Mário Valente deixa ITIJ

foto mario valenteO Mário Valente deixa o Instituto de Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ), onde trabalhou nos últimos anos. Já tinha feito o anúncio no blogue dele. Na nota de despedida hoje distribuída deixa bem clara a razão porque sai. O que eu saúdo.
Para que não haja rumores, “diz que diz que” ou mal entendidos, fica público que no passado dia 15 de Dezembro solicitei ao Sr. Secretario de Estado da Justiça a minha saída do cargo de presidente do Conselho Directivo do ITIJ, na altura que fosse considerada mais adequada“, esclarece.
Essa altura é agora, na sequência das remodelações em curso, pelo que deverei ser substituido durante o mês de Fevereiro. “Os motivos foram e são puramente pessoais, nomeadamente a necessidade de apresentar até Julho a minha tese de mestrado, não havendo quaisquer outras razões“.
Acho notável esta prestação do Mário. Que tem também a coragem de acrescentar que sai do Ministério da
Justiça e da Administração Pública “com enorme respeito pelos profissionais, politicos e funcionários públicos, com quem trabalhei e que hoje considero como amigos, assim como com respeito acrescido pelas instituições do Estado Português“.
Votos de um bom trabalho agora na tese, Mário.

  1. 1 Jam

    Bem, se este Instituto é que trata e gere a informatização do sistema judicial (e pelo site onde se mencionam as atribuições e competências, parece que sim), com o devido respeito, não sei se teria sido melhor que tivesse saído há algum tempo atrás. Pois, com a ressalva de tal decorrer de constrangimentos financeiros impostos de cima - que neste caso duvido - a “operabilidade” que é precisamente uma das suas atribuições esteve muitas vezes em causa. Semanas a fio, por vezes, em alguns tribunais - plenamente informatizados - só não estiveram completamente inoperáveis, literalmente parados, pela sanidade de algumas pessoas que resolveram não deixar de passar os processos para o rico papelzinho. Se desde logo não se percebe como não existiam sistema de backup ou secundários - imagine-se um hospital onde é cortada a energia e é necessário um gerador a gasóleo; no caso dos tribunais só não há alarido porque não morrem bebés à frente de centros de saúde - também não se percebe o porque das “semanas a fio”, pois os problemas, nem de perto nem de longe, foram/vão sendo resolvidos atempadamente; ao que ainda acresce a reparação parcial, que deixou os sistemas com funcionalidade limitada.

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