Sem confusões, OK?
publicado 30 Setembro 2007 em Geral.Não vejo nenhuma relação entre o meu post Uma A-List da blogosfera portuguesa e este concurso de bloggers que, segundo os autores, o post inspirou.
Admitindo que poderá divertir quem dele participar, sei que o concurso não vai resolver “o desejo” dos autores da iniciativa “de formar uma lista de blogs nacionais que correspondam simultaneamente a critérios de popularidade e qualidade“. A lista de que eu preciso, e de que falava nesse post, que tão comentado foi (o que por sua vez produziu resultados surpreendentes mas não públicos), não é uma lista de blogues populares eleitos num concurso. Estava a pensar em algo mais, digamos, rigoroso.
Esclarecido isto, que ganhem os melhores.


Percebo perfeitamente as reservas relativamente a um resultado mais aproximado da popularidade do que da qualidade e isso é algo que obviamente terei que esperar para ver. Talvez seja esta minha ingenuidade blogosférica que me faz pensar que num processo composto por dois tipos de avaliação as coisas possam ser mais…rigorosas.
Quanto à inspiração, lamento desapontá-lo mas inspirou mesmo! Não posso fazer nada quanto a isso. Provavelmente inspiro-me com demasiada facilidade.
Não sei se será defeito ou feitio mas uma das duas é de certeza.
Naturalmente que uma A-List do Paulo será diferente de uma lista de blogs que são populares o suficiente para serem nomeados e ao mesmo tempo com qualidades para serem votados por um Júri. Diferente. Apenas isso.
Um abraço.
Caro Rui, a ingenuidade não é necessariamente má, tem associada uma frescura que por vezes é muito produtiva. Se isso o faz avançar, então avance. Não tem nada a perder e têm alguma coisa a ganhar — e aqui só para nós que ninguém nos lê há por aí tanto concurso de umbigo mal amanhado que o vosso está bem acima, tem uma metodologia clara e um formulário como nunca vi outro.
Penso ter sido claro: esclarecido o meu ponto, pois que ganhe o melhor (isto é um incentivo ao projecto, no caso de eu não ter sido claro).
Atenção a um coisa: a mim não me passa pela cabeça produzir pessoalmente uma A-List! Tenho um pequeno directório aqui onde coloco a maioria dos blogues que quero destacar por alguma razão. Não aspiro a mais que isso. Eu disse foi: bem que precisava (e preciso) de uma A-List, ao ponto de comprar uma. Tal gerou alguma conversa. Mas a lista… não apareceu.
O Paulo foi claro no que escreveu. Não pense que o entendi mal. Eu não podia era deixar de comentar este texto tentado vender algum do peixe que tenho para aqui!
Aquele abraço.
Não percebo para que servem concursos de popularidade ou de qualidade: popularidade não é sinónimo de qualidade e a qualidade raramente é popular. Como avaliar a qualidade dos blogues a não ser mediante o recurso à popularidade?! Mas cada vende o seu peixe…, afinal, nada disto é verdadeiramente relevante.
Caro Francisco: os concursos de popularidade servem para divertir — e aos vencedores a lisonja cai sempre bem. Não vem deles mal ao mundo
Já a qualidade não se mede por concurso — nem mesmo dentro de um colégio eleitoral escolhido a dedo, conforme diversas experiência e autores têm demonstrado (conferir, mais perto da cibercultura de massas em que nos insermos, o trabalho de Cass R. Sunstein e de James Surowiecki, deste último finalmente publicado em Portugal o The Wisdom of Crowds.)
A mastigação de enormes quantidades de dados produzidos por uma multidão produz resultados absolutamente interessantes e talvez daí pudéssemos extrair algo que nos ajudasse a avaliar a qualidade.
O mais engraçado, quando se fala destes assuntos da qualidade, popularidade, notoriedade (e ainda influência, prestígio, credibilidade, reputação, que costumam por aqui andar também) é ver pessoas que consideramos educadas e cultas, algumas das quais citam incessantemente os clássicos e defendem publicamente o primado do erudito sobre o popular, (e em privado o das elites sobre as (puá) massas), babarem-se no reload das métricas que os dão como… populares.
Quanto à irrelevância…. sinto-me inclinado a concordar mas na verdade depende. Numa actividade que estou a desenvolver dava IMENSO JEITO possuir uma lista pronta, bem como a bateria de técnicas de aferição comprovadas e usadas na sua elaboração, com os A-Bloggers segundo duas ópticas dominantes: a do tamanho da audiência e a da capacidade de influência nos diversos eco-sistemas em que se dividem os consumidores da “web social”.