Backup history: a história do backup
publicado 20 Janeiro 2008 em Críticas.Anteontem acabei aqui um backup no meu Mac. Ao cabo de vinte anos de pesadelos, tenho finalmente descanso com a segurança dos meus documentos e ficheiros. No Mac OS X é fácil. atrelo o disco externo USB, abro um terminal e dou um comando de uma linha:
/usr/bin/rsync -azvR --exclude=*/Parallels/* --exclude=.Trash --exclude=.gimp-2.2 --exclude=.psi --exclude=.thumbnails /Users/(aminhadirectoria)/* /Volumes/BACKUP/
Em Windoze, nunca encontrei um programa que fizesse o meu backup como eu queria. Isto para não falar dos inúmeros fracassos que tive com programas de remedeio.
Nos servidores, que usam Linux, o problema é apenas de decidir o que guardar. Inicialmente, tive algumas dificuldades mas depois de compreender a lógica do sistema de ficheiros, e com a arrumação das directorias que o Plesk instituiu, tornou-se rotina. Faço backups locais, replico-os em discos separados e ainda os envio para servidores remotos — cinto e suspensórios.
No Mac, nem me dei ao trabalho de procurar programas de backup. Existirão certamente e até farão coisas bonitas graficamente. Como o sistema operativo é irmão do Linux, saco do rsync e ai vai disto: backups incrementais sem dor.
Nos servidores faço backups mistos: incrementais para os ficheiros em disco e por data, para certo tipo de dados, para ficar com cópias crono-referenciadas.
Mas isto é a minha história pessoal. Que me levou, por razões recentes, a querer saber como era lá fora. Em The History of Backup encontrei um excelente apanhado, da autoria de Maxim Yurin, desde os tempos dos cartões perfurados até aos nossos dias. Numa página, sem excesso de informação, com método e síntese.
Aliás, podem ter uma ideia através da reprodução do timeline, que se pode ver maior no original.

The day before yesterday I have finished a backup on my Mac. After twenty years of nightmares, I have finally peace of mind with my documents and files secured. In Mac OS X it is easy. Just attach my external USB disk, open a terminal and write this command:
/usr/bin/rsync -azvR --exclude=*/Parallels/* --exclude=.Trash --exclude=.gimp-2.2 --exclude=.psi --exclude=.thumbnails /Users/(mydir)/* /Volumes/BACKUP/
In Windoze, I never found a program that did my back as I wanted.Not to mention the numerous failures I had with a few alternatives.
In my servers I run Linux, so the only question is to decide what to save. Initially, I had some difficulties but after understanding the logic of the system files, and the storage of directories that Plesk established, it became routine. I backup locally, copy the backuped files to separate discs and then I ftp them to remote servers — belt and suspenders.
In Mac, I didn’t even bored looking for backup programs. They will certainly make beautiful things with the graphic interface
. Because the operating system is similar to Linux, just pull rsync and schazam: incremental backups without pain.
But this is my personal history. For a better understanding of what’s going on, I sugest The History of Backup — an excellent overview, written by Maxim Yurin, since the glorious days of punch cards to the present. In a sigle page, without excess of information, with method and synthesis.
Indeed, they may have an idea through the reproduction of the timeline above, which can be seen in better resolution and size in the original version.


Yes, sórait it backups
Por acaso não conheço nenhuma aplicação para backups em Windows.
Em GNU/Linux, uso o sbackup, porque chega bem para o que faço: backups antes de uma reinstalação. O rsync nunca usei porque não tenho para onde por os backups, mas diz que é uma ferramenta bastante útil.
É pá… Em Windows, com o cygwin, também se pode usar o rsync para fazer mais ou menos o mesmo. E em Linux, exactamente da mesma forma.
Mas no OS X, agora há o Time Machine. Isso sim é grande nível! Simples e intuitivo torna os backups uma coisa banal.
Com um hack que permite o Time Machine funcionar por rede, ou seja enviar os backups para uma NAS, torna-se uma coisa simplesmente fabulosa!
Irmão? Quando muito é freeloader maquilhado…e não do Linux, do BSD.
Caro marques, duas pessoas filhas do mesmo pai e da mesma mãe são irmãos. Se forem filhas de pai e não da mãe (e vice-versa) continuam a ser irmãos — um parentesco horizontal.
O Mac OS X não é um freeloader maquilhado do BSD: descende dele através do NEXTSTEP, como descende do Mach kernel.
Tal como o Linux e muitos outros sistemas operativos, o Mac OS X é um filho do Unix, do qual herda a maior parte do código genético.
A sua relação com o BSD é vertical. O BSD é uma derivação do Unix, ou um ramo. A relação do Linux é similar: descende do Unix. Logo, usar o termo irmãos parece-me apropriado. Já freeloader é a forma depreciativa como os fanáticos dos BSDs gostam de se referir ao mais triunfante dos sistemas que partilham o código genético comum.
O que vale é que o comando é pequenino e fácil de memorizar .
Nem de propósito, uma incursão do magnânime John Cleese na publicidade online e o mundo dos backups:
http://www.backuptrauma.com/
Em Windows uso há cerca de meia dúzia de anos o Cobian Backup:
http://www.educ.umu.se/~cobian/cobianbackup.htm
Está sempre em evolução (versão 9 na calha) e acho que dá para fazer quase tudo o que é moralmente exigível a um backup, mas eu tb sou um mocito de gostos simples.
Abraço
Viva,
No Windows, assim de repente lembro-me do ntbackup, um aplicativo Windows, tão simples, tão simples, tão simples que utilizar.
No novo MAC.OS, temos o Time Machine, que semelhante ao “Previous versions” do Windows me parece mais user-friendly. Mas não vou falar mais do Mac pois está fora do meu conhecimento.
Bem haja!
DD