Marcelo Rebelo de Sousa disse umas coisas engraçadas e eu já estou divertidíssimo. Luís Filipe Menezes conseguiu — com a hábil mãozinha de Ângelo Correia e um sopro ou dois de Santana Lopes — o que poucos esperariam ser possível: voltar os “barões” do PSD uns contra os outros, numa sessão de estalo difícil de dissimular.
Saiu-lhes a estratégia toda furada. A manutenção do equilíbrio ecológico ao centro (os sermões maoístas são um número de circo para gáudio de democratas momentaneamente ociosos) onde tantos laranjas se esforçam por passar despercebidos e manter os lugares com que o bom samaritano Sócrates compra parte da sua reeleição em 2009; a preparação meticulosa de um candidato “credível” (ler: tecnocrata) para 2013, com o PR muito discretamente no lance; os jogos de o meu ego brilha mais que o teu na televisão em que os barões se entretêm esquecendo muito convenientemente as massas, esse ennui com que temos de conviver na filas eleitorais.
As bases do PSD estão famintas e não querem saber da saúde das suas rotundas elites. Menezes só teve de se pôr a jeito. Chamem-lhe populismo. E aguardem pelos próximos efeitos-Menezes.

  1. 1 JL Andrade

    Começo a achar que talvez esta alteração no PSD não tenha sido má de todo. As florestas precisam, de vez em quando e sem ajudinhas humanas, de grandes fogos para se renovarem. Podemos considerar um partido um habitat natural que segue as leis da natureza?

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