Índice do arquivo da secção 'Um jantar em Nova Iorque'
O triângulo Microsoft-Yahoo!-Google ou a questão das consolidações
0 respostas publicado 11 Fevereiro 2008 em Um jantar em Nova Iorque.A proposta de aquisição da Yahoo! pela Microsoft foi já amplamente noticiada, bem como o seu motivo principal aparente: enfrentar a Google. Mas este triângulo tem mais que se lhe diga.
Para começar, a proposta de aquisição tem todos os contornos de uma operação exclusivamente financeira e não apresenta um único sinal de que a empresa [...]
A economia do Second Life e o uso leviano do termo “virtual”
5 respostas publicado 18 Janeiro 2008 em Um jantar em Nova Iorque.Sempre achei que usávamos mal o termo “virtual” aplicado a tantas situações da Internet. Os jogos e, com eles, os novos ciberambientes (à falta de melhor) são virtuais no sentido etéreo e por oposição a analógicos, mas são reais porque têm impacto real na vida das pessoas. Ou nas vidas, se quisermos: na vida íntima, [...]
Do LSD ao BCP: uma verdade (segundo João Miranda) e outra
6 respostas publicado 28 Dezembro 2007 em Economia, Um jantar em Nova Iorque.“Tiago Barbosa Ribeiro está convencido que Carlos Santos Ferreira e Armando Vara foram escolhidos pelo mercado“, diz (*) João Miranda, que por sua vez se manifesta convencido da impossibilidade do mercado escolher (um facto absolutamente extraordinário, quiçá irrepetível): “mas isso só seria possível se existisse liberdade no sector bancário português. A verdade” — sustenhamos a [...]
Liberalismo económico: uma utopia
2 respostas publicado 24 Dezembro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Há instantes invulgares.
Estava a verificar os resultados de um novo sistema de estatísticas que possa usar na TubarãoEsquilo e reparo que uma das pesquisas em que Certamente! aparece nos primeiros 10 resultados do Google é por liberalismo económico. No momento em que escrevo tenho a sétima posição com este texto: Para a crítica do liberalismo [...]
A Google, Inc está a especializar-se em hype. Nada de extraordinário, nem sequer novidade propriamente: é o percurso normal nos inovadores que chegam ao mercado de capitais. Nem mesmo Page e Brin, com todo os imensos cuidados de que rodearam a sua histórica IPO no sentido de protegerem o seu negócio dos interesses divergentes dos [...]
Gosto disto. A luta de classes continua (e há gente para o relembrar)
0 respostas publicado 30 Novembro 2007 em Um jantar em Nova Iorque, política.“É através da luta pelos seus interesses imediatos e objectivos parciais que os explorados se unirão e organizarão para lutas superiores. Exige-se-nos um trabalho paciente, que não se compadece com radicalismos verbais. Porém, ao empenharmo-nos nessas lutas diárias, por reivindicações muitas vezes modestas, não perdemos de vista que a sua utilidade é incutir gradualmente nos [...]
James Surowiecki (fim): o poder é um aspecto de tremenda importância dentro das organizações
2 respostas publicado 19 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Concluo hoje a publicação da entrevista com que assinalei o lançamento em Portugal de A sabedoria das multidões, dividida aqui em seis posts. A última questão: mostrou-se menos surpreendido pela resistência ao conceito de que as multidões podem ser sábias. Mas há um foco de resistência: os que são afectados pelas mudanças económicas que a [...]
James Surowiecki (5): impacto das multidões nas indústrias ainda não foi sentido por completo
fechado publicado 18 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Continuação da entrevista ao autor de A sabedoria das multidões. A penúltima questão: o peer-to-peer e o conteúdo produzido pelo utilizador têm tido um impacto profundo em várias indústrias, da informação ao conhecimento passando pelo entretenimento. Na sua opinião, em que indústrias e nichos terão maior impacto as demais maifestações da sabedoria das multidões? E [...]
James Surowiecki (4): vai ser mais difícil aos líderes conquistarem a confiança das pessoas
5 respostas publicado 17 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Mais um capítulo a entrevista ao autor de A sabedoria das multidões, James Surowiecki. A quarta questão: ter alguém a quem deitar as culpas, como escreveu no prefácio de uma segunda edição, parece ser a única razão que resta para o voto. Mas votamos nas pessoas em quem confiamos. Como podemos gerir confiança e sabedoria? [...]
James Surowiecki (3): os custos da hierarquia são muito elevados
3 respostas publicado 16 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Mais uma pergunta, a terceira, ao autor de A sabedoria das multidões, James Surowiecki.
É recebido a diferentes ritmos através dos países. Políticos e economistas da Europa estão milhas atrás dos pares americanos, no que tem a ver com a rede social. Tem uma palavra para eles? A adopção de mecanismos que permitam aproveitar este tipo [...]
James Surowiecki (2): é fascinante ver como o livro é debatido nos blogs
2 respostas publicado 15 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Continuação da entrevista ao autor de A sabedoria das multidões, James Surowiecki. A segunda pergunta: falando de retorno: para o James é mais importante a reacção das multidões, via blogues e web, ou das organizações – meio universitário, políticos, jornalistas…?
James Surowiecki: Não tenho a certeza de poder hierarquizar – ambos me interessam. Tem sido gratificante [...]
Sabedoria das multidões: seis perguntas a James Surowiecki
5 respostas publicado 12 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Há um mês publiquei no Expresso o lançamento de Sabedoria das multidões — a versão portuguesa de Wisdom of crowds, o livro de James Surowiecki , colunista da New Yorker (entre outras publicações).
Naturalmente, no papel não pude reproduzir todo o diálogo que mantive com o autor. Guardei o assunto para uma melhor oportunidade, [...]
Efeitos-Menezes: eu já estou divertidíssimo
1 resposta publicado 1 Outubro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Marcelo Rebelo de Sousa disse umas coisas engraçadas e eu já estou divertidíssimo. Luís Filipe Menezes conseguiu — com a hábil mãozinha de Ângelo Correia e um sopro ou dois de Santana Lopes — o que poucos esperariam ser possível: voltar os “barões” do PSD uns contra os outros, numa sessão de estalo difícil de [...]
A crise do PSD: entre Marques Mendes e Luis Filipe Menezes venho eu e escolho
2 respostas publicado 25 Setembro 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Tenho assistido de longe, entre o divertido, o estarrecido e o perplexo, à sucessão de falta de acontecimentos políticos que é conhecida genericamente por a crise do PSD. Raramente a palavra crise foi tão bem empregue: o que vai no PSD é um verdadeiro desnorte total, como se tem comprovado repetidamente desde as eleições intercalares [...]
Há 40 anos as estradas para o Algarve eram três. Uma chegada ao Atlântico, que era tomada depois de Grândola pelos veraneantes que demandavam Lagos e Portimão; outra chegada à raia, pobre, escaldante e deserta, tomada pelos ciclistas e por algum caixeiro-viajante vindo do Centro por dentro, no circuito Castelo Branco, Portalegre, Évora, Faro (Beiras, [...]
Crise no PSD e CDS: purga ou refundação, o dilema da direita
fechado publicado 27 Julho 2007 em Um jantar em Nova Iorque.É desconcertante verificar a forma como alguns intelectuais, entre eles Vasco Pulido Valente, se têm ultimamente referido à crise política que, consta, tem origem nos partidos e no facto destes serem — com excepção do PCP — inconsistentes, sem relação com as bases.
O facto de se tratar de gente ligada à História torna o caso [...]
Uma palavrinha sobre gestão dos direitos digitais (DRM)
7 respostas publicado 2 Julho 2007 em Um jantar em Nova Iorque, compre um cérebro!.A gestão dos direitos digitais (digital rights management) “têm funções instrumentais em relação à gestão, aos modelos de mercado e aos conceitos de propriedade e de uso de bens digitais“, pelo que “não há que tomar uma posição” de carácter geral sobre os seus riscos ou sobre a sua bondade, excepto nos casos em que [...]
Se a ideia é apressar a queda, então o timing não podia ser melhor
3 respostas publicado 29 Junho 2007 em Um jantar em Nova Iorque.Quase todos os governos passam um período inicial de popularidade, atingem um pico e a partir daí entram em queda livre nas sondagens e na inclinação da população. Atirar o pico para o segundo ano do mandato é um dos primeiros objectivos de qualquer governante. Adiar o mais possível o momento em que deixa de [...]
Ontem as televisões, com destaque para a SIC Notícias, tentaram que Marques Mendes tirasse partido da apresentação, pela CIP, de um dossiê que aponta Alcochete como uma alternativa melhor que a Ota para construção do novo aeroporto. O PSD usou a expressão óbvia neste caso, tão previsível que não esconde um bocejo: o governo [...]
Eleições na CML: a mistificação em curso
fechado publicado 24 Maio 2007 em Geral, Um jantar em Nova Iorque.O anúncio da candidatura de Helena Roseta às eleições da CML foi uma esperança de pouca dura para os analistas de direita: Carmona vai a jogo num movimento simétrico que anula qualquer efeito que pudesse vir de duas candidaturas “fraticidas”. Para adensar o cenário, António Costa anunciou uma equipa à prova de cataclismo, o que [...]


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