Revolução na SIC: Nuno Santos e António José Teixeira
publicado 13 Dezembro 2007 em reflexões.A última decisão de Francisco Pinto Balsemão ou a primeira decisão sem ele? Não sei, e as questões da cadeia de comando no grupo permanecem fechadas a sete chaves. Mas inclino-me para a primeira. Esta revolução na SIC é previsível. Uso aliás o termo revolução mais num contexto da surpresa do que no sentido da ruptura: as linhas mestras do grupo estão traçadas e consistem em apertar o cinto e trabalhar com a prata da casa, sendo isto particularmente evidente na televisão generalista.
Nuno Santos (para a direcção do canal generalista) enquadra-se no perfil de director vocacionado para recuperações assentes no “pequeno trabalho” do dia a dia, não é homem de convulsões e não tem uma equipa.
António José Teixeira parece ser uma boa cartada para a direcção editorial da SIC Notícias. A escolha, no entanto, desagradará aos comentaristas afectos ao PSD, os mesmos que acusavam a direcção do DN que António José Teixeira integrou de ser feita com o poder socialista. Ricardo Costa seria demasiado brando, talvez, para ter o pulso necessário? Não sei — mas a consistência de Teixeira é uma mais valia em qualquer caso e se mantiver o Ricardo como adjunto, como parece ser o caso, acredito que a SIC Notícias crescerá no mercado da informação sobretudo política e económica.
Francisco Penim assumirá o cargo de director coordenador de conteúdos da Impresa Digital. Até aqui a “quarta roda” do grupo, como Balsemão apelidou o braço digital criado este ano, apresentou serviço fundamentalmente fora da cadeia de criação de conteúdos, centrando-se em mercados emergentes como os canais empacotados à medida dos hotéis. A despesa da web continuou a ser assegurada pelos nós em presença, sobretudo a SIC online e a edição multimedia do Expresso. Hora de apostar numa estratégia conjunta para a web?
Não conheço Penim.
Digamos que fico moderadamente curioso.


Fiquei surpreso com a nomeação de Nuno Santos … e a seguir será que vão buscas o José Rodrigues dos Santos? Não me parece!
O grande erro de Balsemão foi ter despedido Emídio Rangel! Com Manuel Fonseca, a SIC não se importava de ser 2ª em audiênicas, dava lucro na mesma. O que acontece, é que quem se contenta com o 2º lugar facilmente cai para 3º, como aconteceu várias vezes este ano. Naturalmente que isto tem reflexos na publicidade.
Quanto à ida de Penim para a Impresa Digital, é como diz, a ver vamos. O AEIOU foi comprado e o que é que já fizeram com ele? Nada!
Nota: na àrea digital a TVI é uma vergonha… tanto potencial por explorar, com novelas, música, e eu que o diga! Sempre pensei que com os Espanhóis da Prisa, houvesse uma revolução nos conteúdos da Media Capital.
Paulo,
parece-me que o Ricardo Costa fica acima do Teixeira. Segundo a M&P:
“Jornalista há mais de 18 anos, António José Teixeira, regressa com esta nomeação a um cargo de direcção num grupo de media depois da saída da direcção do Diário de Notícias, do grupo Controlinveste, preenchendo o cargo deixado em aberto com a nomeação de Ricardo Costa para director-geral adjunto da SIC.
António José Teixeira vai também a partir de Janeiro acumular a direcção do canal informativo da SIC com o de subdirector de informação da SIC, juntando-se à equipa de cinco elementos liderada por Alcides Vieira, e não como director-adjunto de informação, cargo anteriormente ocupado por Ricardo Costa. Nesta nova organização, o cargo de director-adjunto de informação foi extinto”.
Pois, Pedro. A notícia de ontem não dizia isso. Hoje já li diferente: o Ricardo vai para adjunto, mas da SIC generalista. Na prática, acima.