As redes sociais e as suas vantagens
As redes sociais conheceram grande expansão e entram agora numa segunda fase, com tipos de utilização mais próximos dos comportamentos adultos.
Por outras palavras, o social networking já não é território exclusivo de geeks, adolescentes e adultos no engate, tem gente “normal” com rotinas típicas do dia a dia, agora transpostas e adaptadas à Internet, que potencia a comunicação de formas incríveis.
Em termos profissionais, uma boa rede de contactos cria valor e facilita a vida. As empresas tardam em reconhecer as capacidades ao sua dispôr na web, mas as pessoas que as formam, não. Entre as funcionalidades mais úteis estão:
- Divulgação do currículo. Num mundo de emprego em permanente mudança, com os laços entre empregador e empregado desfeitos pela sobrevalorização do dinheiro à custa do corpo social, uma pessoa consciente está sempre no mercado de trabalho.Quanto mais divulgação tiverem as suas competências, mais facilmente encontrará quem as valorize. Quando se tem um patrão que não nos dá o justo valor, mais pertinente se torna
- Pedido de referências pessoais. A cibercultura assenta nas relações pessoais horizontais, ou peering, quebrando a tradicional relação vertical. A sua opinião sobre os seus colegas é tida em conta. E a dos seus colegas por si também. Construa a sua reputação levando isso em consideração
- Oportunidades de emprego. À medida que mais gente e organizações integram as redes sociais aumentam também as relações de proximidade geográfica e consequentemente crescem as oportunidades de trabalho. Estar bem posicionado nas redes sociais representa uma vantagem sobre quem não está
- Encontro de velhos amigos e colegas. A interoperabilidade entre as diversas redes facilita a tarefa de estar em contacto com conhecidos anteriores. Noutros casos, poderá reencontrar ligações — e as ligações geram riqueza na web
- Receber propostas de negócios. Em função do seu currículo, da sua capacidade de relacionamento com os outros e da sua disponibilidade, torna-se mais fácil propor-lhe actividades. Que poderá incorporar no seu dia-a-dia na empresa ou — como fazem já milhões de pessoas — funcionar em regime de outsorcing
- Selecção de especialistas. Os serviços de social networking não têm apenas oferta, lembre-se disso. Também a procura de trabalho e de talento tem neles lugar de relevo. A prática de caça-talentos também se “democratizou” com a web, deixando de estar reservada às elites. Estar nelas significa poder ser escolhido
Existem diversas redes sociais. Fique a saber quais são as mais importantes do ponto de vista da cidadania, sem excluir os relacionamentos pessoais e amorosos, mas com a tónica nas relações objectivas.
- Facebook. O mais recente, está na moda. É uma autêntica febre nos EUA. Em Portugal ainda tem reduzida expressão
- Hi5. De longe o preferido dos portugueses. Tem um problema, que é também uma razão para ponderar o seu uso: não há adolescente português sem uma conta no Hi5. A proximidade com a realidade social das camadas abaixo dos 25 anos justifica conviver com tanto ruído.
- LinkedIn. É o mais útil para quem procure sobretudo as vantagens profissionais. Portugal está aqui bem representado — embora de forma desigual relativamente ao peso das diversas indústrias na economia nacional. O destaque vai naturalmente para os serviços. Estar no LinkedIn é o equivalente moderno de ter um cartão de visita
- Plaxo. Serviço bastante antigo (é da chamada web 1.0), soube converter-se e encontrar um lugar na oferta do género. A utilidade está na organização de contactos.
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Há também as redes sociais Portuguesas que ainda não têm tanta expressão como as aí referidas mas que podem ganhar o seu espaço.
Fiz no Ponto Sapo há uns dias um post sobre isso e mais vão seguir nos próximos tempos.
Sérgio, podem ganhar o seu espaço por causa da língua, certo, mas em termos de funcionalidades achas que conseguem competir com o top?
E segundo ponto, do que sei são todas iguais e apontadas ao mesmo target: adolescentes e balzaquianas à procura de engate. É tudo Hi5, portanto, e nada LinkedIn. Corrige-me se estou enganado.
Pelo que tenho visto há-as para todos os gostos. É verdade que é quase tudo Hi5 (ou Orkut, se expandirmos ao Brasil) mas também as há de outras formas. Eu próprio estou ainda um pouco verde nesse assunto. Tenho de o explorar melhor e depois exponho o que for encontrando.
Olá Paulo
Bom tema!
Das 4 networks que referiu conheço 3.
A Facebook de facto tem pouca expressão em Portugal, e talvez por isso ainda não me interessei por essa plataforma.
O Hi5 é mais uma network social de caracter lúdico e não tanto profissional. Do ponto de vista pessoal pode funcionar, mas quem pensa nessa plataforma para um ambito profissional, mais vale esquecer.
Quanto às restantes networks conheço-as já à alguns anos e sou um grande utilizador das mesmas.
O LinkedIn essencialmente permite a troca de cartões virtuais de contacto e exposição de cv´s. Além disso tem também a vertente de questions and asks que pode funcionar como uma base de informação interessante. Relativamente ao modulo de ofertas de emprego, as mesmas estão neste momento mais vocacionadas para países como os eua, reino unido, etc, no entanto é muito comum os membros enviarem oportunidades de emprego aos seus contactos para distribuirem pela sua rede de contactos.
Apesar de os Portugueses estarem muito bem representados no LinkedIn noto que ainda são demasiado “passivos”. É muito mais facil recebermos solicitações, mensagens e oportunidades de emprego do estrangeiro, do que de pessoas portuguesas, que apesar de estarem muito presentes ainda não adoptaram completamente a tecnologia à sua disposição, e ainda não tiram proveito de todo o seu potencial.
Quanto ao plaxo, de facto com a introdução da versão pulse aproximou-se muito mais de uma network social. continua a ter a versão agenda, contactos, tasks, tudo online, onde a grande vantagem é a actualização automatica das alterações que surgirem na nossa rede de contactos (alteração de telefones, empresa, morada, etc) e para tal apenas temos de aceitar as alterações dos nossos contactos.
Já quanto ao pulse do plaxo é uma tentativa de se aproximar do linkedin, já que permite o contacto com membros da comunidade, inscrição em grupos temáticos, partilha de informação pela rede de contactos.
No entanto considero que nesta reorientação a plaxo foi contra as politicas de privacidade que tinha definido (http://www.plaxo.com/privacy), já que quem se inscreve no pulse já não tem controlo absoluto de todas as suas informações.
Um exemplo: se no pulse uma pessoa tiver na sua rede 5 fornecedores e 5 clientes, eles terão todos acesso à rede da pessoa em questão, e podem contactar-se directamente sem qualquer “controlo” do user. Isto como é obvio pode comportar riscos consideráveis para qualquer negócio. Já no linkedin o membro gere sempre este tipo de situações.
A plaxo quis crescer depressa com o pulse, já que muitas pessoas sentiram-se aliciadas pelo facto de poderem aumentar rapidamente a sua rede de contacto, contudo isso foi à custa daquilo que eles mais defendiam: privacidade das informações e os controlo da informação por parte dos users.
Não admira portanto que já tenham começado a receber feed-back negativo por parte de quem anda atento a estas questões.
Curiosamente a reacção institucional também está a deixar algo a desejar. O problema da má gestão da comunicação não acontece apenas com as organizações portuguesas.
Cumprimentos
Bruno, eu não uso o Plaxo. Quando começo a receber mails a instigar a minha adesão vindos de pessoas que não conheço, ou de pessoas que me têm na lista de endereços do Outlook porque há um ou dois anos trocámos um mail mas não temos nenhum tipo de contacto, acho que há um abuso por parte do serviço. Porém, o Plaxo é muito usado nas empresas, daí figurar nestas escolhas.