Energia nuclear é passado, futuro passa por economizar
Sinteticamente, a mensagem do ex-ministro alemão e conhecido “verde”, Jürgen Trittin, é: a energia nuclear é passado, o futuro passa por economizar. Eu, que tenho hoje uma abertura maior ao nuclear e não me oporia à construção de centrais em Portugal, penso porém que Jürgen Trittin marcou um ponto na sua entrevista ao El País.
Cheguei à entrevista, “El nuclear es un debate del pasado, no del futuro”, através de Pedro Dória, que tem um post curto e grosso sobre o assunto. De onde destaco (negrito meu):
“O caminho, ele argumenta, não é este. Os que os europeus precisam fazer é enfrentar o fato de que importam 75% de sua energia. Precisam, portanto, economizá-la. Sai mais barato, coisa aconselhável em tempos de crise, e é melhor para o ambiente. É sua receita, aliás, para o mundo todo. Na Alemanha, a regulamentação para as construção de casas é rigorosa. Devem ter, por exemplo, isolamento térmico, que economiza na refrigeração ou no aquecimento do ambiente. É uma obra que se paga na conta de luz. O carro, evidentemente, deve ficar em casa de vez em quando“.
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Segundo um artigo da Visão da semana passada parece que por cá vai passar a haver um certificado de eficiência energética para as habitações. Com o mesmo tipo de classificação dos electrodomésticos, de A a G.
http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Economia/Pages/Casaseficientes.aspx
Ainda a propósito do texto do Pedro Dória, há um comentário (é o #7) muito interessante sobre um sistema de rentabilização de energia numa fazenda.
Pessoalmente continuo a ter medo do nuclear.Acho sim que, com a alocação de recursos à investigação a sério de alternativas, dentro de pouco tempo surgirão métodos eficientes para substituir os combustíveis fósseis.
Outra opinião interessante está no blogue do David Byrne e diz que este choque petrolífero foi das melhores coisas que nos podia ter acontecido.
http://journal.davidbyrne.com/2008/06/06102008-ever-1.html
eh, adorei o artigo do David Byrne. Ele é um bocado um optimista incorrigível — mas ainda bem.
“In fact, after some very nasty times we could — if we don’t let our anger and pain get the better of us — emerge with a better quality of life than what we have now.”
Eu gosto muito da ideia. E no meio de tanta opinião tipo “raios e coriscos” sabe bem ler algo positivo. Deve ser da idade, estou a ficar um sentimentalão!