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O Público, os trackbacks e as erecções da blogosfera

Mão amiga fez-me chegar o link desta nota de Bruno S. Martins no Avatares de um desejo em que se fala do Público, os trackbacks e das egorecções da blogosfera.
Estive tão indignado com a falta de leitura da edição completa do Público como qualquer outra pessoa — mas alto e pára o baile no resto.
O sistema de trackback é uma coisa útil ao jornal — e não me parece que a intenção seja, de todo em todo, “cativar” a blogosfera. A umbigosfera pode querer (ei! EU quero!) que lhe passem a mão pelo pêlo, mas o jornal não o está a fazer: está simplesmente a querer disponibilizar uma ferramenta que faz parte, há anos, do arsenal de utilitários para seguir conversas e fazer o tracking de reacções a notícias através da web, blogues ou não.
Os links não são um sistema de prémios ou de reconhecimento — são a seiva do hipertexto e o aperfeiçoamento da leitura do hipertexto passa, naturalmente, por mecanismos de apreender a dimensão das citações.
Os autores encarcerados nos sistemas editoriais de segunda categoria não podem exigir que toda a gente fique parada ao nível deles — sejam os outros bloggers, sejam os jornais (e não me macem, por favor, com considerações sobre as “divisões” e sobre os sistemas que este não é o local indicado, cada um usa o que quer e pode e ninguém é obrigado a nada, mas também não obriga, apenas isto.)
Sobre passar a mão pelo pêlo, com ou sem erecções, fiquem os blogocarentes calmos pois não perdem pela demora, não faltarão adulamentos — alguns sim, a puxar ao torrão de açúcar — dos mainstream media nas próximas semanas. Já vejo alguns a babarem-se.

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