À atenção de Moita Flores, Sousa Tavares, Rodrigo e o senhor Martins de Sá que escreve em A Bola
Vou ser criticado por ainda perder tempo com eles, mas afinal sou jornalista, I spend my life dominating conversations… Fica o recado para Moita Flores, Sousa Tavares, Rodrigo Guedes de Carvalho e o senhor Martins de Sá, o negacionista de A Bola. Se algum dos gentis leitores de C! tiver forma de lhes fazer passar isto, faxavor. Os negritos são meus:
The debate over blogging’s usefulness to journalism tends to get stuck in a cul de sac, mainly because too few people - well, too few journalists - treat it seriously. At conferences I’ve attended recently, speakers have referred to blogging as little more than a sad ego trip. It is not regarded as having any real public service value.
I’ll scream if I hear yet again that the blogosphere is a form of anarchy, a cacophony of self-centred and mischievous voices who are either talking to each other or talking to no-one at all. I’m not denying that aspect, though I don’t see why people sitting at computer terminals day after day and downloading their thoughts should threaten civilisation as we know it.
What is also clear, most obviously in peer to peer blogging, is that people are engaged with each other as never before. Without any institutional or corporate coaxing, people are forming cyber communities in which they converse endlessly about their interests.
I say this as a preliminary to explaining why journalists, especially print veterans like me, are so suspicious of bloggers. We have spent our lives dominating conversations. No, that’s wrong of course. We did not converse at all. We lectured. We provided the information that people feasted on in order to hold their own conversations”
Em Why journalists must learn the values of the blogging revolution. Num blog. Do Guardian. Por Roy Greenslade. Jornalista com 41 anos de carreira. Uma carreira que não é uma carreira qualquer. Roy está loooooooooooonge de ser o primeiro ou o único a afirmar isto e muito perto disto. Há centenas. É só ler. Nos blogs. Nos jornais online, reinventados.
Façam a vocês próprios o favor de deixarem de ser casmurros. E leiam. As pessoas certas. Onde elas estiverem. Mesmo que seja nos blogs.
Não é por mim. É por vós.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Paulo, permite-me retirar duas expressões de infinita sabedoria dos teus negritos:
“forming cyber communities”
formar comunidades. algumas têm o tamanho de uma rua outras o de uma cidade, mas são comunidades. Quando as coisas funcionam bem são grupos de pessoas que querem conversar, trocar ideias e aprender umas com as outras. Em suma, comunicar. Eu gosto disso.
“We lectured”
Passar do discurso com um só sentido para a conversa. Agora o jornalismo tem dois sentidos e amplificadores.
E agora vou ver quem é esse tal Martins de Sá.
É curioso, o site de “A Bola” recuou após a última remodelação há uns tempos. Conseguiram a proeza de fazer um site pior e mais antigo do que antes.