplina que ela exerce sobre as dela) mas, infelizmente para todos nós, escreve poucos textos directos. Eu respeito-a — mas estou sempre à espera e quando aparece um post assim, é uma festa!
Eu, que nasci tão a Sul que emigrei para a capital e nela fui vivendo um pouco por todo o lado — sei muito bem do que fala a Ana quando descreve a “sobranceria” de algumas classes de quem se esperava não apenas educação, como formação, relativamente a viver na margem sul do Tejo. Eu sou menos polido que a Ana: não é tanto sobranceria, é acima de tudo ignorância. E haverá pior ignorante do que aquele que faz gala da sua ignorância?
A Ana, que em boa hora nasceu em Almada, embalou e dá uma lição dentro do estilo do Modus vivendi. Se calhar, é melhor avisar o ministro - o esforço de povoamento já foi feito na margem sul… vai para uns oitocentos anitos. Vejam também os outros posts.

  1. 1 Conde da Vila

    A Margem Sul, é apenas a Margem Sul!
    Se quiserem façam uma linda música disso, agora não inventem razões para parecer que o país está todo na Margem Sul…

  2. 2 Paulo Querido

    Caro senhnor Conde da Vila, trata-se de ensinar aos ignorantes que existe (uma parte de) um país a Sul do Tejo, na margem Sul do Tejo. Não é o seu caso? Óptimo.

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