Certamente!

edição semanal

Todas as sextas, o melhor da semana. Escolhido com o auxílio dos leitores.


iSheep perfeito perfeito perfeito

Seg 14, 11:58 A quantidade de disparates recolhidos e publicados pela Imprensa acerca do iPhone é notável. O iPhone é descrito, inclusivé por jornalistas, como "o último grito em tecnologia", naturalmente sem se explicar para quem é o último grito ou qual a tecnologia. Para todos os que são capazes de ouvir esse "último grito", uma recomendação: não leiam este post de Pedro Cavaco sobre o que o iPhone não tem.

O preço, mesmo quando considerado "caro", é prontamente justificado com recurso à paleta de desculpas fornecida aos iSheep ao longo dos últimos meses pelo marketing da Apple.
Exemplos:
Definindo-se como uma pessoa com uma "perspectiva utilitária" em relação a este tipo de aparelhos, fulano reconhece que os 599 euros que pagou pelo telemóvel não corresponderam a um preço "barato". Mas considera que fez um "bom negócio", tendo em conta as funcionalidades do iPhone.
A que funcionalidades se estaria a referir? Ele saberá? Claro que fez um bom negócio -- depois de gastar 599 euro por um telemóvel, quem é que ia dizer a um repórter que tinha feito um mau negócio??
"Tem uma boa relação entre qualidade e preço", afirmou outro entrevistado, embora considere que "é pena que as operadoras não tenham optado por preços mais baratos".
É. É pena. Transporta-se a culpa da Apple para "as operadoras" e resolve-se o conflito interior e as dúvidas sobre a compra. Mas o melhor está para vir:
"Fiz as contas e constatei que se optasse por um dos planos de fidelização anunciados pelas operadoras, em que se entra com 120 e tal euros e paga-se uma determinada quantia durante dois anos, no final o iPhone custar-me-ia mais 100 euros".
Perfeito perfeito perfeito! -- exclamaria Steve Jobs na cabina de projecção se isto fosse o piloto de um anúncio.

E aquela do engenheiro informático que nos garantiu que "as coisas boas normalmente pagam-se"?
É como os automóveis de luxo -- o seu único defeito é o preço, é a invariável conclusão da leitura da imprensa "da especialidade", embasbacada pelo brilho dos cromados e incapaz de estabelecer padrões de análise para avaliar um "objecto de sonho". Avalia-se um BMW com a mesma fita com que se mede um Citroen.
Se é caro, é bom e paga-se. É um novo ditado... popular.

Outro técnico de informática assegura-nos que "o preço compensa se tivermos em conta que não existe nenhum telefone com tanta capacidade". Ah, mas este ao menos leu por aí alguma coisa crítica. No problema, para estes casos está lá a força da maçã, como se vê: "Apesar de existirem tecnologias semelhantes e mais baratas neste caso entra o factor design", sublinha.
O facto, comprovado e comprovável na prateleira ao lado, de existirem outros telemóveis com ainda mais capacidades (alguns dos quais igualmente caros), é sem dúvida um facto desprezível e irrelevante. Quando o homem quer, o sonho cumpre-se. E mai nada!
Um dos meus favoritos foi, segundo quem recolheu o seu impressionante e histórico testemunho, peremptório em afirmar que as potencialidades do telemóvel justificam o preço: "vou usar o telemóvel para ir à Internet, ao msn e também para telefonar".

Naturalmente, ou não estivéssemos todos impressionados, os responsáveis das lojas foram igualmente "peremptórios" e unânimes nos seus discursos sobre a adesão ("fantástica") e as expectativas ("superadas").

Alguns jornalistas escreveram, sabe-se lá porquê, que em Portugal a adesão não estava a ser igual à verificada "noutros países" -- mas atenção!, não há nenhuma relação com a adesão "fantástica" e as expectativas "superadas", cuidem de nem ousar estabelecer uma!

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Meo: uma review à séria

Qua 16, 18:22


Uma crítica, ou review, de Pedro Couto e Santos ao produto tão badalado ultimamente é uma lição dupla. A Meo review, no Macacos, merece leitura atenta.
Porque é a lição dupla? -- pergunta o meu leitor.
Primeiro, porque é a crítica que nenhum jornal da "especialidade" seria capaz de fazer. Não vou insultar ninguém apelidando isto de "jornalismo do cidadão" porque não faz sentido algum, mas é sem dúvida um cidadão (todavia um cidadão com competências na matéria e com o nervo suficiente para escrever sobre o iPhone: "não é um gadget… é uma extensão peniana") e é uma análise que, penso, qualquer jornalista com gosto pela área gostaria de poder ter feito.
Segundo, porque comprova que se podem fazer críticas, ou reviews, isentas e impecáveis a despeito de existir uma ligação entre o criticante e o objecto criticado. Não é por o Pedro ser pago por uma empresa do grupo do Meo que se sente incapacitado para escrever sobre o produto de uma forma rigorosa. O mesmo se pode aplicar às reviews pagas, uma prática comum em várias blogosferas, incluindo a portuguesa. Muita gente torce o nariz e eu penso que é de torcer quando em presença de autores fracos, que manifestamente seriam incapazes de uma crítica honesta mesmo que não lhes pagassem por ela, mas não anatematizo o exercício.
Recomendo a leitura completa do Meo review, aqui fica um aperitivo.
Mantive o meu antigo serviço da Cabovisão a funcionar durante mais ou menos um mês em simultâneo com o meo, just in case e pude comparar a diferença de qualidade de imagem.
Sem sombra de dúvidas que a qualidade de imagem do meo é muito superior à do cabo. É tão óbvio que não deixa dúvidas. No entanto, nota-se que nalguns canais existe bastante mais compressão na imagem do que noutros.

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Absinto light

Seg 14, 22:22 Apareceu-me hoje uma situação que me fez pensar em conceitos impossíveis, ou produtos inviáveis, e no entanto perfeitamente lógicos. Paradoxos. Você, leitor amigo, consegue imaginar o que seria uma marca lançar absinto light no mercado?

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O preço do iPhone

Qua 16, 21:49 Quanto custa o iPhone -- I mean, really?


(leitores de feed e mail, vejam video neste link)

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A maior parte das empresas de jornalismo vai desaparecer

Ter 15, 14:09 É apenas uma das afirmações de José Cevera, director da Escuela de Periodismo Digital, na entrevista à Caspa.tv: a maior parte das empresas de jornalismo vai desaparecer, acha ele.
Eu também acho.
Mas antes disso, e sem precisar de ficar nos pontos radicais da entrevista, temos outras frases para ouvir, escutar, digerir. Ou por outra: para os jornalistas ouvirem, escutarem, digerirem. É do emprego deles, é da função deles, que falamos. Eu gosto particularmente das frases sobre diferenciação.
No mundo dos átomos, onde o negócio do jornalismo se baseia nas barreiras geográficas, republicar uma notícia de agência faz sentido e gera valor. Todos os jornais dão a mesma notícia porque cada jornal tem um público diferenciado.
No mundo da Internet a diferenciação não assenta na geografia e o público é indiferenciado: chega à notícia porque a procurou, não porque o jornal lhe prestou o serviço de a embrulhar e levar. Assim, a republicação não gera valor. O que gera valor é o carácter único, a originalidade, o tratamento diferente, a perspectiva nova.



("Pesquei" n'O Lago, que a colheu noutras fontes)

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Escola de Comunicação Social alcança 1/2 finais do Google Marketing challenge

Qua 16, 16:58 GLASGOW, UNITED KINGDOM - APRIL 12: (FILE PHOT...A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), do Instituto Politécnico de Lisboa, alcançou as meias-finais da 1ª edição do Google Online Marketing Challenge, entre 1650 equipas, de 47 países diferentes, num total de 8.500 estudantes.
O Google online Marketing challenge foi um projecto que deu a possibilidade aos estudantes universitários de terem uma experiência directa com o Marketing on-line, como parte integrada dos seus cursos.
Os estudantes das equipas receberam o equivalente a 200 dólares para gastar em publicidade no Google AdwordsTM, e gerirem uma campanha de Marketing on-line para uma empresa local. Os alunos tiveram que delinear uma estratégia, executar uma campanha, avaliar os resultados e fornecer à empresa recomendações para continuar a desenvolver o seu negócio on-line.
No caso da equipa da ESCS, os quatro alunos finalistas de Publicidade e Marketing, escolheram uma empresa de agenciamento de artistas e modelos de moda – a “News faces.pt”. A campanha estratégica de Marketing on-line teve um grau de eficácia excelente que posicionou a equipa na penúltima etapa do jogo, entre as 150 melhores das 1650 mundiais que concorreram.

Focalizada num público-alvo muito específico, a estratégia visou a melhoria da notoriedade do Web site com vista a uma “maior angariação de talentos, assim como potenciar a proximidade entre dois mercados geográficos, Portugal e Reino Unido”.
As equipas tiveram três semanas para desenvolver uma estratégia antes de apresentarem um relatório de uma campanha internacional a um painel de professores. Um algoritmo especial do Google seleccionou ao longo do jogo e entre as formações as 150 melhores equipas participantes, com base no sucesso das suas campanhas. De entre estas, as 10 melhores foram seleccionadas para a Final.
Os vencedores mundiais da 1ª edição da competição, que decorreu este ano, foram:
Universidade de Western /Austrália) – vencedor mundial
Universidade de Berna (Suiça) – vencedor regional da região Europa, Médio Oriente e África
Universidade do Estado de Pensilvânia (EUA)   – vencedor regional Américas
Escola Graduada de Gestão da Austrália – vencedor regional Ásia/ Pacífico


Ana Teresa Machado, professora da equipa da ESCS, referiu: "Desde o início senti que esta iniciativa tinha tudo para dar certo. Através dela foi possível a tão desejada aproximação entre academia e empresas preconizada pelas actuais politicas europeias de educação. Por outro lado foi um desafio em termos pedagógicos, integrar a ferramenta AdWords no contexto curricular de uma disciplina. Se por um lado enquanto docente assumi a liderança do processo, por outro lado deparei-me frequentemente com a situação de aprendizagem colectiva, ou seja, todos estávamos a aprender a cada dia que passava. Por fim, penso ter sido uma experiência muito gratificante, da qual me resta agradecer à equipa da Google pela iniciativa e organização excelente, às empresas que se associaram e aos meus alunos (já ex.) por se terem dedicado a este projecto".

Já Inês Gonçalves, responsável de Marketing da Google Portugal, afirmou: "Devido à procura por parte de professores e estudantes em todo o mundo, juntámos esforços para desenvolver esta competição global que dá aos alunos universitários um teste prático de Marketing on-line enquanto realizam os seus estudos.
Iniciámos com uma previsão alvo de 200 equipas e ficamos radiantes com a participação de 8.500 estudantes de 1650 equipas de 47 países. Muitas das equipas conseguiram implementar com sucesso campanhas de marketing on-line de sucesso provando que o Marketing on-line da Google tem uma de fácil utilização e grande potencial. O facto é que a maioria destas equipas foram capazes de melhorar a presença on-line de pequenas empresas locais em apenas três semanas, mostrando o quão poderosa esta ferramenta de Marketing on-line pode ser para pequenas e médias empresas em todo o mundo.
"

Este desafio foi trabalhado por:
1. Professores que dividiram os alunos em grupos, que receberam vales de publicidade on-line para o Google AdWords equivalente a €135 (aproximadamente US$200).
2. Os grupos escolheram empresas pequenas, com menos de 100 empregados, que tivessem Web site, mas que ainda não tivessem utilizado o Google AdWords. Cada grupo trabalhou na criação de uma conta para a campanha de Marketing on-line.
3. O desafio decorreu durante três semanas. Os grupos optimizaram e redefiniram as suas campanhas e tiveram de apresentar dois relatórios da campanha: um antes de começarem e outro depois de terem terminado. Os vencedores foram escolhidos com base no sucesso das suas campanhas e na qualidade dos seus relatórios.
4. De modo a englobar todos os alunos de todo o mundo, os alunos competiram durante três semanas consecutivas, entre os dias 10 de Fevereiro até 24 de Maio de 2008.
5. Mais detalhes sobre a competição podem ser encontrados em http://www.google.com/onlinechallenge/index.html
6. Cerca de 8500 estudantes, em 1650 equipas por todo mundo, representaram
47 países numa das maiores competições universitárias globais de sempre.
7. A competição será repetida novamente no próximo ano.

(Imagens: Google via Getty Images, Alunos via DNE)

Zemanta Pixie

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Grupos de media americanos compram blogues

Sex 18, 09:04 Enquanto em Portugal os media continuam a ver na blogosfera o papão e um antro de criminalidade e perdição (nas palavras do comentador Moita Flores), os grupos de media americanos começaram a comprar blogues. Esta semana cresceram os rumores sobre negociações entre a Time Warner AOL e o TechCrunch, com 20 a 30 milhões de dólares em cima da mesa.
TechCrunch O Techcrunch foi fundado há apenas 3 anos por Michael Arrington, que depressa se tornou numa figura à escala global. É provavelmente o blogue mais lido em todo o mundo, tem quase 900.000 leitores por feed e muito mais que isso diariamente no website. Factura mensalmente entre 100 e 200 mil dólares em publicidade e tem já uma pequena rede de sites satélites, produzidos por uma equipa profissional que inclui jornalistas, contratados por Arrington assim que percebeu que tinha um bom negócio entre mãos.
Os jornalistas americanos (e não só) de tecnologia e informação começam o dia com a leitura do Techcrunch, que se tornou numa referência essencial do meio.
Já há algum tempo que se sabia informalmente que Arrington estava no mercado. Kara Swisher, do All Things Digital (The Wall Street Journal), referia há dias as negociações de oito semanas de Michael com a AOL -- que está numa fase de engorda, com a Time Warner a querer empandeirá-la para a Microsoft ou a Yahoo!, tentando aproveitar as movimentações do mercado. Sabe-se também que Michael recusou as primeiras ofertas, mas sem fechar a porta.
Michael ArringtonA concretizar-se, o que parece inevitável a curto prazo, esta aquisição do Techcrunch, que continua a ser um blogue colectivo, não é sequer a primeira do ano. Em Maio o grupo Condé Nast (Vogue, GQ, Wired, Vanity Fair, The New Yorker) comprou a Ars Tecnica, uma das publicações digitais dos anos 90 que, como a bOING bOING, apanhou a tempo o comboio dos social media e incorporou a filosofia e as tecnologias dos blogues. O negócio valeu 25 milhões de dólares.
E já em Julho o jornal britânico Guardian (yep, esse) comprou o blogue PaidContent, especializado na cobertura dos negócios nos novos media. Também valeu 30 milhões mas não foi só esse blogue a integrar o pacote: o que o Guardian adquiriu foi a empresa ContentNext, que tem mais três títulos bons e também organiza eventos e seminários ligados ao meio.
Esta última aquisição está associada a um pormenor pitoresco: a confirmação oficial pública foi dada através do Twitter pelo editor de tecnologia do Guardian (imagem abaixo).


(Imagens: TechCrunch e Michael Arrington via Wikipedia, Twitter via TubarãoEsquilo)

Zemanta Pixie

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5 anos de Miniscente

Ter 15, 09:00 O Miniscente, de Luís Carmelo, faz cinco anos. É obra. Parabéns, Luís.

Parece que foi hoje, mas a verdade é que as primeiras palavras do Miniscente foram escritas num ambiente muito diferente do que hoje nos respira e envolve.
O 09/11 estava ainda fresco, o Iraque fervilhava em pleno, Durão era PM, o caso 'Casa Pia' ainda não existia e uma nova (e pouco compreendida) febre comunicacional estava a arrancar em Portugal.




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Crowdsourcing: títulos que mereceram atenção do público

  (parceria com DoMelhor)

5 Razões para evitar o iPhone :. O blog de Software Livre no Sapo, apresentou uma lista com 5 itens pelos quais se pode evitar o iPhone.

Copia o conteúdo de um site, mete Adsense e... vais preso! :. Pelo menos em Espanha já é assim...

10 aplicações para o iPhone 3G :. Conheça 10 aplicações para o mais recente equipamento da Apple, o iPhone 3G, que combina três produtos num só — um telemóvel, um iPod de ecrã panorâmico e um dispositivo de Internet, com correio electrónico HTML e navegação na Internet.

Cuidados com o notebook :. 6 dicas para ajudar a prolongar a vida útil do seu portátil, além de conservá-lo em perfeita funcionalidade. As dicas são úteis desde a bateria até a fonte de alimentação. Não deixe de ler! :-D

Fifa 2008 - Ultimate Patch 8.1 - Final :. O patch mais baixado de todos os tempos chega na sua ultima versão, nessa versão do ultimate vem todo conteudo que havia nas versões anteriores, nessa atual a 8.1 está com muitas novidades e melhoras.




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