Lisboa: a direita ficou entalada

Os resultados das eleições intercalares em Lisboa têm um significado curioso. A direita ficou entalada. Não pode invocar que se tratou de um cartão amarelo ao governo porque perdeu claramente e em toda a linha. Se falarmos da direita do sistema, então, a derrota foi impensável, esmagadora, aterrorizadora: 37% dos votos e 6 mandatos, contra mais de 55% e 11 mandatos.
Um dos piores resultados de sempre do PSD e do CDS-PP, numa altura em que o governo socialista começa a acusar o cansaço e algum desnorte e era mais fácil “bater-lhe”. Falharam completamente os objectivos, se é que tinham algum pois a mim parece-me é que andam a reboque de meia dúzia de almas que vão remexendo o caldeirão das esperanças.
Sócrates pode respirar. Tirando a gritaria do costume nos sítios onde se reclama… censura, as indicações dos eleitores são claras: se alguém tem que reconsiderar estratégias e planos, são o líder da oposição, Marques Mendes, e um senhor que devia pensar em demitir-se do partido e voltar a fazer política através de um jornal: Paulo Portas.

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