As penalizações a domínios por parte da Microsoft 2.0 Google através da sua ferramenta PageRank lançaram na web uma interessante onda de reacções.
(* Quer dizer, em quase toda a web: a blogosfera portuguesa, como é da tradição, passou ao lado disto e os jornais, então, nem sabem soletrar p-a-g-e-r-a-n-k.)
No Problogger (ex- 6, actual 4) Darren Rowse lançou há horas uma divertida competição, da qual reproduzo o primeiro resultado (o boneco dele): Create a Slogan for Bloggers Hit by the Page Rank Slam of October 07. Já obteve várias respostas.

Um dos primeiros efeitos das palmadas que a Google decidiu aplicar aos webmasters sem explicações foi colocar uma imensa comunidade a gozar aquele que era até aqui um instrumento criticado, mas aceite, e que arrisca muito provavelmente a tornar-se numa anedota daqui em diante.
O coro foi imenso nas primeiras 24 horas e não dá mostras de abrandar, pelo contrário.
pagerank.pngHá instantes o Technorati dava-nos 6.697 resultados para pagerank, isto contando só blogues com “muita autoridade” (medida Technorati).
Se consideramos a blogosfera de língua portuguesa, a pesquisa com os mesmos parâmetros devolve 131 resultados. Quase não há portugueses entre esses 131 posts contendo a expressão “pagerank”.
Com e sem o Technorati, compilei uma lista dos poucos blogues que, além de mim, mencionaram isto:

Se pensarmos que esta acção da Google tem influência directa numa indústria de milhões de dólares anuais (o SEM/SEO) e indirecta numa de biliões, a publicidade, onde aliás a Google é uma parte muuuuito interessada, fica evidente a medida do interesse português pela zona de fronteira da economia mundial: zero.

Mais em Certamente! sobre as penalizações do PageRank:

  1. 1 DDF

    Todo o mundo a gozar com o Google? Só se forem os desconhecedores…

    O Pagerank já morreu há muito tempo, vai para uns bons 2 anos, em que passou a haver um atraso significativo entre a realidade e a actualização do PR, conjugados com alterações no processamento do pagerank de cada página (que ninguém conhece na verdade…), processamento esse que deixou de ser feito de uma só vez em periodos regulares de semanas (google dance) mas constantemente, nalguns casos quase diariamente.

    Sinceramente não entendo tanta comichão… ainda menos a hostilidade contra tal medida… Se basicamente o Pagerank servia de indice no mercado de link’s e se esse mercado afecta a filosofia por detrás do algoritmo do Google, eu só me admiro é do google não descontinuar de vez tal indicador, a única explicação que encontro é a de lançar areia para os olhos dos que se agarram a isso.

    E mesmo que o PR fosse real, apesar do atraso de muitos meses que a sua publicação teve nos últimos anos, mesmo que fosse real, seria a coisa mais natural do mundo a alteração de valores que levaria muitos sites a descer de PR, pois a Internet está sempre a crescer e os link’s tem crescido muito mais, pelo que a única solução é ajustar a escala do PR a novas quantidades de link’s. A única alternativa seria acrescentar o PR11, o PR12 e por aí fora, o que é bem menos prático e lógico do que manter a escala e ajustar os limites. Perfeitamente elementar …. só não entende isto quem for cego.

    Quanto a penalizações, se é que se pode chamar isso, prefiro chamar-lhe ajustamentos, o Google sempre fez isso, sempre alterou o seu algoritmo para enfrentar novas realidades, de contrário já teria morrido há muito.

    Todos os que realmente por por dentro deste assunto esperavam há muito tempo, mesmo muito tempo, que mais dia menos dia iria haveria alterações no peso dos inter-link’s entre sites. Aliás, essa penalização sempre existiu, devem ter aumentado bastante o peso dessa penalização. E a penalização das directorias que ocorreu há umas semanas também já era há muito esperada, há milhares de directorias que ninguém visita e que servem apenas para criar link’s para o PR. Ou seja, perfeitamente natural que o Google intervenha nessa área.

    Como disse, não entendo tanta comichão,o Google ao longo dos últimos anos sempre fez alterações, umas menos visiveis, outras bastante profundas de contrário já teria morrido em combate contra os milhares (milhões?) de esquemas inventados para furar o algoritmo.

    Por exemplo nota-se actualmente algumas coisas novas interessantes, antigamente todos os link’s para fora penalizavam a página , em menos escala se fossem para sites relacionados no tema, hoje os link’s para sites no mesmo tema parecem até beneficiar a própria própria página emissora do link.
    Mas muitos link’s para fora (como é o caso das redes) para sites não relacionados parece que foram agora mais penalizados. Mas como disse, não há qualquer novidade nisso, o próprio google avisou aqui há uns meses para se começar a usar a tag “no follow”, principalmente em sites com muitos link’s para fora, como os foruns, etc.

    Outra novidade visivel desde há algum tempo é que o peso dos link’s no interior dos contéudos (por exemplo num post) tem agora bastante mais peso, sobretudo se a “mancha” de texto que rodeia o link puder ser relacionada pelo google com o tema do link de destino. Essa é a forma de redes por exemplo recuperarem vakor nos link’s, isto se foram mesmo penalizados, pois o Paulo não é explicito nisso, baixou o pagerank mas notou-se uma baixa no tráfego por exemplo ? Isto abstraindo os outros factores, como os conteudos em si, que são o principal factor.

    Para finalizar este testamento, se o PR baixou, “no stress”,o que conta é os referes via google. Se estes se mantiverem ou até subirem, esquecam o PR… limitem-se a continuar a escrever bons conteúdos e a linkarem de forma natural.

  2. 2 Paulo Querido

    Caro DDF, duvido que se possa classificar de “desconhecedores” a plêiade de bloggers que cito nestes 3 posts, sobretudo os americanos.
    As suas suposições são curiosas. “Parece que foram agora penalizados”? So much para quem assume uma posição como a sua.
    “Outra novidade visivel desde há algum tempo é que o peso dos links no interior dos conteudos tem agora bastante mais peso” — hum, o DDF trabalha na Google? Esta informação é oficial ou é mais um “parece que”?
    Linkar de forma natural é algo que já ninguém faz há anos. Deixa ver… Hum, desde que cada um percebeu que se a Google usava os links como votos, então não vai votar as pessoas que detesta ou inveja ou não fazem parte do círculo. Há muito tempo que se perdeu a noção original do link: ser uma funcionalidade superior do hipertexto.
    Não discuto que a Google, enquanto única autora do link enquanto transportador de valor, tenha todo o direito de agora destruir o seu conceito. Apenas lastimo a arrogância com que o faz, exibindo cada vez mais os tiques de autoritarismo visíveis nas empresas monopolistas. E a indústria construída em torno da invenção da Google faz um bocado mais que lastimar. E tomará medidas para de futuro não estar sujeita aos prejuízos por capricho.
    Concordo consigo quanto à irrelevância do PR. Aliás, as reacções a esta penalização (que se chama assim porque não foi, ao contrário do que diz, uma mera actualização) comprovam precisamente a morte do PR enquanto guia para a qualidade de um website. Por uma simples razão: o número de incongruências disparou com a introdução das novas medidas no algoritmo. O algoritmo premeia agora páginas antigas sem nenhum tipo de actualização de conteúdo ou forma. Investigue um bocado e verá o que digo.

    Outros “parece que”, já que parece gostar da fórmula:
    * parece que páginas feitas com código Google (googlepages) ficaram imunes à “actualização”.
    * parece que páginas sem anúncios não escaparam (Certamente! não tem um único link pago há meses, já agora)
    * parece que páginas contendo anúncios da concorrência foram as mais penalizadas.
    *parece que páginas que tenham exclusivamente AdSense foram poupadas; há relatos de linkfarms e AdHoneyPots com PR 6 e 7.
    * parece que quanto maior for a integração de produtos do universo Google nos sites, melhor para o PageRank (que assim passa a valer sobretudo como medida de “googlismo”, e não de “qualidade” como era antes percepcionado.)

  3. 3 DDF

    Caro Paulo, incongruências sempre existem em qualquer mudança, há sempre quem seja penalizado ou beneficiado sem lógica aparente. Normalmente quando são muito óbvias acabam por ser corrigidas. Já houve updates no passado com resultados muito indesejáveis e todo o update foi revertido para a situação anterior.

    Quanto ao PR, sim, morreu, de forma justa quanto a mim, a única coisa que estou a tentar explicar é que o funeral já foi há bastante tempo e só agora é que as viuvas começaram a chorar, e por uma qualquer estranha razão, o Google diverte-se em manter o cadáver em exposição, em vez enterrá-lo sob 7 palmos de terra.

    Quanto aos link’s, sim, há sempre link’s naturais, os link’s num post desdequeo textoesteja relacionado são umn deles, o que o google anda a fazer é tentar retirar peso aos que possam não ser naturais. O que obviamente cria incongruências e injustiças, mas não há outro caminho, os benefícios são sempre superiores aos prejuizos. Se assim não for, o Google será o primeiro a reverter uma alteração profunda.

    Quanto ao seu último parágrafo, desconhecia, vou tentar informar-me melhor, isso já seria outra historia, mas acho estranho que com tão pouco tempo seja possível tirar grandes conclusões sobre o que se passou, e não é o caso A ou B que permitem isso, mas uma visão mais global que ainda demorará alguns dias a digerir.

    No meu caso, tenho por exemplo um site com PR2, que sobe nos referers e nas receitas de forma consistente, teve 2 subidas notórias, em Maio e Agosto, ou seja, os meus conteúdos subiram de PR (porque qd falamos de PR não devemos falar do site… mas sim das páginas) pelo menos 2 vezes, e veja lá que não houve qualquer alteração, continuo com o mesmo PR2 de há mais de um ano atrás, ou seja, há muito tempo que o PR me é indiferente A mesma coisa de sites do qual faço a manutenção, tenho até um caso extraordinário dum site que em 2 anos passou de 30 mil para 300 mil visitas depois de uma optimização implementada por mim, e esse site chegou a baixar de pagerank de 4 para 3, naquela actualização que penso que você também referiu há algum tempo atrás, e do qual não me recordo da data. E apesar da baixa, as visitas via Google continuam a crescer, e por vezes saltos significativos, indiciando alterações no PR real dos contéudos, o tal que ninguém na verdade conhece.

  4. 4 Wilson

    Boas

    Acho que está a dar demasiada atenção à actualização do pagerank! A mim o que me preocupa são os 4 meses que a equipa do Google Adwords demora a reconhecer uma transferência bancária de 10€ !

    Já tinha criticado este webzine pelas “experiências de seo”… e acabaste de referir isso no tópico anterior, como sendo um dos factores penalizantes.

    Pelo que consegui perceber houve correcções ao pagerank. Concordo com a política do Google de penalizar as páginas que vendem/comprar link! Para mim isso é spam.

    Os que gozam com o google, editem o ficheiro robots.txt e “expulsem” o boot do google…. Mas o live, e mesmo o yahoo são muito pobrezinhos, aviso já…

    P.S - parece que o WIDGETBUCKS anda a fechar contas cujo o idioma principal não é o inglês… isto sim é preocupante!

  5. 5 Paulo Querido

    Caro Wilson, recordo-lhe isto: Certamente! vendia links e tinha um PR5. Desde que deixei de ter links pagos, o PR baixou para 4 e depois para 3. Como se pode calcular, não acredito na capacidade de julgamento do Google para definir o que são links pagos. Se é que é disso que se trata… Mas nisso acredita quem quer.
    Spam é correio comercial não solicitado que é entregue à força. Os links pagos não são entregues à força. O Wilson não precisa de ler os blogues que vendem links. E se quer lê-los, não faltam formas de o fazer SEM levar com os links e os anúncios. Não é possível fazer essa comparação.
    Porque não vê o meu robots.txt? Convido-o.
    Talvez o seu problema - quatro meses para reconhecer uma TR — o faça ver a luz. E a luz é: seja por dimensão inumana ingerível, seja por atitude deliberada, seja pelo que for, a Google é uma empresa sem interlocutores. Onde não há laços nem reconhecimento, não é possível estabelecer relações de confiança.
    É evidente que eu uso o Google e algumas das suas ferramentas admiráveis e não é evidente, nem tem que ser, mas fica a nota de que o Google como parceiro comercial me enfia mensalmente uma TR de 4 dígitos. No entanto não me sinto, de forma alguma, comprometido com a empresa nem aquela comigo.

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