Optimização para motores de busca (SEO) e audiências: um equívoco

exploring.jpgNuma conversa que não vem ao caso, veio a lume um equívoco cada vez mais comum: a de que se conseguem grandes audiências com uma boa optimização para motores de busca, SEO (de Search Engine Optimization).
O exemplo referido é um magazine interactivo — um blogue, se preferem, mas neste caso eu não prefiro — que, dizia uma pessoa, conseguiu uma audiência impressionante graças a esse tipo de optimização e a, enfim, truques técnicos de um dos responsáveis.
Trata-se de um engano.
A optimização está para o blogger como um galerista está para os pintores: enquadrando-lhes as telas em exposições sistematizadas em função das audiências, potencia-lhes as audiências. Diz-se que alguns galeristas “fizeram” este ou aquele pintor; a confirmarem-se, tais casos são as excepções que confirmam a regra: sem talento expresso num bom quadro, nenhum pintor consegue reputação e valor.
A mesma regra diz-nos que há quadros mais vistos que outros, isto dentro da obra do mesmo pintor. E que há pintores que têm mais saída do que outros da mesma escola ou época.
Nos blogues a mecânica é semelhante. O valor de um post resulta da relação do seu conteúdo com o tempo em que é publicado e a reacção da audiência. E se a moldura e a exposição cumprem um papel mais ou menos importante, este é relativo e continua sujeito à competência do autor, à sua reputação (notoriedade filtrada pelo tempo) e ao seu papel e posição no respectivo cosmos.
A optimização para motores de busca, ou SEO, é um conjunto de técnicas relativas ao circuito de distribuição. A eficácia na distribuição permite ganhos, sem dúvida, mas nenhuma publicação alargará as suas audiências se não suscitar interesse. Pode, pela via da promoção, conseguir uma distribuição forçada, não natural, mas esta será sempre pontual.
Sendo mais sucinto: a qualidade da publicação vem ANTES dos ganhos de eficiência distributiva e estes dependem daquela, não vice-versa.
Voltando ao magazine da conversa, o seu êxito assenta em primeiro lugar na profissionalização do produto, apoiado posteriormente na optimização. A profissionalização entendida aqui enquanto mecanismo aperfeiçoador. A publicação referida tem uma apresentação gráfica evoluída e rígida, o leque de assuntos é lato mas as abordagens obedecem a um padrão editorial, há um grande cuidado na edição fotográfica e de imagem (diferença, diferença, diferença! Os blogues não costumam ter nada disto e alguns até escarnecem de tudo o que cheire, mesmo que levemente, a organização formal ou de conteúdo, auto-intitulados guardiões de uma “pureza bloguística” que nunca foi objecto de nenhuma espécie de análise, debate ou consenso).
Um leigo extra-terrestre — isto é: qualquer pessoa que não seja “da” blogosfera — só precisará de olhar durante um minuto para o tal blogue e “folhear” duas ou três das suas páginas para perceber a diferença entre ele e os seus “concorrentes”. Sorrirá com a explicação dos “mistérios tecnológicos” e dos “magos do SEO”: se há uma diferença visível, porque a procuram nas invisíveis?
Se a optimização fosse a diferenciadora, a distância entre Certamente! e essa publicação era praticamente nenhuma, pois que temos níveis de optimização semelhantes. Na realidade a distribuição dela é mais de 10 vezes maior que a minha (propositadamente vago).
Há outros factores que explicam como se constrói uma audiência na web.
Antes de chegarmos à eficácia da distribuição, temos a própria distribuição.
Antes do grafismo e da cumplicidade que este ajuda a estabelecer com a audiência, temos a definição editorial. Os blogues indistintos, os diarísticos puros, não conquistam audiências: têm círculos pessoais. (Excepção para as vedetas, que não interessa O QUE publicam, interessa QUE publicam.)
Mas daqui para a frente não é um post, é uma consulta.

Debate

31 opiniões no artigo “Optimização para motores de busca (SEO) e audiências: um equívoco”

    1 pal em 11 Mar 08 15:22

    parece-me cada vez menos importante apostar tanto no aspecto… quer dizer, qualquer mancha esquisita cheia de bom conteúdo eu sei que assusta qualquer um…

    mas quem lê muitos blogs/magazines ainda os lê nos browsers ou só através dos feeds?; daí que concorde que a qualidade da edição de conteúdos é que vale muito… e os feeds não têm afastado muitos e bons potenciais comentadores?

    e, finalmente, sinto-me injustiçada como leitora deste post (e comentadora!) por não saber de quem se fala aqui… :( mas pronto.

    2 Bino em 11 Mar 08 16:18

    Antes de mais, excelente post. Primeira distinção a fazer: a blogosfera é o universo por excelência das páginas web feitas por amadores. Páginas profissionais, mesmo que utilizem o formato e a tecnologia de actualização dos blogs, para mim são de outro campeonato, estranho à blogosfera.
    Eu e os meus amigos jogamos na liga dos jogos entre solteiros e casados; o Benfica joga superliga. É futebol na mesma, mas porqsão mundos diversos, sem comparação.

    3 Bino em 11 Mar 08 16:22

    Antes de mais, excelente post. Primeira distinção a fazer: a blogosfera é o universo por excelência das páginas web feitas por amadores. Páginas profissionais, mesmo que utilizem o formato e a tecnologia de actualização dos blogs, para mim são de outro campeonato, estranho à blogosfera.
    Eu e os meus amigos jogamos na liga dos jogos entre solteiros e casados; o Benfica joga na superliga. É futebol na mesma, mas porque são mundos diversos, não há comparação possível. Eu, pelo menos faço esta distinção, mas há profissionais que não a fazem e gostam de medir-se com perfeitos amadores. Abraço

    4 Carlos José Teixeira em 11 Mar 08 16:23

    Creio que sei de que magazine falas e, se é o que penso, este é [obviamente] das melhores coisas que por aí andam.
    Mas o que me interessa no teu artigo é a ideia de que partilho: não há SEO ou cosmética que substituam um conteúdo de qualidade. Congruente, periódico, consistente.
    O resto é letra de forma.

    Pessoalmente, gosto de manter as aparências do meu blog [e tu sabe-lo... da pior maneira ;-)], simplesmente porque as minhas visitas são ainda substancialmente compostas por “gente que se perde” e lá vai parar. Aí o SEO poderia trabalhar.
    No entanto, à medida que as subscrições de RSS e e-mail, que o blog vai sendo adicionado em bookmarks, esse aspecto deixa de merecer tanta atenção. É, realmente, o conteúdo que importa, cada vez mais, pelo menos para mim, que vou ganhando leitores regulares. E são esses que trazem outros “fiéis”, a par dos ocasionais dos motores de busca - e, mesmo esses, só voltam se tiverem encontrado algo de interesse.

    Por fim, a atestar tudo isto, o facto de só vir ao teu blog para comentar e lê-lo apenas no GR. Conteúdo, uma vez mais.
    A par disso, o facto de cada vez que cá venho, escrever um post na tua caixa de comentários em vez de o escrever no meu blog… :-)

    Abraço,
    CJT

    5 Paulo Querido em 11 Mar 08 19:48

    pal, a percentagem varia de blogue para blogue. Alguns nem tem, sequer, feed, outros não sabem que o têm e a maioria dos seus leitores também não. A maioria, porém, já os disponibiliza.
    Aqui, os leitores por feed e mail subiram muito nos últimos 12 meses. Subiram mais que os leitores web.

    Mas — e serve a resposta também a Bino e CJT — o grafismo não se prende só com o canal web: devemkos estender a preocupaççao com ele aos outros canais.

    Bino, desacordo total. Ou então teremos de separar da blogosfera, e proibir-lhes o uso das ferramentas de blogging, os autores profissionais que dela vivem e que já se contam aos milhares nos EUA e Austrália, sobretudo. E aos que, não vivendo em exclusivo, dela tiram rendimento. E aos que gostam do profissionalismo no que fazem, mesmo que não vivam desta actividade.

    Seguondo a comparação: além da Liga dos Campeões e das taças da UEFA temos a primeira liga — mas também a Taça de Portugal, a Taça da Liga e os escalões de Honra, Segunda divisão e Terceira divisão. O futebol profissional estende-se por todos esses escalões — mesmo que na terceira já tenha mais situações de duplo emprego do que exclusividade. Só daí para baixo tem o futebol amador.

    Vai dizer que as chuteiras Nike são diferentes? Ou a bola? ou as dimensões da baliza?

    É um mundo.

    Carlos (e pal), o objecto deste post é colocar em perspectiva duas correntes de opinião, por assim dizer: a que hipervaloriza o SEO e a que, como eu, tem das diversas técnicas uma prática consistente e uma reflexão contínua. O magazine em questão já foi aqui protagonista. Não sendo, achei melhor omitir para não criar ruído desnecessário (a conversa teria saltado logo para os aspectos do tal magazine e não era isso que eu pretendia desta vez — estou no meu direito :)

    Agora,m não te iludas quanto à importância do SEO. É certo que ela é hoje menor que há um ano e a prazo terá menos importancia (partindo do principio que os canais alternativos se impõem) — mas é ainda assim importante e não pode ser ignorada. Relativizada, sim, porque sem conteúdo e embalagem não há nada para colocar na prateleira (o SEO é a melhoria do posicionamento na prateleira).

    Vai aparecendo e escrevendo aqui os posts :) Mas poes sempre copiá-los e, com alguma edição, promovê-los a posts, ganhando ambos com isso, tu e eu.

    6 Carlos José Teixeira em 11 Mar 08 20:21

    ;-)

    7 Bino em 11 Mar 08 22:10

    Paulo, o que eu quis dizer é que um site profissional com 20.000 visitas diárias e um blog feito por divertimento por um tipo sozinho não são comparáveis. De resto há coisas cuja veracidade que me deixam algumas dúvidas e sei serem passiveis de manipulação, até eu sei fazê-las (aliás ando a fazê-lo por piada). De qualquer modo, trocava milhares de visitas vindas do google, por um punhado de comentários de leitores atentos e interessados.
    Sou um tipo banal, não sei até que ponto posts que mais parecem conversa para encher pneus possam interessar à maioria das pessoas. Isto não é dar graxa, mas prefiro os assuntos abordados por este tipo de blog aqui. Abraço.

    8 Paulo Querido em 11 Mar 08 22:21

    Bino, um blog feito por divertimento por um tipo sozinho que consegue 10.000 visitas, é o quê? ;)

    Quanto à troca de milhares de visitas por um punhado de leitores atentos e interessados — como eu o percebo. E faz-me lembrar que é capaz de ser melhor eu escrever outro texto a partir de outro assunto aflorado no mesmo sítio de onde este veio. Sobre o que é o sucesso, ou melhor dizendo, os sucessos. Não prometo para amanhã ou depois, mas saberá qual é quando vir, garanto-lhe. Stay tuned.

    9 Carlos José Teixeira em 11 Mar 08 22:26

    Bino: estás a gozar comigo, não? :-O

    10 steve em 11 Mar 08 22:46

    Paulo, porreiro mesmo era colocares um post com blogs que tenham tido grande sucesso mundial, do dia para a noite, e a respectiva historia dessa mesma ascencao. Por vezes nos noticiários falam deste e daquele blog, que tem milhares de visitas, podia haver um post sobre esse assunto.
    Abraco

    11 Paulo Querido em 11 Mar 08 23:53

    Steve, em que noticiários?
    Em Portugal só conheço um caso de ascensão meteórica: um blogue que no mesmo mês em que foi lançado superou as 4.000 visitas. Fechou pouco tempo depois. O sucesso era fácil de explicar: tratava-se do blogue de Vasco Pulido Valente e Constança Cunha e Sá.

    12 Sérgio Rebelo em 11 Mar 08 23:56

    Acho que tens razão ao quereres esfriar essa hipervalorização do SEO. E há-a. Mas olha que o SEO tem, sempre teve e vai continuar a ter cada vez mais. Eu acho o SEO mais importante hoje do que há um ano atrás. Posso é dizer que o SEO que faço hoje nada tem a ver, ou muito pouco, com o SEO que fazia há um ano atrás.

    O caso do magazine que falas é um que, entre outras coisas, apostou muito cedo numa forma de promoção via motores de pesquisa para a qual a maioria das pessoas despertou mais tarde ou está apenas agora a despertar. Não é o único mérito, mas analisando-lhe as estatísticas, eu diria que é uma grandessísima percentagem. Contra mim falo que nunca tive essa preocupação, mas estou a usá-la agora num novo projecto e a começar a ter alguns resultados interessantes.

    É óbvio que toda a optimização seria completamente irrelevante se os conteúdos não fossem de qualidade, apelativos e editados de forma magnífica.

    Será profissional? Há pormenores que me fazem responder não, mas se calhar ainda bem.

    13 steve Serigado em 12 Mar 08 00:04

    Pois é Paulo, lembro me do caso desse blog ;)
    Estava me a referir, ainda à uns tempos no LeMonde referenciavam uma miuda que tinha um diário e tinha uns largos milhares de visitas diárias.
    Quais os blogs mais vistos do mundo? Qual o que rende mais $ em termos publicitários?
    Era a isso que me refiro, blogs que batem records em vários aspectos :)

    14 Paulo Querido em 12 Mar 08 00:06

    Sérgio, está tudo dito: “entre outras coisas, apostou muito cedo numa forma de promoção via motores de pesquisa”.

    É esse o meu ponto: há várias coisas, o SEO é um delas, concentrar a atenção na optimização não é garantia de sucesso — é um erro.
    Quanto ao teu crescentemente “mais importante” — aceito o argumento neste contexto: a vantagem competitiva do SEO há 3 anos e há 2 anos era grande, maior do que hoje. Tenderá a equalizar-se, à medida que aumenta o número de webmasters e blogmasters a fazer optimização. Assim, será mais importante e trará pequenas diferenças.
    Mas como todos a usam, perde importância em geral.

    15 Sérgio Rebelo em 12 Mar 08 00:22

    O SEO, tal como o Futebol também tem muitas ligas e há tipos que estão muito à frente e têm truques e técnicas que nem me passam pela cabeça, tal como eu tenho alguns que não passam ainda pela cabeça das dezenas de miúdos que têm blogs sobre ganhar dinheiro e acham que têm todo o conhecimento do mundo porque lêem um pateta que tem um blog e (fotos de) um carro desportivo.

    Quando eu falo da cada vez maior importância do SEO, digo-o porque cada vez é mais difícil seres encontrado porque cada vez há mais. A Blogoesfera também cresce e cada vez é mais difícil obteres os links dos outros blogs e mostrares-te no meio da multidão, a não ser que já estejas na linha da frente.

    A melhor forma de chegar a mais gente é ser encontrado. Quando falo em SEO, não estou a falar exclusivamente das técnicas para aparecer à frente por um termo nos SERPS do Google. A minha visão do SEO é mais ampla do que isso. Tem a ver com o que o António escreve. É o Marketing de Busca. É também o SMO. E são mais uma série de siglas, umas já inventadas e outras ainda por inventar.

    No entanto todas as lições que vêm de trás continuam a ser válidas. As Metatags, por exemplo, continuam a ter o seu papel.

    Mas percebo-te perfeitamente.

    16 Paulo Querido em 12 Mar 08 01:04

    O António tem um post recente (acho que o último) sobre metatags. Interessante ;)

    Sim, há muitas ligas. Eu curto especialmente a liga dos patetas que ganham dinheiro na web a escreverem sobre ganhar dinheiro na web para patetas que querem ganha dinheiro na web :) Funciona para um deles — resta saber qual. Mas isso são outros 500.

    É facto que hoje é mais difícil seres encontrado. Repito isso aos novos autores da TubarãoEsquilo. É cada vez mais árduo impor um blogue e nada com menos de seis meses vinga — a menos que seja o blogue de alguma vedeta. E por isso precisamos de optimização. Não apenas para motores de busca — a optimização é um conceito geral, o passo seguinte para um autor que não queira ficar para sempre a publicar sobre o gato, o cão e a anedota do vizinho.

    17 bjr em 12 Mar 08 02:02

    Paulo, parabéns pelo texto. Da parte que me toca, concordo com quase tudo o que aqui se disse sobre SEO. É importante mas, está longe de ter a importância que muitos advogam - acho até uma certa piada a quem se satisfaz, resignado, somente com essa explicação. Acredito que, um dia, evoluam.

    Para quem começou a dar importância a esse aspecto muito cedo, há também que levar em linha de conta a escassez de conteúdos - no início todos começam do zero. Qual a vantagem de se posicionar bem em motores de busca se os conteúdos simplesmente são escassos ou ainda não existem em quantidade suficiente? Ou seja, a analogia da prateleira parece-me muito bem feita… é necessário ter produto para expor, caso contrário, técnicas de SEO, rezas e truques, simplesmente não funcionam ou, pelo menos, não possuirão o efeito desejado. Há a questão do Page Rank e da autoridade, mas creio que não é oportuno falar desse aspecto.

    Sendo muito honesto, os números somente descolaram quando efectivamente começamos a gastar horas em produção de conteúdo, edição, periodicidade e, acima de tudo, compreensão dos leitores e daquilo que os motiva a retornar diariamente. Quase numa base semanal, são feitas pequenas alterações - algumas quase imperceptíveis para o leitor mais desatento - mas que na verdade tem consequências e resultam em mais leitores.

    Outro aspecto que julgo vir na sequência desta temática é suposta divisão entre os “profissionais” e os “amadores”. Qual a linha que divide as duas categorias? O índice de divertimento ao faze-lo? Porque somente duas categorias? eventualmente poderíamos pensar numa divisão em categorias pelo peso do autor, como no boxe… assim seria mais justo, talvez?

    Enfim, perdoem o sarcasmo mas, não concordo com a afirmação que “a blogosfera é o universo feito por amadores”. Na minha opinião a blogosfera foi a ponta de lança da democratização da web e das barreiras que a tornavam acessível somente a quem possuía um bom domínio tecnológico. No entanto, a blogosfera e as pessoas que a compõem tem que evoluir e, nesse sentido, não tenho dúvidas que o amadorismo de hoje, quando comparado com o de há dois ou três anos, sofreu também mutações, e que actualmente incorpora muitos dos “truques” dos “profissionais de ontem”… chama-se evolução, é assim há muitos e muitos anos em todos os tipos de média.

    Finalmente, uma nota de rodapé sobre “comentários de leitores atentos e interessados”. Como medimos isso? É um tema complexo e nem sempre muito linear. Os comentários estão também directamente ligados aos artigos e à forma como se escreve… em tempos fiz uma experiência e lancei um pequeno desafio aos leitores, conseguindo meia centena de comentários ao artigo. Descobri então leitores que já nos seguiam há meses, mas nunca tinham comentado… não tinham nada a acrescentar. Portanto, há que manter em perspectiva a forma como aferimos a nossa comunidade e também como se poderá aferir interesse e sucesso em função dessa variável… Na verdade, esta nota, foi só para lançar lenha para a fogueira do teu próximo artigo, ok Paulo? :)

    Abraço.

    18 Paulo Querido em 12 Mar 08 10:11

    bjr, obrigado pelo teu verdadeiro post :)

    A tua sucinta descrição da evolução neste meio é realista e directa.

    Add-ons
    A medição dos comentários de “leitores atentos e interessados” é fácil na medida em que é feita pelo autor. Isto é, a definição de “leitores atentos e interessados” só faz sentido para o autor de um blogue, não faz sentido enquanto medida transversal. Ao contrário de outras medidas de sucesso (e o tal próximo artigo versará isso) como os unique visitors, os pageviews, as estatísticas do FeedBuner, o PageRank (controverso, mas não deixa de entrar na lista) o número de citações medido pelo Technorati ou pelo Google, etc.

    Mas nem por isso deixarei de achar que os leitores atentos e interessados são, em muitos casos, uma medida com mais retorno para o autor do que as outras. O sucesso é uma coisa assim bué relativa… ;)

    É verdade que essa medida é para tomar com um grão de sal. Eu tive durante anos um leitor regular que nunca comentou, descobri ao fim de um grande período de tempo quando ele (que é meu amigo de adolescência) me mandou um mail. Mais tarde — quando teve algo para dizer — fez alguns comentários e acabou por escrever uma sequência de posts para aqui sobre uma parte da história da música recente, o período do punk.

    Também sei que tenho leitores “invisíveis” e consigo calcular a sua quantidade em função de diversos parâmetros. E até ver a frequência: há uns que seguem depois desaparecem, e vêm outros, e há os perenes.

    19 Bino em 12 Mar 08 11:17

    Paulo, adorei a frase “patetas que ganham dinheiro na web a escreverem sobre ganhar dinheiro na web para patetas que querem ganhar dinheiro na web”, define na perfeição o meu próximo blog humorístico que venho a preparar. Quanto à questão do tipo sozinho que consegue 10.000 visitas: ou é muito bom, ou famoso, ou tem muito tempo livre, ou usa técnicas, ou publica pornografia :) No entanto, há que não esquecer que quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade. A questão da qualidade dos leitores, não sendo mensuravel pelo sitemeter é muitas vezes perceptivel ao olho humano e o inverso também. Mas cada um mede-se pelos padrões que preferir ou que mais o beneficiam. Abraço, continuarei atento.

    20 Paulo Querido em 12 Mar 08 11:25

    Bino, sem equívocos: os patetas podem contar a si próprios, e às suas embasbacadas audiências, as histórias que entenderem. Nesses cenários há sempre um pateta que triunfa. O modelo é, aliás, um modelo clássico do capitalismo e os americanos chamam-lhe os mercados winner takes all.

    21 exit em 12 Mar 08 19:07

    Não li os comentários todos e li o post por alto (já avisando)!

    Para muitos pintores se não tiverem a hipótese de se exporem numa galeria, as suas obras nunca serão vista e não chegam ao mercado que lhes interessa verdadeiramente!

    A questão do SEO vai para além da simples optimização aos motores de busca, passa também por toda a optimização de um site/blog a todos os níveis! Para me fazer entender melhor vou dar um exemplo prático, grandes empresas de webdesign e desenvolvimento web, criam sites por valores astronómicos, e sem o mínimo de optimização, ver sites de grandes instituiçõs nacionais, que sem o “www.” não são acessíveis, ou que nem uma simples descrição têm para o motor de busca é na minha óptica uma falha enorme, e penso que isto aconteça porque não se da o devido valor à optimização (SEO, Linkbuilding, keywords, usabilidade…etc) e todos os aspectos são importantes, afinal quanto mais opimizado melhor, ou não?

    Vamos analisar um caso de duas empresas que competem pelo mesmo mercado fora da web e ai têm a mesma percentagem/lucro/clientes, resumindo duas empresas concorrentes. Uma tem o seu website (html/css e bonitinho) com óptima optimização a nível de keywords, SEO e até investe em adwords, a outra por outro lado um website (flash, muito bom mas sem a mínima optimização) quem nem aparece nas pesquisas relevantes aos assuntos que lhe interessam! Qual vai ganhar mais clientes a partir da web, que é fundamental nos dias de hoje?!

    (Quando tenho um cliente, que timidamente pergunta, “e como e que se faz para o site ficar em primeiro lugar no google?!”, até sabe bem ouvir estas coisas)

    Outra coisa muito relevante é que sem a facilidade de optimização que os blogs permitem, e à facilidade que qualquer pessoas/produto se dá a conhecer através deles e da web, provavelmente nunca teria existido a “blogosfera” como a conhecemos hoje (palavras tuas…)

    22 Sérgio em 12 Mar 08 19:15

    “(Quando tenho um cliente, que timidamente pergunta, “e como e que se faz para o site ficar em primeiro lugar no google?!”, até sabe bem ouvir estas coisas)”

    Sim. É bom ter alguém que pergunta as coisas dessa forma, principalmente se lhes quisermos vender gato por lebre e cobrar-lhes uma fortuna pela primeira posição para termos pouco competitivos, tipo o nome da empresa. Há muita gente a fazer isso, mesmo em Portugal.

    23 Paulo Querido em 12 Mar 08 19:17

    Há *DEMASIADA* gente a fazer isso em Portugal. Mas as empresas têm dinheiro, é deixá-las gastá-lo. Gostam que lhes contem histórias e pagam para as ouvir. Não estão realmente à procura do melhor serviço, mas do melhor contador de histórias sobre os motores de pesquisa. Encontrar o melhor serviço custa mais caro do que encontrar um bom contador de histórias.

    24 exit em 12 Mar 08 19:22

    Sim é bom por dois aspectos…

    1. Ver que o utilizador comum cada vez se interessa mais por estes assuntos!
    2. Sim, o vender gato por lebre é algo que está em todo o mercado, nem digo principalmente neste, pena não se poder dominar todas as áreas!

    25 Paulo Querido em 12 Mar 08 19:22

    “Outra coisa muito relevante é que sem a facilidade de optimização que os blogs permitem, e à facilidade que qualquer pessoas/produto se dá a conhecer através deles e da web, provavelmente nunca teria existido a “blogosfera” como a conhecemos hoje”

    Sim? A esmagadora maioria (and I’m talking about > 90% ) dos bloggers “históricos” de há 5 e 4 anos continua a não fazer a mínima ideia do que é SEO, acham que é assim uma coisa tipo magia negra, graças a um par de sujeitos que lhes passa essas bacoradas enquanto optimiza os seus sites calmamente. E podes recuar à tal blogosfera que afirma que já existia uma blogosfera antes de haver blogosfera e o cenário não muda: a maioria acha a optimização diabólica e a publicidade ainda pior que o diabo.

    Aguardo o teu comentário…

    26 exit em 12 Mar 08 19:41

    Paulo: Não te respondendo directamente, a minha opinião sobre SEO e blogging. Resumindo, acho o blogging formidável pela força que trás à palavra, opinião individual e anónima. Sobre o SEO acho formidável as oportunidades e portas que se abrem no que toca ao marketing online!

    Não me quero estar a alongar se não isto em vês de um comentário dava outro post, sorte a minha que já os escrevi!

    http://blog.maisblogs.net/o-porque-de-bloggar/
    http://blog.maisblogs.net/o-porque-de-bloggar-parte-2/

    ;)

    27 pvl em 12 Mar 08 19:49

    Fui eu que vi mal ou este blog está com page rank zero? Como acontece isso?

    28 Paulo Querido em 12 Mar 08 23:57

    exit: ok.
    pvl: tenho algumas respostas, que já dei aqui, mas nada melhor que colocar as perguntas aos responsáveis pelo PR.

    29 António Dias em 16 Mar 08 17:06

    Obrigado Sérgio. Chego atrasado à discussão com uma história e link interessante heebmagazine.com/blog/view/588

    StuffWhitePeopleLike.wordpress.com debuted, declaring coffee the #1 thing adored by white people. According to the writer, “Yes, it’s true that asians like iced coffee and people of all races enjoy it. But I promise you that the first person at your school to drink coffee was a white person… They are also fond of saying ‘you do NOT want to see me before I get my morning coffee.’” Since that first hilarious post, the snarky little blog that could has been declared the hot new site by Men’s Health, Neatorama, Wired’s blog, the Los Angeles Times…

    Isto seria possível em PT? Vai fazer 2 meses esta semana…

    30 Certamente! blogosfera: O papel do SEO no sucesso do Obvious (e o futuro do blogging) em 17 Mar 08 08:58

    [...] leitores do recente texto sobre os equívocos em torno da optimização para motores de busca ficaram intrigados e queriam saber a que blogue se referia o exemplo. Era ao Obvious, o mais lido [...]

    31 SEO vs. Conteúdos | Comunicação Empresarial em 17 Mar 08 11:30

    [...] Paulo Querido tinha iniciado a provocação no seu artigo “Optimização Para Motores de Busca [SEO] e Audiências: Um Equívoco“, que originou, até agora, uma trintena de reacções directas no blogue. Agora, ainda no [...]

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