A última vítima dos promotores do “mail marketing”
Carta aberta à última vítima dos promotores do “mail marketing”, aparentemente Maria Gomes (camixa@gmail.com), contacto administrativo, técnico e comercial do domínio onde se publica, para impressão e posterior envio por CTT, o formulário de “aquisição”.
Caro senhor GUIA NACIONAL DE SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA, a sua mensagem comercial não solicitada — spam — caiu-me extraordinariamente mal. Estar dentro da “legalidade” não é o único cuidado que uma empresa deve tomar na hora de fazer marketing viral. Comprar uma base de dados de endereços de e-mail por 40 euro poderá ter-lhe parecido uma pechincha. Quem lha vendeu, bem como o serviço de envio, números de ROI e demais gráficos powerpoint com que na web se engodam os novatos, fez um bom negócio, sem sombra de dúvida, mas PARA ELE, que vende ar.
Esqueceu-se de lhe referir os custos indirectos deste tipo de acção. Custos como a irritação de parte dos destinatários das acções. Falaram-lhe, estou certo, de taxas de retorno de 7% — mas omitiram que a taxa dos profundamente desagradados é muito superior e tiveram muito cuidado em não mencionar que alguns deles poderiam mesmo tornar pública a sua indignação em termos nada abonatórios para uma empresa com dignidade.
Uma coisa é vender falso Viagra, percentagens miríficas em fortunas nigerianas, a ponte de Brooklin e cópias milimétricas de relógios Cartier feitas pelos mais pobres artesões que a globalização consegue encontrar.
Outra bem diferente é vender um “Guia nacional de serviços de utilidade pública” — ou pelo menos é o que a mim me parece. Talvez a si não lhe pareça, e se assim for, as minhas desculpas por me ter enganado — e aqui fica a publicidade a um artigo desse mais alto nível.
Sem mais.
PS: seja como for, não só não ganhou um cliente, como ganhou um céptico irritadíssimo por ver como é tratado sem nenhum tipo de consideração por empresas que, a coberto da ignorância, promovem más práticas de relacionamento com os clientes.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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abraço
Também recebi uma carta com a mesma finalidade, ao que parece estas pessoas não percebem que este tipo de marketing não leva a lado nenhum e é ILEGAL! O uso não solicidado de correio tanto electrónico como por carta é ilegal, seja para aquilo que for. Se for informação é uma coisa, mas isso é publicidade.
Além do mais essa “dita empresa” vende vários produtos do género, que não servem de coisa nenhuma, como GUIA ADSE, GUIA PRESTIGE, GUIA … enfim essa empresa só existe devido a publicidade que as empresas compram para ter nos seus guias, e guias esses que eles disponibilizam “gratuitamente” (pois já cobraram dinheiro por eles mas sem sucesso algum) a toda a gente, mas esses guias ridículos vão directamente para o lixo e as únicas pessoas a adquirir os livros são as empresas que gastaram publicidade nesses mesmos livros. É lamentável este tipo de marketing que lesa gravemente as empresas com publicidade enganosa.
Mais acrescento que todas as informações existentes nesses guias podem ser facilmente encontradas no site http://www.pai.pt (páginas amarelas) que muita boa gente se esquece que existe e VENDE a sua empresa em espaços de publicidade em sites como esse.
Mais informações sobre esta empresa em (após uma pesquisa na net)
Morada:
Rua Emídio Pinto, nº 57 4º Esq.
4400/670 Vila Nova de Gaia
Telefone: 223 798 289 | 220500318
Fax: 223 796 066
Emails:
gnsup@gnsup.com
geral@gnsup.com
Sites de relacionados:
www . agendasprestige. com
www . adse-guiadobeneficiario. pt
[...] Um dos muitos exemplos de publicidade não solicitada de um cidadão português pode ser encontrado neste site http://pauloquerido.net/economia/a-ultima-vitima-dos-promotores-do-mail-marketing/#comment-858 [...]
Trabalho numa empresa onde recebemos bastantes emails de empresas deste género a procurar construír guias como estes, não vejo qual o interesse em fabricar livros ou guias deste género que não despertam qualquer interesse ao público. As páginas amarelas já existem à bastante tempo para ajudar neste campo.
Além do mais depois de vermos as propostas que eles oferecem para os serviços de publicidade para um guia que à partida é gratuito para os utentes recusamos de imediato qualquer publicidade da nossa parte. Estes tipos só sobrevivem da publicidade e nada mais. O Guia é um embuste para receberem lucros.