O artigo contendo o que procurou, exemplos de capas de diarios, encontra-se abaixo. Permita-me ajudá-lo sugerindo outros textos seleccionados com base na sua pesquisa:
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Comparativo das capas dos diários: a excepção do Record no dia de Évora
Produzi um estudo comparativo, em mashup animado, das capas dos diários publicados no dia de Nelson Évora em Pequim.
EXCEPÇÃO :. O diário desportivo Record foi o único, entre os jornais desportivos e generalistas e âmbito nacional publicados no dia 22, a não dar a primeira página a Nelson Évora e respectiva medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.
O feito da véspera fica relegado para uma barra de abertura da capa — um destaque importante, mas hierarquicamente inferior ao espaço da manchete, que foi a opção de todos os outros diários que deram a notícia
CRÍTICAS :. A opção editorial foi largamente criticada na web, com diversos blogues a assestarem baterias ao jornal. “Quem vende? O deporto?, não, o Benfica” conclui João Ferreira Dias em Erro, mas pouco.
Veja o comparativo aqui, com os links, as capas e comentários a cada uma delas.
Se o entender merecedor, divulgue o link (pode usar a imagem que reproduzo acima, livre de direitos): http://pauloquerido.net/jornalismo-multimedia/ouro-nelson-evora/. Tem também os botões de social networking por baixo deste texto.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Não é exactamente verdade o que referes. Vários diários “regionalistas” (mas não menos “generalistas”) nem sequer noticiaram na primeira página o feito olímpico de Nelson Évora. Talvez devesses ter utilizado a expressão “diários generalistas de âmbito nacional”.
Poderás confirmar no meu blogue.
http://abnoxio.weblog.com.pt/arquivo/2008/08/que_pecados_tao_capitais_tera
http://abnoxio.weblog.com.pt/arquivo/2008/08/que_pecados_tao_capitais_tera_1
Ademar, essa é uma eterna guerra. Por exemplo, há quem diga que o JN não é nacional…
Ma eu não sou soldado nessa batalha: vou incluir o preciosismo nos textos.
O JN é tão nacional quanto o Público ou o DN. E muito menos regionalista do que o Expresso.
Falo apenas de tablóides, naturalmente.
Não, não é. Ou por outra, interpretei mal a noção de regional / nacional. O JN não tem uma distribuição de âmbito nacional tão competente quanto os Público e JN. Há zonas do território onde não chega de todo, ou chega irregularmente.
Para mim, quando se fala de nacional versus local, é no âmbito da distribuição.
Já agora, a desculpa do Diário do Minho é esfarrapada. Mais valis dizerem, ah e tal, fazemos a capa com 48 horas de antecedência por causa da gráfica.
Eu reportava-me ao… conteúdo e não à distribuição.
Quanto ao Diário do Minho, sempre te posso informar que eles têm gráfica própria… no rés-do-chão. E podem, por isso, dar-se ao luxo de fechar a edição às 3 da manhã.
Ademar, o conteúdo de um regional não é forçosamente o mesmo que o de um nacional. Não digo isto para justificar a opção do Diário do Minho: há notícias nacionais que devem merecer cobertura local.
No caso: eu teria feito uma chamada de primeira página. Julgo que um regional não teria — como um nacional tem, para mais sendo desportivo — a obrigação de fazer manchete com isto, mas um título de segunda linha, sem dúvida.
(E se fizesse manchete eu acharia bem, dependendo da (falta de) assunto local no dia.)
Falei da gráfica porque sei que em muitos casos, ainda hoje, o jornalismo regional tem horários de fecho absurdos, quando comparados com os dos jornais nacionais. Desconhecia a situação do D. do Minho… nem essa desculpa têm
Agora essa do Expresso ser regionalista… não me pareceu que fosse por causa da ligação ao grupo de jornais regionais, acho que ainda fazem uma página com notícias de todo o lado, não é? Era o meu amigo José Pereira que o fazia. Mas devo confessar por esta altura que não compro o Expresso - papel faz um tempo.
Contudo… não me pareceu isso, mas sim uma provocação. Daí não ter respondido.
Em relação ao Expresso, podíamos estar aqui uma noite inteira a conversar.
Já no tempo em que por lá andei… o Expresso era um jornal regionalista (de Lisboa). Hoje, nem falemos!…
Regionalista e, cada vez mais, acaciano! O Monteiro e o Espada dão bem o mote. Como diria o Eça, aquilo é de morrer!…
Ademar, quando é que andou por lá? Ter-nos-emos cruzado? O nome, Ademar Santos, nada me diz.
“Para mim, quando se fala de nacional versus local, é no âmbito da distribuição.”
Concordo. Um exemplo é o NY Times. Apesar do nome sugerir um carácter local, está longe de o ter.
Com medo de estar a dizer asneira, fiz uma pesquisa na Wikipeida: “The New York Times is a daily newspaper published in New York City and distributed internationally.” Obviamente que este exemplo só se enquadra neste contexto por acreditar que a abrangência (qual é a palavra certa para “quando se fala de nacional versus local”?!) de um jornal está directamente relacionada com a sua distribuição.
Sou um pouco anterior no Expresso (início dos anos oitenta). Não sei se ainda chegaste a trabalhar com o Augusto e o César Camacho (foram eles, em 80, que me convidaram). Mantive-me pelo Expresso até 1983. Outros tempos…
Não, eu cheguei mais tarde. Em 1989. Quando o Vicente saiu para fazer o Público, levando duas mãos cheias de jornalistas, Balsemão teve de reforçar o quadro. Eu fui um dos que entraram nessa altura (o actual director, Henrique Monteiro, entrou na mesma altura, vindo de O Jornal, eu fui do Diário Popular, onde já era editor).