Certosa di Pavia

Pavia é hoje uma cidade pacata mas não foi sempre assim: tem um passado repleto de histórias e História — já era importante no tempo do Império Romano. Fomos lá de propósito para ver o mosteiro, Certosa di Pavia, que fica a alguns quilómetros.
Antes, tirei uns bons instantâneos do Castelo Visconteo, transportando as raparigas para um cenário da Idade Média; mas a favorita foi mesmo a Ponte Vecchia, um espectáculo (e que nunca esqueceremos por outra razão, cifrada num texto anterior). Não dei pela San Pietro in Ciel d’Oro. Há mais ou menos mil anos que os cristãos andam ali a edificar igrejas umas por cima das outras.
Já na Certosa, que tem acesso por um caminho magnífico ladeado de árvores, tivemos sorte: as visitas ao interior da igreja desta cartuxa (não confundir com a de Parma, do romance de Stendhal) são raras, a maioria dos visitantes fica pela nave central e só ao longe, entre as grades, avista o túmulo de Ludovico il Moro e sua mulher, Beatrice d’Este (estraguei algumas chapas nas redondezas, muito escuras, contrastando com o mármore polido das estátuas do casal).
Está no grupo das melhores entre as mais de 600 fotos que tirei numa semana. O momento capta uma saída em grupo, pessoas viajando juntas. Podia ser, mas não é, símbolo da transição da História sombria para os jorros da luz feliz do presente.

Certosa de Pavia em 2007: interior
Certosa di Pavia
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