Só dei pela coisa hoje, não sei há quanto tempo fizeram a mudança. Mas o Expresso online mudou de endereço. Se digitarem, como antes, expresso.clix.pt são direccionados para clix.expresso.pt. E se digitarem apenas expresso.pt, como muita gente (incluindo eu) sempre fez, são redireccionados para aeiou.expresso.pt.
Por um lado, é de saudar o regresso do Expresso ao seu domínio.
Por outro, não compreendo a razão de manter a edição em subdomínios — com a agravante de agora serem dois subdomínios em vez de um. E a quem questionei, não obtive respostas elucidativas. Parece que são razões comerciais. É tudo segredo.
Até porque esta mudança teve uma consequência previsível: o Expresso ficou sem PageRank. Os dois novos subdomínios não têm, ainda, um PR estabelecido. E o endereço real (expresso.pt), que tem um PR de 6, continua a não ser usado e a ter um redireccionamento 301 (agora, para a versão aeiou do jornal).
O PR 6 do expresso.pt é o mesmo que a edição tinha no endereço expresso.clix.pt. Este endereço agora redirecciona (com um 301, permanente) para clix.expresso.pt. Em princípio, “dar-lhe-á” o seu PR.
Em princípio. Porque “brincar” assim com os 301, que supostamente significam “permanentes” é correr riscos. Os motores de busca, em particular o Google, começarão por “achar” que se trata de conteúdos repetidos e penalizarão em conformidade. Espero que haja algum procedimento humano que permita “explicar” aos algoritmos haver ali uma situação excepcional (desconheço se há; algum leitor mais esclarecido nestes pormenores poderá informar?)
Espero que os resultados compensem os riscos.

  1. 1 Pedro Dias

    As directrizes do Google são bem específicas no que toca a conteúdo duplicado:
    http://www.google.com/support/webmasters/bin/answer.py?answer=66359

    “Use domínios de nível principal Para nos ajudar a servir a versão mais apropriada de um documento, use domínios de nível principal sempre que possível para manipular conteúdo específico de um país. Estamos mais propensos a entender que http://www.exemplo.pt reúne conteúdo com foco em Portugal, por exemplo, do que http://www.exemplo.com/pt ou pt.exemplo.com.”

    e

    “Reduza conteúdos semelhantes: Se você possui diversas páginas parecidas, considere a possibilidade de expandi-las para consolidá-las em uma única página. Por exemplo, se você possui um site de viagens com páginas separadas para duas cidades, mas com a mesma informação em ambas as páginas, você pode uni-las em uma só, reunindo conteúdo das duas cidades, ou expandi-las com mais conteúdo exclusivo sobre cada localidade.”

    O melhor sítio para discutir estas questões com o Google ou outros utilizadores:
    http://groups.google.com/group/Google_Webmaster_Help-pt

  2. 2 Paulo Querido

    Pedro, obrigado pela dica. Espero que os webmasteres do Expresso estejam atentos.

  3. 3 pfig

    head… hurts…

  4. 4 Pedro Barata

    O expresso.pt é automaticamente redireccionado para o aeiou, o PR é 6 mas está camuflado por um redireccionamento, rapidamente vai ser penalizado.

    O meu conselho é estar tudo no dominio expresso.pt (pois é o que tem mais valor) e acabarem com essa histórias dos redireccionamentos patrocinados (clix, aeiou), pois os SEs (Google e companhia) detesta este tipo de camuflagem.

    E já agora se Expresso que fazer valer a sua presença online, com uma boa SEO, mude os permalinks das notícias para endereços “userfriendly”, ou seja:

    em vez disto

    isto
    ou com o nome da notícia à semelhança do que se faz no WP quando se coloca o comando /%postname% nos permalink.

    assim os SEs poderão fazer um tracking mais eficaz de tudo o que se escreve.

  5. 5 Paulo Querido

    pfig, LOL!

  6. 6 Paulo Querido

    Pedro, o PR 6 do expresso.pt está assim há muito. Penso que era “assumido” pelo algoritmo do PR que se tratava do redireccionamento permanente para expresso.clix.pt e mantiveram os dois endereços o mesmo PR durante anos, inclusivé quando, ao longo do ano passado e deste, o fizemos subir de 5 para 6 (aqui uso o “nós” pois foi-me pedido, e dei, o meu contributo).
    A minha dúvida tem mais a ver com: como é que os algoritmos vão reagir à mudança deste redireccionamento, bem como da cascata de redireccionamentos, e à presença em dois subdomínios dos mesmos conteúdos?
    Quanto aos endereços amigáveis: era uma guerra parcialmente ganha no anterior CMS, perdeu-se na mudança para o novo CMS. Tenho a esperança de que resolvam a coisa, não há nenhuma justiticação para manterem os endereços ilegíveis.

  7. 7 Pedro Barata

    Pois, com as novas mudanças no algoritmo do Google em relação à visibilidade dos subdomínios, as coisas vão mudar, este terá que “sobreviver” por si próprio e não à conta do domínio principal, que neste caso é o que tem o maior PR.

    O que está agora são 3 sites completamente iguais e a redireccionarem-se entre si para a mesma página. Ou seja, isto poderá ser entendido como uma prática desleal de obtenção de visibilidade através da “multiplicação de sites”.

    Espero que o meu input tenha sido importante.

  8. 8 Paulo Querido

    Pedro, ou por outra, Pedros, quando é que os efeitos das novas regras de subdomínios se reflectirão no PageRank?

    Já agora, uma questão: à luz delas, devemos esperar que alguns subdomínios percam PR? Tipo, subdominio.wordpress.com e subdominio.blogspot.com? Ou, como se calculava antes, estes e outros domínios já estavam numa lista de excepções para os seus subdomínios serem tratados como independentes?

  9. 9 Pedro Barata

    Os efeitos já estão em vigor, pois as alterações ao algoritmo já foram feitas. Como disse anteriormente, os sites em subdomínios têm que sobreviver mais por eles próprios.

    Mas o que recomendo, para uma boa arquitectura do site, em vez dos subdominios, pois o próprio Google os usa (maps.google.com, mail.google.com, etc…), é criar subdirectorias e.g. http://www.omeusite.com/omeublog.

    No caso do Expresso, está a existir um “abuso” no uso dos subdomínios e nos redireccionamentos.

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