Índice do arquivo da secção 'histórias'
Leu o comentário e ficou levemente irritado. O seu blogue atraía leitores cada vez mais iletrados — pensou. Com frequência crescente, perguntavam-lhe as coisas mais óbvias nos comentários. Coisas como a morada da instituição xis ou do projecto ípsilon!
Era mais um.
Resignado, foi ao Google e googlou o nome da instituição que a estudante do secundário [...]
Microcontos: porque falharam o Expresso e o Público online
3 respostas publicado 18 Janeiro 2008 em histórias.Diz o defensor dos direitos de propriedade intelectual:
- Sou um gajo rico, só eu tenho o direito de usar/beneficiar/vender este pedaço de terra!
Responde o gajo mais esperto:
- Hum, e se abrires o terreno e os outros te construirem uma casa? Não ficavas mais rico?
Bandalarga.org: ainda mexe um dos meus primeiros projectos 2.0
10 respostas publicado 11 Dezembro 2007 em histórias.O termo 2.0 ainda não era usado quando, em Abril de 2002, lancei o bandalarga.org. Na altura despontava a banda larga em Portugal e com elas os primeiros blogues.
Eu produzia para a Netcabo um relatório sobre o webasfond — basicamente, fazer o levantamento de quanto mal era escrito, e que mal, de cada um dos [...]
Comeram juntos tanto camarão que passaram a viver mariscalmente.
Momentos únicos. Leitura? Escrita? Comer uma sandes? Olhar a fotografia da paixão? O que estaria a fazer este marinheiro num intervalo do trabalho, neste dia 10 de Junho?
Vai no quarto capítulo, o folhetim Vanitas - 51, Avenue d’Iéna, a obra de Almeida Faria cuja publicação diária no Folhetins e novelas Certamente! e Miniscente estão a acompanhar.
O excerto de hoje:
«Mas dos horrores que sofremos não costumo falar, nem alimento ressentimentos. Fui cidadão do mundo, sem me sentir mais ligado a Scutari, Istambul, [...]
Saiu hoje no folhetins e novelas o segundo capítulo de Vanitas - 51, Avenue d’Iéna, a obra de Almeida Faria cuja publicação diária Certamente! e Miniscente estão a acompanhar.
Um excerto:
«Por exemplo? Olhe, A Leitura do Fantin-Latour, uma daquelas telas que conheço de cor. Está agora em Lisboa, há uns anos contudo o [...]
Um novo projecto editorial foi lançado hoje: folhetins e novelas, de que sou co-autor com Luís Carmelo, vai divulgar obras no formato folhetim, divididas por capítulos.
O primeiro autor é Almeida Faria. Vanitas - 51, Avenue d’Iéna vai ser divulgado no ritmo diário ao longo das próximas semanas. O primeiro capítulo acaba de ver a luz [...]
Na televisão Nuno Gomes falhava nova oportunidade enquanto ela, alheia e inconsciente, lia alto o título do e-mail acabado de receber:
- Uma festa de DJs em Cascais? Mas porque é que me mandam estas coisas, se eu nunca lá fui e só gosto de Opera?
Bem disposto, ele respondeu muito a propositadamente sugerindo uma troca de [...]
- Olá!, já não te via há que anos! Quer dizer, ao vivo, pois vi-te na televisão nas últimas eleições, andavas na campanha do partido.
- É verdade! Há que anos! Ainda estás no mesmo sítio? - retorquiu o camarada de quantas batalhas.
- Trabalho no mesmo ramo mas noutra dependência, digamos assim. Mas tu, pensava que [...]
Não era católica. Religiosa tão pouco. Não tinha especial propensão para o divino. E no entanto, todas as noites acendia uma vela junto de uma estatueta. Um ritual. Algo entre ela e o destino.
Descobriu que a sua vida sexual mudara de regime: passara do time sharing para a propriedade horizontal.
Fazia Gala nela. Era o Salvador Daqui.
- Agora precisamos de ter um tempo sem hora marcada - disse um. Ao que o outro concordantemente aderiu de imediato.
- Estamos ainda a dar o primeiro beijo; interrompemos apenas para os necessários intervalos logísticos - disse. O outro abanou a cabeça em feliz sinal de concordância.
A paixão é uma estação do amor, como o Verão é uma estação do ano.
Citação para morada certa: «São noites maravilhosas as nossas, amor. Adoro quando, findo o código, me vou enroscar em ti e tu acordas e conversamos e rimos e acordamos a casa às gargalhadas às 3 da manhã. Mas são ainda melhores as esplendorosas manhãs em que os teus olhos se afundam nos meus e, juntos, [...]
amar é domesticar a paixão.
O amor é a paixão domesticada.
Contemplou-a enquanto ela dormitava, depois do almoço a dois. Resplandecia de felicidade, mesmo no sono leve, cabelos espraiados pela almofada num contraste de preto-e-branco. Voltou ao desktop para os afazeres da tarde. Inadiáveis afazeres — ou dormiria também a sesta! Sorriu-se com os botões do rato: estava em perspectiva um fim de semana começado mais [...]


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