Os tempos políticos têm uma característica: a extraordinária competição dos envolvidos, directos e indirectos, pela atenção dos media através dos quais chegam supostamente às pessoas. Há a mera poeira, como a saloiada em torno da liberdade de expressão “ameaçada”, e as operetas de encher a saison, como os “empresários” que recusam dar o nome com “medo de retaliações” — armas de arremesso das oposições, neste e em todos os governos, os actores no pousio revesando-se em cada ciclo político no seu manejo.
Não são de tomar em conta.
Marca dos tempos é o “desejo”, conforme tão bem o apanhou hoje o Pedro Fonseca no CF&A: os políticos anunciam o que querem, mas e o que dão? Ler Uff, tanto desejo!
Transposto para a blogosfera dos cidadãos: todos criticamos quem faz, mas afinal o que estamos dispostos a fazer?

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