Tudo isto sem comentários abertos, um dos meios mais fáceis para obter “audiências” (*)

Isto escrito pelo editor que publica as cartas e as fotografias dos leitores que “querem aparecer no Abrupto” não soa nada bem, pois não? JPP não tem comentários e como quem não tem cão caça com gato, socorre-se do “truque” da vaidade. Meter uma carta no Abrupto é ganhar o dia, é como enviar SMS para os concursos da televisão e adivinhar qual é a palavra escondida em c_m_s_l_ e esperar pelo prémio.
Pobre Abrupto. Os comentários dão muito mais audiências, toda a gente sabe.
E conteúdos? Ui. Os comentários são um “truque” “baixo” para colocarmos os outros a escrever o blogue por nós e atrair mais “audiência”, que no fundo não serve para nada senão para estarem ali a conversar inutilidades. Mas o Abrupto, não: os 50 a 60 por cento de conteúdos produzidos pelos leitores são… bem, são outra coisa qualquer, agora não me ocorre. Ah, espera: são respostas. Desinteressados esclarecimentos aos leitores pelos outros leitores.

nem os truques técnicos que abundam hoje, usados por conselheiros especializados de como se sobe nas listas, como se falsificam rankings, listas e lugares no Google (*)

No mesmo mês em que escrevia estas delirantes palavras o blogue sem ficha técnica assinado apenas e só por José Pacheco Pereira, que não tem conselheiros, ajudantes, revisores, secretárias ou colaboradores, passou a meter uma caixa de busca no Google (aguarda-se a todo o instante a monetização com o AdSense) e a incluir um link para os artigos individuais, com efeitos retroactivos a todos os arquivos, um link que segue o mais à risca que pode uma das poucas regras de ouro do Search Engine Optimization (é pena o TITLE, mas sei que é uma questão de semanas até o GCQIA, Grande Conselheiro Que Inspira o Abrupto, o iluminar com uma solução. Técnica sem aspas, evidentemente).
O facto de esta técnica ser exactamente a mesma técnica proscrita por Pacheco Pereira no anterior parágrafo não deve ser considerado, ponto final e ai de quem se atreva: Pacheco Pereira jamais usaria uma técnica de optimização — como aliás a sua obra comprova. Por ele, as crónicas no Público nem tinham título ou fotografia. A corporação dos jornalistas é que insiste nesses truques de melhorar a leitura e captar a audiência.
O facto do “artifício” de “linkar” os artigos individuais ter como consequência enfiar no Google, abruptamente (não é um trocadilho), uma quantidade enorme de novas páginas, com efeitos a prazo na qualidade da indexação do domínio abrupto.blogspot.com, só por um extraordinário acaso e uma inqualificável dose de má fé poderia ser comparado com as técnicas de “falsificar” “lugares no Google”. Quem disser o contrário, já sabe: Coventry. Ou Gulag, que é mais da cultura de hoje.
Um pouco mais atrás no tempo, também O Mestre Nos Ensinou a usar as tags não como um “truque” “técnico” para “aumentar artificialmente” a navegação dentro do blogue, “obrigando” as pessoas a ler as páginas cujos temas lhes interessam, mas sim como uma Valiosa Ferramenta de Catalogação — uma ideia reservada que só poderia provir do melhor escol. Desinteressadamente — como é timbre e apanágio desse mesmo escol.
O meu respeito piedoso (herança católica da pior estirpe beata) faz-me saltar a tirada dos “falsos blogues pornográficos”.

Quando os instrumentos de medida que permitem comparar blogues, como o Page Rank, o Google Analytics ou o Technorati, teimam em colocar o Abrupto à frente, atacam os mensageiros, que “como todos sabem, não prestam” (*)

O Google Analytics não permite comparar blogues. Pelo menos, não permite aos meros mortais e aos pobres invejosos que, sem nada de mais importante para fazer na vida, se esfalfam a usar — inutilmente — todos os truques contra o Abrupto. Que, sem dúvida, garbosamente sozinho (não é o Abrupto obra de um homem só, solitário, a quem ninguém revê os textos nem dá ajuda no template?), descobriu — hum? inventou! — forma de aceder aos Analytics de todos nós, incluindo dos que não abrimos lá conta. Nós não comparamos — mas ele compara, ele sabe, ele é que sabe. Afinal, é ele O Coração Do Sistema.
Quanto ao PageRank, o número de blogues portugueses (and I mean blogues sérios, nada de pornografia, futebol, celebridades, baby-blogs, selos, aviões, ou humor, que estes assuntos menores não são legítimos d’”A Blogosfera”) com PR superior ao do Abrupto é maior do que o número de BACDANLMFCOUIIPLAQESBDDQLP (Blogues Antigamente Acima Do Abrupto Nas Listas Maléficas Falsificadas Com O Único Intuito de Impedir o Primeiro Lugar ao Abrupto Que Entretanto Se Baldou Discretamente De Quantas Listas Pode).

O Technorati mede efectivamente algo que JPP tem muito mais que os outros: notoriedade. É errado, porém, pensar que a notoriedade de JPP se deve ao facto de o ex-político, ex-deputado na Assembleia da República Portuguesa, ex-deputado europeu, ex-vice-presidente do Parlamento Europeu e figura proeminente de um dos dois maiores partidos portugueses ter presença regular nas colunas dos jornais vai para três décadas e presença regular, numa base semanal no mínimo, na televisão vai para duas décadas.
Não.
Deve-se à sua Extraordinária e Única Capacidade De Blogar, reconhecida e elevada pela Santíssima Trindade do Google, PageRank e Technorati.

Quando aplicar a regra da notoriedade a figuras menores do mediatismo nacional como são os humoristas e até mesmo outros políticos em pousio, lembre-se o caro leitor que se sobrepõe por Decreto Classificado a regra da inversão da polaridade, uma variante local de Essa Não é a Questão Essencial: eles têm muitas visitas porque aparecem na televisão não prestam para nada como bloggers nem sequer são bloggers são uns habilidosos que depois de terem lido — no Abrupto — acerca dos blogues, se aproveitam da ferramenta blogue para enganar as suas audiências com falsos conteúdos, quê, ná, aquilo não são blogues, eles é que são conhecidos da televisão e por isso têm muitos pageviews e aparecem todos os dias depois do telejornal, é claro que têm muitas pageviews pois se até vão à televisão.

A prática deliberada de muitos blogues de fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto assim como de citar sem “ligar”, tem as suas consequências:

Ó vil mesquinhez e incompreensão que vitimais este humilde e desinteressado Servo do Saber!
Eu calo-me e deixo falar os números. Eles, melhor que as palavras, sublinham quanta justiça a frase comporta.
Maio 2003: 50 links (ou ligações) feitos no Abrupto para outros blogues
Maio 2004: 60
Novembro 2004: 10
Maio 2005: 25
Novembro 2005: 22
Maio 2006: 10 (sem os dois Estudos sobre o Comunismo e a biografia de Alvaro Cunhal seriam 7)
Novembro 2006: 5
Janeiro 2007: 13
Fevereiro 2007: 6
Março 2007: 4 (inclui Estudos sobre Comunismo e um duplo link no mesmo blogue)
Abril 2007: 6
Maio 2007: 3 (seriam 2 sem o Estudos sobre o Comunismo e apenas um nacional)
Junho 2007: 5
Julho 2007: 6
Agosto 2007: 9 (considerando a “página do Gualter no Hi5″ e o site do bloco de Esquerda)
Setembro 2007: 3
Outubro 2007: 4
Novembro 2007: 3 (Luis Paixão Martins, Pedro Santana Lopes e Freakonomics)

Os blogues portugueses, esses grandes ingratos, só pagaram ao suserano uns míseros 4,538 links nos últimos seis meses (Technorati).

Está mal. Mas na sua Infinita Misericórdia Ele lembra aos infiés que terão direito ao banquete quando ele sair inevitavelmente de cena. É um santo.
Se fosse comigo, já tinha mandado a ASAE fechar a blogosfera.

PS em EXCLUSIVO e ANTEESTREIA
Abrupto, arquivos do futuro, data incerta (zzrtttc crrrtzzz), “A prática deliberada de muitos leitores de enganarem o Sitemeter e o Google Analytics, assim como de lerem em grupo para muitos parecerem só um e a prática de usar o feed porque este não conta as visitas, tem as suas consequências. O Abrupto pode não ser lido, mas é imaginado e sonhado por toda a gente e até nas colónias externas de Marte, só não tenho ilusões sobre as estatísticas de Almada”.

Notas
1. Citado de Estado do Abrupto, 11.11.2007, link

2. Para que a “primeira acusação” não recaia sobre este texto, não há comentários. Escrevam para paulo.querido@gmail.com e logo se vê o que aproveitarei para publicação.

3. Este texto tem uma versão depurada, asséptica e com mais substância na minha crónica desta semana no web 2.0 do Expresso online: Bem prega frei Abrupto

publicidade
Neste momento, a actualidade nacional numa única página
Mercado das Previsõeso jogo da sabedoria das multidões


Editado sobretudo com Wordpress
Desenho de página: trabalho TubarâoEsquilo
derivado do original 3K2Redux klein
Validar XHTML, CSS.
Topo