O fim da economia do petróleo

Os autores de livros “pessimistas” sobre o fim da economia do petróleo, apedrejados pelos liberais e outros centuriões dos abastados deste sistema, estão nesta altura a rir-se amargamente. Nem o mais pessimista dos pessimistas acertou na data e no timing. Começou ainda antes de terminar a primeira década do século XXI.
Mas todos eles previram o que já alguns visionários, entre cientistas e autores de fc, sabiam desde os anos 60, e algumas aventesmas lunáticas tinham gritado em barricadas ao longo dos 70/80. Que o fim do petróleo ia ser muito, mas mesmo muito mau social e politicamente. Que a economia do petróleo terminaria muito antes do próprio petróleo começar a escassear. Que “devíamos” procurar alternativas energéticas.
Foram apedrejados pelos pais e tios dos actuais defensores do status quo financeiro, adeptos do canhão para manter as massas à distância.
É claro como a água que a sociedade hoje estaria maioritariamente melhor, e mais preparada para o fim da economia do petróleo, se tem começado nessa altura. É igualmente claro como a água que as minorias a quem não interessava então gastar os lucros, nem desviar os negócios, combateram com sucesso todos e cada um dos doidos da aldeia que gritaram lobo.
Apocalíptico, eu? Bem longe disso. A situação só vai piorar.

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