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	<title>Comentários em: Três questões do jornalismo actual (com respostas rápidas)</title>
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	<description>O amor é uma vida dentro da vida.</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 21:42:02 +0000</pubDate>
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		<title>Por: CJT</title>
		<link>http://pauloquerido.net/2007/09/tres_questoes_do_jornalismo_actual_com_respostas_rapidas#comment-41457</link>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 14:00:26 +0000</pubDate>
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		<description>Opinião leiga:

O jornalismo não pode [não deve], pura e simplemente, ser amador.
Embora compreenda as acções de certos jornalismos [como o do The Economist, por exemplo, a fezer o spin das matérias políticas em blogs escolhidos, antes da sua publicação], não há-de ser porque um fulano qualquer "até leva jeito", este pode vir a ser jornalista. Pode comportar-se como tal. Não o pode ser.
A actividade jornalística, como a entendo, deve continuar reservada aos profissionais. Não faz sentido uma carreira sem um estágio, sem a aprendizagem dos cânones pelos quais a actividade se rege - sem querer entrar na polémica acerca da necessidade ou não de um curso superior, que não acho estritamente necessário. Falo de ética, a deontologia, a forma, o processo, o método e, em última análise, a responsabilidade de uma edição que supervisione a publicação.

Creio, no entanto, estarmos prestes a conhecer ainda uma outra e nova forma de jornalismo. Uma forma que não contempla apenas o fornecimento de conteúdos ou notícias, mas sim uma forma mais interactiva e, porque não, opinativa mesmo da parte do próprio jornalista. Não sei onde concordo, nem se concordo, mas é o que vejo. Fazedores de opinião, tanto do lado do jornal, como do lado da sua leitura.

É por isso que estou um pouco céptico em relação à fluidificação em detrimento da reforma dos géneros tradicionais. É um pouco como ser contra a globalização, em vez de apostar numa globalização alternativa, num contexto em que sabemos que esta não vai ser parada.
É que, a meu ver, a fluidificação é inevitável por si mesma. Basta "isto" onde escrevo. E talvez seja esta mesma fluidificação, como a entendo, que venha a ser a justificação última para a tal reforma.

Como disse, é opinião leiga [e é por isso que não deu em post...], deixo-vo-la à vossa [jornalistas profissionais e amadores] consideração, com uma firme convicção:
Pela parte que me toca, nunca hei-de considerar jornalismo a arte de mandar umas notícias para a praça. Há mais a fazer que isso.

Abraço,
CJT</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Opinião leiga:</p>
<p>O jornalismo não pode [não deve], pura e simplemente, ser amador.<br />
Embora compreenda as acções de certos jornalismos [como o do The Economist, por exemplo, a fezer o spin das matérias políticas em blogs escolhidos, antes da sua publicação], não há-de ser porque um fulano qualquer &#8220;até leva jeito&#8221;, este pode vir a ser jornalista. Pode comportar-se como tal. Não o pode ser.<br />
A actividade jornalística, como a entendo, deve continuar reservada aos profissionais. Não faz sentido uma carreira sem um estágio, sem a aprendizagem dos cânones pelos quais a actividade se rege - sem querer entrar na polémica acerca da necessidade ou não de um curso superior, que não acho estritamente necessário. Falo de ética, a deontologia, a forma, o processo, o método e, em última análise, a responsabilidade de uma edição que supervisione a publicação.</p>
<p>Creio, no entanto, estarmos prestes a conhecer ainda uma outra e nova forma de jornalismo. Uma forma que não contempla apenas o fornecimento de conteúdos ou notícias, mas sim uma forma mais interactiva e, porque não, opinativa mesmo da parte do próprio jornalista. Não sei onde concordo, nem se concordo, mas é o que vejo. Fazedores de opinião, tanto do lado do jornal, como do lado da sua leitura.</p>
<p>É por isso que estou um pouco céptico em relação à fluidificação em detrimento da reforma dos géneros tradicionais. É um pouco como ser contra a globalização, em vez de apostar numa globalização alternativa, num contexto em que sabemos que esta não vai ser parada.<br />
É que, a meu ver, a fluidificação é inevitável por si mesma. Basta &#8220;isto&#8221; onde escrevo. E talvez seja esta mesma fluidificação, como a entendo, que venha a ser a justificação última para a tal reforma.</p>
<p>Como disse, é opinião leiga [e é por isso que não deu em post...], deixo-vo-la à vossa [jornalistas profissionais e amadores] consideração, com uma firme convicção:<br />
Pela parte que me toca, nunca hei-de considerar jornalismo a arte de mandar umas notícias para a praça. Há mais a fazer que isso.</p>
<p>Abraço,<br />
CJT</p>
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