Jornalismo assistido por computador
Nas aulas que tomei de assalto na semana passada, com a conivência do Miguel Martins, surpreendi duas classes com exemplos de jornalismo assistido por computador.
Dois dos soundbytes do assunto estão reproduzidos abaixo, tirados de uma entrevista que me fizeram estudantes há umas semanas atrás.
A surpresa deles veio de dois lados.
Desde logo, na matéria em si. O conceito de jornalista-programador surge como revolucionário (para mim é tão revolucionário como um jornalista revelar os seus rolos fotográficos — novidade introduzida a certa altura do século passado — ou editar um registo video ). Verem os resultados práticos em abundância amaciou o choque e fê-los rapidamente engolir a “novidade” — como eu pretendia, para cortar no ruído e passarmos ao essencial.
O outro lado, a nota positiva sobre o jornalismo, perto do entusiasmo, que lhes é transmitida numa altura em que o que mais ouvem e lêem é a “decadência”, a “falência”, o fim do jornalismo e da necessidade de jornalistas.
O computador na verdade ainda não chegou às redacções. O que chegou, foi uma máquina de escrever estupidamente cara, um camião TIR que gasta 50 litros aos 100 e que os jornalistas usam para “deslocações” que deviam na realidade custar o preço de meio litro: escrever umas laudas que vão para a “secretária” do editor, e desta para a “tipografia”. Não é seguramente culpa deles, mas de quem toma decisões erradas do ponto de vista da gestão.
A reportagem assistida por computador permiti apresentar em horas, ou no dia seguinte, um manancial de informação mastigada e relacionada (à escala global) com um grau de sofisticação antes só acessível a grandes equipas a trabalhar dias a fio. Uma edição impossível de produzir na véspera por uma redacção vocacionada para o fluxo, para o online.
O conjunto de respostas de onde tirei estes dois excertos está a ser publicado à razão de uma por cada sexta feira em exclusivo na edição semanal de C!. Que é de subscrição livre e gratuita. Ainda não assinou? É uma forma diferente, e inovadora, de me ler: os leitores do dia a dia “trabalham” comigo na tarefa de filtrar o que é mais interessante, de forma a fazer chegar aos assinantes uma versão com o essencial da semana. E ainda tem conteúdos em estreia ou exclusivo. Leia mais ou assine já.
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ola,
1- realmente nem entendo este escrito, assinou , não assinou!!!.
Pois assinei e nem recebo! Mas por mim tudo bem, nem vou insistir abro leio e pronto.
Mas quero saber quando acaba a enquete?a data foi marcada previamente?ou ao vagar de um empate?
Quanto aos novos jornalistas, não sou do meio, nem pretendo, mas isso da maquina de dactilografia ficou SHOW, e nao é unicamente para jornalistas não!! servirá para muita gente, incluso educação e mui humildemente digo que faço parte dos que pouco sabem .