Microsoft Surface: só para coleccionadores (ricos)
publicado 27 Junho 2007 em tomem os comprimidos!.Nah. Não vejo nisto o futuro. Pelo menos, não o futuro da informática doméstica. Nem o futuro da informática pessoal. Nem o futuro da informática das instituições. Admito que o futuro das caixas registadoras dos estabelecimentos de encher o olho ao cliente possa tirar partido de um colosso destes. Certamente que alguns fancy restaurants onde a comida precise de embrulho e bares onde não se passe mais nada adquiram estas monstruosidades muito engraçadas e é muito provável que os convidados para a mansão de Bill Gates possam “folhear” os albuns da família com um computador de mesa. Se fosse há uns cinco, seis anos, admitiria ainda que uma ccoisa destas poderia ter dado jeito numa Redacção, para a escolha das fotos da edição.
Como prova de conceito é muito bonita. Como protótipo é excelente — e acreditem que já tenho a minha conta de protótipos extravangantes capazes de fazer isto, aquilo E AINDA aqueloutro. Mas como produto, não vejo aplicabilidade além dos coleccionadores de extravagâncias. Podres de ricos, I mean. Não me interpretem mal, eu gostaria de ter um, quem não gostaria? Mas — já imaginaram o preço desta inutilidade?
É claro que agora já. Por isso percebe-se que é bom marketing da Microsoft. Uma maneira de dizerem, causando impressão até nalguns geeks distraídos, que (também) sabem fazer computadores bonitos e rápidos (como a Apple). Correcção: protótipos bonitos e rápidos. Bem precisam de bom marketing. Boa sorte.


realmente, ridiculamente legal e ridiculamente inacessível.
Há umas décadas atrás outras pessoas diziam o mesmo do computador pessoal…
Carlos Duarte, é verdade. Mas não prova nada — excepto que há sempre quem se engane nas previsões.
Pensemos um pouco. Quais são as tendências da indústria? O que tem chegado ao mercado, e neste o que tem sido “aprovado” pelos consumidores? Para onde apontam as necessidades das empresas, tanto quanto as conseguimos vislumbrar?
Se voltarmos atrás na sua máquina do tempo, a micro-informática estava no horizonte de muitos e não só dos entusiastas. Quando o PC da IBM foi apresentado, havia um passado de anos fervilhantes de entusiasmo em torno do que hoje consideramos o computador pessoal. — e algun ceguetas incapazes de perceber o potencial.
O Microsoft Surface não aparece sequer com grandes pretensões. É um laboratório e um poster. Cumpre uma função semelhante aos robots dançarinos da Sony: enchem o olho, mantendo o interesse público pela empresa e pelo seu brutal investimento na robótica, mas o futuro não passa por robots dançarinos… no entanto, estes permitirão manter o caudal de energias e dinheiro e interesse suficiente para gerar robots adequados à função.
Protótipos rápidos e bonitos, mantenho. Futuro? Coleccionadores. Ricos.