Em Capital Intelectual, Ruben Eiras pega numa análise publicada na Harvard Business Review e tira conclusões interessantes e positivistas: Portugal está mesmo em fase de transição profunda. É curioso verificar que em diversos rankings relacionados com a inovação (como o da Community Innovation Survey, do Eurostat e do crescimento do emprego nos sectores de conhecimento intensivo) e o conhecimento estamos a descolar do fundo para o meio da tabela.
A inovação e a orientação para o futuro muito provavelmente não vêm gestão de topo, mas sim da nova geração de gestores médios. A elite emergente tem uma atitude cultural mais favorável ao valor colhido no longo prazo.
(em Portugal a meio caminho do futuro?)
Eu tiraria o “muito provavelmente”. Recentemente estive numa apresentação de um grande grupo, liderado por uma figura de enorme carisma, e nas suas palavras o anúncio do novo rumo para o futuro do grupo soava a falso. Olhando em volta para os rostos dos homens e mulheres do grupo que assistiam, lá descodifiquei, não sem algum espanto pessoal (nutro grande consideração pela figura): o CEO é hoje um poster-boy do grupo, que é realmente comandado por uma associação ocasional composta pelos seus homens de segunda linha — a maioria deles na faixa 35-45 anos, sem ilusões sobre a “glória arruinada” que é a indústria em que estão metidos, com grande preparação, algum mundo — e a noção exacta de que um deles será o herdeiro na chefia (já deve ter começado a formação de exércitos).
A modernização do tecido empresarial e de gestão português far-se-á, sem dúvida. Só lamento que seja à velocidade da lei do tempo. Portugal vai muito devagar a meio caminho do futuro.

publicidade
Neste momento, a actualidade nacional numa única página
Mercado das Previsõeso jogo da sabedoria das multidões


Editado sobretudo com Wordpress
Desenho de página: trabalho TubarâoEsquilo
derivado do original 3K2Redux klein
Validar XHTML, CSS.
Topo