Um contributo para a qualidade do debate público político na blogosfera
Desenterrei — é o termo — mais um inesquecível contributo para a qualidade do debate público político na blogosfera.
Não há dúvida: os portugueses gostam imenso da política interessam-se genuinamente por ela, em especial nas regiões, onde o escrutínio sobre as acções dos autarcas é menor por parte dos media, mas é para isso que lá estão os blogues. Como esta eloquente tirada comprova, trata-se de um debate essencial, que muita falta nos faz à democracia, e quem disser o contrário é um perigoso censor, (escolha a opção) fascista/comunista, que devia ser abatido imediatamente a sangue frio:

Um must, sem sombra de dúvida. Para quando uma Torre do Tombo digital que albergue estes documentos de grande riqueza histórica?
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15 opiniões no artigo “Um contributo para a qualidade do debate público político na blogosfera”
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Isto é lindo. Infelizmente não é exclusivo das jotas.
Os comentários nos sites dos jornais (o Correio da Manhã é o meu favorito), facilmente provocam reacções que vão da vontade de rir à vontade de chorar.
Se eu tivesse um euro por cada vez que já me chamaram nomes por apagar comentários….
das jotas? eh, eu nem reparei nisso
sim, esta elevação encontra-se com grande frequência nas caixas de comentários de alguns jornais. Uns são menos propensos que outros, naturalmente.
Contudo, os jornais parecem gostar. Raciocinam assim: cada comentário é pelo menos um pageview. Quanto mais, melhor.
O pão nosso de cada dia. Quando quiseres desenterrar mais, diz. Tenho uma boa pá!
Paulo, não sei como perde tempo a ler blogues tão fraquinhos…
Caro Sá Peliteiro: não perco.
João, eu sei: são mais que os outros. É o preço que pagamos. De bom grado! Mas podemos fazer um bocado de humor; a vida já é tão árida…
Tão fraquinhos e, em especial, das regiões…
Ainda se fossem da capital, onde os comentários são sempre muito elevados…
Caro Sá Peliteiro, se não é capaz de aguentar uma ironia — olhe, penso que posso conformar-me com isso, não irei cortar os pulsos por não ter sido compreendido por um leitor meu (bem, pelo menos não hoje, que ainda tenho muito que fazer).
Bom fim de semana para si também.
Claro que aguento uma ironia, Paulo Querido. Não se abespinhe.
Olhe, quer vir beber uns copos? Vamos à inauguração de Verão d’O Castelo em Vila do Conde? Pago eu! É na província mas é bem frequentado.
Copos, passo. Nada a ver com a província — já dei várias voltas copofónicas a Portugal e bebi em sítios inacreditáveis. Calculo que em termos de província, farei parte do grupo dos 50.000 portugueses que mais e melhor a conhecem.
Já bebi o que tinha a beber. É como o Sol. Um gajo nasce com uma quota e depois de preenchida é melhor evitar. Eu, Sol, copos e noite, digamos que até passei da quota
Hum… Já devo ter estado em 20 ou 30 bares/discos & similares chamados “O Castelo” de. Nao contei, mas devemos ter uma média superior a 1 tasco com esse nome por distrito. É como os cafés centrais. Talvez menos, ok.
Mas este é um castelo a sério, ou fortaleza, vá.
Bom, sendo assim, vamos nós.
Um abraço
Não atinjo bem a ironia do texto, os seus contornos. Mas: a) toca num ponto que acho bem importante (em tempos blogs como o Memória Virtual, Adufe e Abrupto referiram-no): a necessidade de fazer um arquivo do bloguismo, coisa que qualquer tipo com um mínimo de sensibilidade historiográfica entende. Como é evidente o blogo-opinativo que discorre sobre tudo a isto não liga; b) contrariamente ao que o tom do post indicia um arquivo do digital (Torre do Tombo.com) interessar-se-á tanto pela tralha aqui citada como pelas magnas prosas (ou rimas). O material historiográfico não é para seleccionar a priori; e, honestamente, o tom e o som do homo politicus para ser vir a ser abordado tem que ter as diferentes matizes. Será isso que nos dará, no futuro, a hipótese de um olhar histórico
Finalmente: trabalhei nos h+a quase vinte anos na Torre do Tombo, e desde então não sei qual o enquadramento institucional do local. Mas é sintomático que os “Arquivos Nacionais” e o Ministério da Cultura (que presumo ainda ser a casa tutelar) nunca tenham (ao que presumo) abordado publicamente a questão de como recolher esta enorme massa documental ilustradora (e produtora) do início de XXI: ou será que as futuras hemerotecas chegarão?
Não lhe encomendo nada PQ, mas não será esse um tópico bem mais analítico-crítico do que gozar uns aparentes grunhos?
na ligeireza do teclar o comentario acima fica estreito: recolher e arquivar a produção da palavra pública não serve apenas para no futuro traçar a imagem da mentalidade e acção pólítica de agora, mas sim algo bem mais abrangente.
Muito apressado: jpt, esse é um tópico sério e a encomenda está registada. O tom aqui era jocoso mas não pretendia estovar a acção de ninguém — apenas, usando a sua deliciosa expressão, gozar uns aparentes grunhos. Em tempos debati com o autor de um dos blogues que cita e estávamos de acordo quanto à importância de preservar registos destes tempos digitais, a tal torre do tombo digital. Era naif, claro que sim. assumo, mas há uma sequência nisso, 5 anos depois. É dessa sequência que aqui tentarei publicar algo, um dia destes.
Agora, tinoni que tenho pressa.