Patrões de imprensa desorientados
Os patrões de Imprensa andam desorientados. Procuram medidas, mas algumas delas são tão obviamente erradas que se tornam inexplicáveis. O que leva pessoas bem informadas, que se espera escutarem consultores pagos a peso de ouro, a levantar uma acção contra quem lhes vai dando o tráfego que ainda lhes resta num novo paradigma económico a que resistem?
A mim a coisa parece-me uma capitulação. Pelo pior dos lados: a esmola. Do meu local de observação a fotografia não é grande coisa: vejo patrões de imprensa a estenderem a mão à Google, Inc, pedinchando uma migalha da receita de publicidade tendo em conta que os conteúdos “são” deles. É bem provável que a Google dê a esmola — eu pelo menos fá-lo-ia. Pois enquanto o pobre se remedeia e lamuria pelas escadas da igreja, o rico faz um vistaço na aldeia e reforça a sua posição — e fica mais rico.
É uma opção de negócio como outra qualquer e não a discuto — digamos apenas que sou muito céptico quanto aos resultados.
Mas psso estar enganado na análise. Talvez a Associação Portuguesa de Imprensa me queira explicar? Vamos aguardar pela resposta…
Entretanto, deixo à APImprensa, e aos seus mais de 400 associados, duas dicas — extensíveis aos colegas espanhóis da Associação de Editores de Diários Espanhóis (AEDE):
- Consultem as estatísticas de acesso dos vossos sites, há parceiros que valem a pena e outros que deviam ser ponderados
- Vejam neste exemplo (de que meto abaixo uma imagem) quem são os verdadeiros predadores dos vossos ricos conteúdos. Vejam bem quem mete anúncios por cima dos vossos conteúdos (e se alguém tiver uma palavra melhor que roubo para descrever isto, faça favor, a caixa de comentários é vossa)

Acções
Guardar/partilhar:
del.icio.us
DoMelhor
EuCurti
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
newsletter semanal
Debate
5 opiniões no artigo “Patrões de imprensa desorientados”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- Análise das capas dos jornais nos jogos Olímpicos em 6 de Setembro de 2008
- Da narrativa televisiva e do seu efeito marcante sobre o jornalismo em 4 de Setembro de 2008
- Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, XXXXX em 3 de Setembro de 2008
- A notícia da morte de Steve Jobs e os obituários no jornalismo em 3 de Setembro de 2008
- Quem com ferros mata em 2 de Setembro de 2008
- Porquenotecallas.com doado à Caritas em 2 de Setembro de 2008
- O anonimato, a vaidade e a fraca qualidade nos comentários: uma ligação em 1 de Setembro de 2008
- Blogging profissional em Portugal em 1 de Setembro de 2008
- O Alvim desligou-se. Nota-se em 1 de Setembro de 2008
- Recordando os UB 40 em 31 de Agosto de 2008






Siga o feed RSS

Um belo exemplo de “rigor jornalístico”, sem dúvida.
Não subindo o sapateiro que sou além da chinela que me compete detectei, em dois minutos, uns cinco erros de português: acentuação, ortografia, organização de frase…
Bem podiam fazer uso de uma das notícias que “fornecem” - ROUBADA ao SapoTek - sobre enciclopédias portuguesas em DVD, e adquirir um corrector linguístico decente…
É mais uma prova de que a Internet está cheia de parasitas que mais não fazem que piratear o trabalho alheio, muitas vezes diminuindo-lhe a qualidade inicial.
O comentário acima refere-se ao “belo exemplo” - a vários níveis - citado no final do texto.
Não querendo meter a foice em seara alheia, e porque acho que o Paulo Querido não precisa de escudeiros para lutar contra moínhos de vento, estes ataques ad hominem tiram qualquer espécie de credibilidade aos seus autores.
Como terapia, recomenda-se a estes a leitura atenta do recente artigo de Paul Graham, “How to disagree”:
http://www.paulgraham.com/disagree.html
As melhoras.
Deixo aqui o comentário que deixei no Público (é raro ver algum publicado):
“Se não fosse o Google e outros motores de pesquisa eu já não lia jornais há muito tempo, porque há muito que desisti de os ler. Apenas quando acho, pela síntese, que o assunto pode interessar, lá deixo o hipertexto arrastar-me para aquelas páginas tão monótonas e previsíveis.
Algumas vezes até, se por um acaso extrordinário a notícia é importante, pois vou comprar o jornal, ora! É dia de festa.
Não conto como estatística? Pois devia contar.
Antes de se meterem em avarias, convinha analisarem seriamente o número de visitantes que ganharam com os motores de busca e estudarem uma maneira de aproveitar a onda. Existem com certeza outras maneiras de ganharem uns tostõezitos para além das já tão estafadas acções judiciais, antes de irem pelo cano.
Por mim ajudo a puxar o autocolismo. O papel só tem servido mesmo para os serviços da cachorra, eu leio as notícias online.”
E já agora mais uma sugestãozita.
Que acompanhem os avanços que não são assim tão dificeis de seguir e disponibilizem uma *!&%$#!* duma maneira dos comentadores saberem se o comentário “entrou”.
Não estou de acordo com a palavra “roubo”, nem de perto nem de longe. O serviço que esse tipo de sites fornece, apenas serve para alastrar o conhecimento das fontes e não rouba-las.
Não vejo nenhum tipo de tentativa de ocultar a fonte nem muito menos de prejudicar o site relacionado com a noticias.
Pessoalmente utilizo vários sites com este tipo de “serviço”, tipo googlenews e não vejo qual é o problema disso, ainda por cima, vindo de alguém que gosta de partilhar informação. Como referiste e bem, o google faz igual ao site em questão mas com “respeito”.. também era melhor existir adsenses na página do google.