Hierarquia .pt: em defesa da FCCN

Ponho as desavenças (cada vez piores) de parte por um instante, para subscrever o post do Carlos Andrade sobre os domínios de topo em Portugal (a barracada do online.pt). Quando a cégada do co.pt, sa.pt, online.pt etc começou, percebeu-se logo que um dia acabava mal. Percebeu-se logo que não havia intenção séria de estabelecer negócio mas tão-somente a “ideia” de aproveitar o fluxo de incautos que se adivinhava. Um fluxo de incautos é diferente de uma carteira de clientes.
Se querem acusar a FCCN de alguma coisa neste capítulo, só se for por ter deixado correr o marfim tanto tempo. Nunca por intervir agora.

  1. 1 Wilson

    vai calhar bem é à empresa que consegui registar (legalmente) o domínio.

    Não podia a FCCN ter mais cuidado com estas situações, ou pelo menos apelar às empresas que consigo se relacionam, mais atenção nessa matéria? Basta olhar para alguns dos whois dos domínios… uma pura vergonha!

    A meu ver a FCCN não pode ser totalmente desresponsabilizada nesta matéria. Por acaso, a nova empresa tem olha para o negócio, e vai daí já tá tudo fixe :)
    também me espanta como é que um indivíduo que diz ter mais de 15 000 visitas diárias trabalhar debaixo de um domínio online.pt ….

  2. 2 Gonçalo Silva

    Paulo e Carlos, vocês andam nisto à demasiado tempo para acharem esta situação normal.

    As regras de registo têm sido _tão_ flexiveis ao longo dos anos, curiosamente agora são tão rígidas quando existe um efectivo “interesse público”e financeiro. Estranho não?

    Aplicar esta medida 8 anos depois, a 2 meses da liberalização?

    Não só a FCNN é culpada como entidade supervisora que deixou a ilegalidade permanecer durante 8 anos, como escolhe o pior timing para actuar.
    Isto não retira as culpas á caleida que em bom da verdade nunca primou pelo serviço. Em relação aos clientes empresariais, também não primam pela inteligência portanto estão bem uns para os outros.

    Conhecendo ambas as instituições, diria que esta situação deriva da má organização de uns associada ao interesse/conhecimentos de outros.

  3. 3 Paulo Querido

    Gonçalo, falando por mim: passei esses 8 anos a malhar na FCCN, noticiei algumas medidas e expus alguns contorcionismos das regras, pelo que me posso considerar insuspeito.
    A minha última frase, penso que diz tudo. Acusemos a FCCN de ter deixado a situação chegar onde chegou: podia ter intervindo mais cedo. Mas acusá-la de intervir agora? Ná.

    Wilson, a responsabilidade da FCCN neste assunto é… ter deixado o assunto avolumar-se.
    Se se têm 15.000 visitas diárias, não se muda o endereço nem facilmente, nem de um dia para o outro. Não me refiro a questões técnicas, financeiras ou de indexação nos motores de pesquisa, que são peanuts e resolvem-se em 15 minutos (se a coisa do lado dos conteúdos não estiver muito embrulhada), mas sim a questões de branding, relação com o cliente, e por aí.

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