Gosto disto. A luta de classes continua (e há gente para o relembrar)
publicado 30 Novembro 2007 em Um jantar em Nova Iorque, política.“É através da luta pelos seus interesses imediatos e objectivos parciais que os explorados se unirão e organizarão para lutas superiores. Exige-se-nos um trabalho paciente, que não se compadece com radicalismos verbais. Porém, ao empenharmo-nos nessas lutas diárias, por reivindicações muitas vezes modestas, não perdemos de vista que a sua utilidade é incutir gradualmente nos trabalhadores a confiança nas próprias forças, o repúdio pela ordem capitalista, a consciência e determinação revolucionárias. São positivas as lutas que contribuem para pôr explorados e exploradores em confronto, não as que semeiam ilusões na colaboração de classes. Alertamos os trabalhadores contra a miragem de que uma espiral infinita de reformas transformaria gradualmente o inferno capitalista num paraíso socialista. Dizemos que conquistas verdadeiras só com lutas superiores podem ser alcançadas e que tudo depende de se criar um campo resolutamente anticapitalista.”
“A concentração inaudita do poderio e da riqueza face a milhares de milhões de famintos anuncia batalhas de classe ainda mais gigantescas que as do passado. A pilhagem do mundo inteiro por um punhado de Estados ricos e poderosos, capitaneados pelos EUA, provoca um cortejo interminável de guerras, fomes e massacres. E a recusa das superpotências a partilharem o bolo com as novas potências capitalistas emergentes (China, Índia, Rússia, Brasil) vai colocar na ordem do dia novos conflitos destruidores.”
(do Manifesto do jornal Mudar de Vida)
Não virá dali A Solução e nalguns casos nem o inimigo está correctamente identificado — isto, claro, na minha modesta opinião. Mas a informação precisa de contrapontos, o pensamento precisa de contravapores, e todos nós precisamos de pensar.
A luta de classes não desaparece só porque deixámos de a comer ao pequeno almoço com o matutino e ao jantar com a contabilidade de roubos & acidentes e o desfiar das desgraças alheias que hoje dá pelo nome de noticiário televisivo. A luta de classes existe. Por isso recomendo a leitura do Mudar de Vida.


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